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A Netflix anunciou, nesta segunda-feira, 05 de março, que sua série antológica extremamente viciante e ganhadora de Emmys foi renovada para a aguardada quinta temporada.

Black Mirror é uma série antológica que aborda a inquietação do coletiva do espectador com o mundo moderno, com episódios independentes carregados de histórias contundentes e repletas de suspense relacionados ao universo da paranoia tecnológica contemporânea cada qual com uma inesquecível – e às vezes inquietante – conclusão. Sem dúvida nenhuma, a tecnologia transformou todos os aspectos da vida; em cada casa; em cada mesa; em cada palma da mão – uma tela de plasma; um monitor; um smartphone – um espelho escuro, um Black Mirror, que reflete a existência no século XXI. A série é criada e escrita por Charlie Brooker e tem produção executiva de Brooker e Annabel Jones.

Confira o anúncio:

Para mais informações, acesse  netflix.com/blackmirror  e as redes sociais oficiais de Black Mirror:
Twitter: @BlackMirror
Facebook: www.facebook.com/BlackMirrorNetflix

Pegando carona no Valentine’s Day (Dia dos Namorados nos Estados Unidos), a Netflix colocou no ar um site que imita o dispositivo do episódio Hang The D.J., considerado o melhor episódio da temporada. Na história, escrita por Charlie Brooker e dirigida por Tim Van Patten, as pessoas utilizam um sistema para encontrar o parceiro ideal para toda a vida

Dispositivo visto na série. ( Netflix / Divulgação)

Trata-se de um dispositivo, chamado de Coach (treinador ou técnico), disponibilizado pelo serviço de streaming, que indica quanto tempo o relacionamento deve durar. O usuário deve respeitar o período, independente dos sentimentos envolvidos, caso queira de fato encontrar sua alma gêmea. Ele gera uma URL única que deve ser compartilhada com o seu par. Assim, o casal é convidado a revelar o tempo simultaneamente.

Acesse e faça o teste em >>> coach.dating

Assista ao trailer do episódio:

Os títulos dos episódios, e um teaser trailer, da quarta temporada de Black Mirror foram divulgadas, nesta sexta-feira (25), pelo perfil da série no twitter. Sem data definida para o lançamento, a produção contará com seis episódios e seguirá os mesmos moldes das temporadas anteriores com roteiros e elencos diferentes. (Confira a lista abaixo com o nomes dos diretores).

Originalmente produzida pelo canal britânico Channel 4, Black Mirror vai para a segunda temporada produzida pela rede de Streaming Netflix, sem perder o enredo principal: Os efeitos tecnológicos nas nossas vidas. As sinopses dos episódios não foram divulgadas, mas com as cenas divulgadas pelo teaser já dá para ter uma ideia do que esperar desta quarta temporada.

Os roteiros são do criador da série, Charlie Brooker, o episódio USS Callister é assinado em parceria dele com William Bridges.

Títulos da 4ª temporada de Black Mirror
Arkangel – Jodie Foster (House Of Cards, Orange is the New Black)
USS Callister – Toby Haynes (Dr Who, Sherlock)
Crocodile – John Hillcoat (Os Infratores)
Hang the DJ – Tim Van Patten (Família Soprano, Game of Thrones)
Metalhead – David Slade (Hannibal, American Gods)
Black Museum – Colm McCarthy (Injustice)

Em um podcast da Variety, Charlie Brooker, criador de Black Mirror, sugeriu a possibilidade de que a quarta temporada da série pode trazer continuações de alguns episódios passados como “White Bear”. O roteirista não deu mais detalhes.

Na mesma entrevista, Brooker declarou que a série vai continuar existindo enquanto o mundo fornecer ideias para ela:

“Vamos continuar fazendo enquanto as ideias continuarem nos sendo entregues pelo mundo. Enquanto você continuar tendo ataques nervosos, nós estaremos tranquilos.”

A quarta temporada de Black Mirror ainda não tem data para ser lançada na Netflix.

A quarta temporada da série de antologia sensação Black Mirror acaba de divulgar o título de seus seis episódios (sim, você leu certo, novamente teremos seis episódios), assim como os diretores que irão comandá-los. A notícia veio através de um post na rede social Reddit, como informa o site Independent, do Reino Unido.

