Há 32 anos Willem Dafoe era indicado ao Oscar pela primeira vez por Platoon na categoria “Melhor Ator Coadjuvante”. Desde lá, muitas interpretações ficaram marcadas no currículo do ator. Inclusive, foram mais duas indicações à categoria: Shadow of the Vampire (2001) e The Florida Project (2018).

Na edição do Oscar deste ano, Dafoe está indicado para “Melhor Ator” por interpretar Vincent van Gogh com o filme At Eternity´s Gate (A Porta da Eternidade), dirigido por Julian Schnabel.

Confira a entrevista que o ator concedeu ao The Hollywood Reporter:

Como se sente ao ser indicado especificamente para este filme?

É muito especial porque o filme é especial. É um filme único feito com muito amor, feito como uma expressão pessoal sobre Vincent van Gogh, de um artista fazendo um filme sobre um artista. Foi simplesmente um papel maravilhoso. 

Você falou com Julian depois que sua indicação foi anunciada?

Sim, claro. Desde o filme, ficamos realmente unidos. Foi uma experiência ótima e fluida para mim! Ele tem uma personalidade forte, mas nós estávamos fazendo o filme, eu realmente não sabia o que ele estava fazendo e o que eu estava fazendo, era como se fôssemos a mesma pessoa. E quando você tem esse tipo de união, quando está trabalhando, é muito emocionante.

O que você aprendeu trabalhando com Julian neste filme?

Uma maneira diferente de ver, de perceber. Só de pensar em coisas que aconteceram na vida de van Gogh e estar nos lugares que ele esteve, tudo isso foi uma experiência muito transformadora.

Você recebeu alguma reação do público surpreendente em relação ao filme?

Como isso afeta profundamente as pessoas. As pessoas acham que sabem sobre van Gogh, mas o filme dá uma visão totalmente diferente sobre ele. De alguma forma, Julian conseguiu contornar esse tipo de “lenda” sobre van Gogh como o torturado artista perdedor que não vendia uma pintura. Ele foi capaz de explorar o aspecto alegre de fazer as pinturas, sem ir contra as informações que temos. Ele foi capaz de aproveitar a alegria que esse homem deve ter sentido em seus momentos produtivos. Problemáticos, mas produtivos anos de quase uma pintura por dia até o final de sua vida.

Você ainda pinta?

Eu amo pintar, mas a verdade é que adoro trabalhar. Para manter o nível que eu tinha no filme, eu teria que pintar todos os dias. Eu posso voltar a isso um dia.

Se você tivesse um lema para a temporada de premiação, qual seria?

Não se distraia – não é sobre você, é sobre o filme. 

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