A diretora e atriz Jodie Foster, que ano passado lançou Jogo do Dinheiro, é quem abre a temporada no comando do episódio ArkAngel, ou Arcanjo. David Slade (30 Dias de Noite), sucesso na série American Gods, estará no comando no penúltimo episódio, intitulado Metallhead. Fechando o trio dos cineastas mais conhecidos, John Hillcoat (A Estrada e Os Infratores) dirigirá um episódio passado em sua terra natal, Austrália, intitulado propiciamente Crocodile, ou Crocodilo.

Toby Haynes (Doctor Who) dirige o episódio chamado USS Callister, que supostamente será o episódio passado no espaço, o qual o criador do programa Charlie Brooker havia mencionado em entrevistas. Finalizando, o diretor Tim Van Patten estará no comando do quarto episódio, Hang the DJ. O último episódio da temporada, Black Museum, ou Museu Negro, ainda não confirmou o diretor, mas segundo o site Digital Spy, a trama foi inspirada no mágico Penn Jillette, terá três subtramas e se passará em um museu remoto de Las Vegas.

Black Mirror foi criada por Charlie Brooker e exibida pelo canal britânico Channel 4 por duas temporadas. A Netflix comprou o programa e produziu a elogiada terceira temporada ano passado. A nova temporada da série estreia este ano, ainda sem data definida para o lançamento.

Fonte: CinePOP

Esta matéria foi originalmente publicada na VICE UK.

Falar de algo tão fugaz quanto o “presente” é praticamente um trabalho de Sísifo. Mas é chocante ver quanto o planeta está diferente do que era em 2011 — apenas cinco anos atrás — quando Black Mirror de Charlie Brooker estreou na TV inglesa. Formado por três histórias separadas, cada uma propondo um cenário ameaçador no futuro de “e se” por meio da interação entre tecnologia e a sociedade, a série pintou um futuro que era igualmente sombrio e interessante, além de desconcertantemente plausível.

Mas agora, no entranho e escabroso pesadelo que é 2016, é difícil dizer se Black Mirroré mais necessário que nunca ou se acabou se tornando redundante. Por que roteirizar o pesadelo quando a realidade é tão ruim ou pior?

Quando encontrei com Brooker num restaurante do Soho em Londres, eu não sabia se devia esperar alguém divertido e convidativo, ou cínico e incrédulo. Antecipar essa última opção não me parecia pouco razoável. Uma das possíveis críticas a Black Mirror, particularmente do público de “millennials egoístas” que formam uma porção substancial dos espectadores, é o potencial da série de se tornar o meme “velho grita com as nuvens”. O programa é uma crítica social, ou só um cara de 40 anos reclamando que ficamos com a cara colada no celular o tempo inteiro?

“Com certeza sou da geração que está sempre suspeitando do nível de atuação exigida pelas redes sociais”, diz Brooker. “Sou velho o suficiente para achar que selfies são meio estranhas, mas consigo entender que isso é mais interessante — olhar para trás e ver como você mudou com os anos — do que fotos escrotas que tentei tirar de um pôr do sol em 2006.”

Dito isso, ele não vê a série como um veículo de julgamento, ou condenando nosso relacionamento com as telas. “Não sou antitecnologia no geral, só me preocupo com tudo. Me preocupo em queimar a língua com esse chá, ou acabar enfiando essa colher no meu olho”, ele disse, bruscamente erguendo uma pequena colher de prata até o nível dos olhos.

Se há mais em jogo que cinismo distópico, Black Mirror é um projeto mal compreendido? Ele se preocupa, por exemplo, como o nome da série se tornou um sinônimo para qualquer evento remotamente sinistro envolvendo tecnologia? “Não me importo, isso é publicidade grátis — toda vez que algo fodido acontece as pessoas mencionam o programa”, diz. “Se a Samsung lança um celular que explode, todo mundo diz ‘nossa, isso é tão Black Mirror‘. Se isso é ruim para o mundo, provavelmente é bom para a marca!”

Ele ri, mas é impossível não reconhecer um toque de frustração em sua voz quando ele menciona a visão binária da série que algumas pessoas têm de “tecnologia dando errado”. “Acho que, às vezes, quando as pessoas fazem uma paródia da série, elas perdem quão consciente de si a série é”, diz ele. “Eu sei quando ela está sendo um pouco boba.”

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É uma distinção importante, considerando a taxa de progresso impossível de frear do século 21. A ideia de ser criticado por se comportar de uma certa maneira é alienante e redutivo. Mas, de maneira crucial, Black Mirror nunca tentou realmente fazer as pessoas parecerem idiotas; sua intenção sempre foi fazer as pessoas parecerem pessoas. Com falhas e sem o software exigido para lidar com as ameaças e promessas da era digital.

Por exemplo “Volto já”, com certeza um dos melhores episódios da segunda temporada — se não da série inteira. O episódio é uma hora angustiante de televisão, onde uma mulher clona seu marido recém-falecido usando como base suas atividades nas redes sociais. O episódio não é pregação: os personagens ficam confusos e em conflito moral, tanto quanto os espectadores. É isso que a sátira deve ser num mundo cada vez mais extremo? Íntima e pessoal?

“Possivelmente”, Brooker concordar. “Não pensei nisso assim, mas é possível que tenhamos que partir para isso se a realidade começar a ultrapassar o caráter grotesco do mundo ficcional.”

Essa ultrapassagem, claro, alude especificamente a dois episódios proféticos de Black Mirror — um da primeira temporada, “Hino Nacional”, e um da segunda, “Momento Waldo”, com similaridades bizarras com dois eventos políticos reais: a derrocada de Cameron com a história de sexo com um porco e a ascensão de Donald Trump. Mas, embora os paralelos tenham uma semelhança aterradora, os episódios mostram mais a mente de um roteirista que teme a oclocracia e a corrosão da democracia. Pergunto a ele onde esse medo nasceu. “Quantos anos você tem?”, ele pergunta.

“25”, respondo.

“Tenho 45, literalmente vinte anos mais velho que você, seu maldito jovem”, ele exclama. “Olha, a coisa mais formativa que consigo lembrar era quando parecia que uma guerra nuclear era uma coisa real e possível. No começo dos anos 80, parecia que estávamos nos preparando, bem literalmente, para enfrentar uma guerra nuclear. Assisti a documentários sobre isso, dramas sobre isso, e era assim que eu achava que ia morrer, como resultado da tecnologia e do progresso. Achei que ia morrer numa grande bola de fogo. Esse é um pensamento traumático — que fica com você — e acho que isso aparece em Black Mirror.”

Brooker entrega esse ponto com o mesmo tipo de desdém extravagante que ele aperfeiçoou em anos de painéis de discussão da série. É como dar de ombros com palavras, algo que faz o apocalipse iminente soar como se ele só tivesse derramando café na camisa.

“É isso que me preocupa nos meus filhos”, ele ri, como se estivesse achando engraçado quão horrível o mundo pode se tornar para seus filhos, de dois e quatro anos. “Não tenho medo que eles percam a noção de realidade em 2030 colocando headsets de realidade virtual que permitam que eles comam hologramas, ou sei lá o quê. Tenho medo dos grandes mísseis nucleares escondidos lá nos silos, só esperando alguém que vá lançá-los.”

Para alguém tão temeroso da política, ou pelo menos profundamente desconfiado, fico curioso em saber se ele já foi engajado politicamente. “Como qualquer um, tenho minhas tradições — cresci numa casa que votava no Partido dos Trabalhadores, e definitivamente prefiro ficar do lado esquerdo das coisas”, ele diz. “Mas acho que conforme fui envelhecendo, fui ficando menos certo das minhas convicções, ou menos certo das minhas opiniões.”

O clima atual da Grã-Bretanha, ele me diz, faz ele ter saudades dos dias mais simples de Cameron e Clegg. “Sinto saudade de um tempo, poucos anos atrás, quando tudo era sem graça — quando todos os políticos eram iguais e todo mundo era chato, seguro e estável”, ele analisa. “Mandei um e-mail para Chris Morris depois do referendo, dizendo ‘você devia fazer um Brass Eye sobre o Brexit — sabe, meio que um e-mail de fã — e ele me disse: ‘Bom, o problema é que é preciso de alguma forma de autoridade para subverter para que o programa funcione, sem isso, novas ferramentas são necessárias’.”

Ele fica mais animado quanto mais pensa nisso. “Realmente parece que estamos numa época febril agora”, ele continua. “Você tem figuras carismáticas aparecendo por todos os lados, ou monstros — dependendo do seu ângulo. Quando surge alguém como Corbyn, que parece uma banda indie — como o Arab Strap, com fãs apaixonados, você admira isso, mas não consegue imaginá-los entrando para o mainstream. Admiro isso, mas meu lado chato e pragmático diz ‘Sério? Você realmente acha que isso vai funcionar?'”

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Então o trabalho começado em 2016 já acabou? “Pense assim”, ele diz. “Normalmente, temos nossa primeira reunião de roteiristas sobre a série do final de ano, agora. Este ano, tivemos a reunião em julho.”

Com nosso tempo acabando, minha última pergunta se relaciona com um projeto de Charlie Brooker: Nathan Barley.

“Primeira coisa, para esclarecer”, ele interrompe, enquanto as palavras estão saindo da minha boca. “Tem um episódio de Nathan Barley no qual eles fazem uma edição da revista Sugar Ape chamada ‘Edição VICE’, que não deveria ser uma comparação direta — foi uma coincidência, só coincidência. Depois que o episódio saiu as pessoas disseram ‘Ah, zoando a revista VICE’, e eu pensei, ‘Não! Claro que as pessoas iam achar isso!’ Acho que o logo até era parecido com o da VICE. Pensamos na VICE, claro, mas não era para ser uma zoação direta.

“É estranho pensar nessa série agora”, ele continua, agora que esclareceu as coisas. “Trabalhamos num roteiro para uma segunda série que não era mais sobre a revista de estilo, mas sobre ele ter seu apoio financeiro cortado. Ele teria que encarar a dura realidade, que — se conhecêssemos o termo — seria bem mais ‘millennial’. Ele ficava perdido no mundo onde as coisas estavam desmoronando, e tinha menos certeza das coisas.”

Enquanto nos despedimos, fico impressionado com esse Nathan Barley hipotético, se debatendo por baixo do verniz irônico desmoronando. Isso diz muito sobre o próprio Brooker não estar desmoronando, mas um escritor que muitas vezes é entendido como cínico, quando na verdade está tentando comunicar uma grama da perplexidade que todos nós sentimos. Não que ele vá dizer isso, claro.

Como ele coloca: “Acho que seria arrogante da minha parte achar que posso mudar a cabeça das pessoas com uma obra de ficção. Tenho certeza que isso já aconteceu, mas não sei se eu sou a pessoa certa para fazer isso”.

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Fonte: Vice

Se você veio até aqui provavelmente já assistiu a terceira temporada de Black Mirror e está tentando decidir qual episódio você gostou mais. Enquanto você estava desfrutando da série de ficção científica de Charlie Brooker, você pode não ter notado que todos os episódios estão realmente conectados, embora vagamente. E não, eu não estou falando sobre o fato do tema ser conectado sobre as consequências da tecnologia. Eu estou falando sobre o real enredo e conexões de personagens.

O criador do Black Mirror, Charlie Brooker, observou que “cada episódio tem um elenco diferente, um cenário diferente, mesmo uma realidade diferente. Mas eles são todos sobre a maneira como vivemos agora – e a maneira que poderíamos estar vivendo em 10 minutos se somos desajeitados. Embora recentemente em uma publicação do Reddit, Booker admitiu que todos eles realmente possuem lugar no mesmo universo psicológico com links às vezes explícitos. Aperte os cintos, e explore as diversas conexões de Black Mirror.

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Antes de mergulhar, deixe-me primeiro explicar que não estamos prometendo grandes revelações. Estes são mais como easter eggs do que qualquer outra coisa. Brooker disse a Thrillist que ele “leio algumas coisas em que as pessoas tentaram descobrir se tudo isso está em um universo coerente, e meu ponto de vista é se eles querem acreditar nisso”.

“Mas eu não me aproximo dessa maneira, nem mais do que “The Twilight zone” foi estabelecida em um universo coerente. provavelmente tudo está no mesmo universo psicológico. “

No Reddit, ele acrescentou que: “houve idéias para versões ‘estendidas’ de algumas das histórias”.

“Eu tenho uma ideia para uma sequela de White Bear, por exemplo. Às vezes, a tecnologia (ou algo semelhante a ela) aparecerá novamente em outros episódios se houver uma história irresistível para ser contada. “

Enquanto os cinco primeiros episódios de Black Mirror apresentam praticamente nenhuma referência a histórias anteriores e personagens, parece que Brooker decidiu que isso poderia ser uma coisa divertida para entreter em algum momento durante a segunda temporada da série. E agora parece que pode até ser possível que possamos ver sequelas ou revisitar alguns desses personagens em futuras histórias de Black Mirror.

Lembre-se, podem conter spoilers sobre as primeiras três temporadas de Black Mirror:

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S02E03: The Waldo Moment

No episódio “The Waldo Moment”, da segunda temporada de Black Mirror, dirigido por Bryn Higgins, você pode ver o personagem da Jessica Brown Findlay, Abi Khan em um outdoor ao lado de um anúncio de Waldo. Esta é uma referência a “Fifteen Million Merits”, o segundo episódio da primeira temporada de Black Mirror que apresenta Abi entrando para ser uma concorrente em um jogo estilo X-Factor chamado Hot Shots, que oferece uma chance para as pessoas deixarem o mundo escravo ao redor deles.

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Na televisão, vemos a manchete: “Geraint Fitch se livra de delito após uma briga com um paparazzi”, que é a mesma manchete que também foi exibida na rede de televisão UKN tanto em “The Waldo Moment” quanto em “The National Anthem”.

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Especial de Natal: White Christmas

No especial de natal de 2014, “White Christmas”, dirigido por Carl Tibbetts, também apresenta algumas referências a “Fifteen Million Merits”. Na cena do karaoke, uma canção é cantada intitulada “Anyone Who Knows What Love Is”, que é a mesma canção cantada por Abi no programa de TV ‘Hot Shot’.

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Na televisão, nós não só vemos um especial de “Hot Shots” com a vencedora Selma, o segmento de Toy Soldiers também apareceu em “Fifteen Million Merits”, e também no terceiro episódio da segunda temporada “The Waldo Moment”. “Callow anuncia divórcio” também aparece como um snippet de notícias.

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Um dos canais de televisão se chama “UKN,” que foi caracterizado em “The National Anthem” na primeira temporada uma da série. Liam Monroe foi eleito durante “The Waldo Moment”, e sugere que o episódio “White Christmas” acontece depois de “The National Anthem”.

O roteiro de notícias também menciona “Skillane tem recurso de defesa negado”, uma referência a personagem Victoria Skillane, uma criminosa que sequestrou e assassinou uma menina no segundo episódio da segunda temporada,”White Bear”. E estava na fase de condenação de seu julgamento.

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E por último, um dos espectadores que assistem Harry tentando conquistar Jennifer na festa de Natal tem um nome chamado “Pie-Ape”, que era um termo ofensivo que era usado para pessoas gordas em “Fifteen Million Merritts”. Como também o nome que aparece na tela de um dos rapazes, “I am Waldo”, uma referência a “The Waldo Moment”.

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S01E03: The Entire History of You

No terceiro episódio da primeira temporada intitulado “The Entire History of You”, dirigido por Brian Welsh, Bethany parece estar usando a mesma marca de teste de gravidez como o exibido no primeiro episódio da segunda temporada, “Be Right Back”. Os designs são diferentes que pode indicar uma diferença de anos, mas a animação é a mesma.

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S03E01: Nosedive

No primeiro episódio da terceira temporada, Nosedive, dirigido por Joe Wright, vemos um monte de telas da rede social de Bryce Dallas Howard que contêm uma grande quantidade de informações. Uma das atualizações sociais é postada por “Michael Callow”, o ex-primeiro-ministro que foi chantageado por ciberterroristas no primeiro episódio da primeira temporada, “The National Anthem”. Sua publicação na rede social diz “Acabo de ser expulso do zoológico novamente :(” Que é uma referência a o que foi forçado a fazer com um porco.

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Lacie Pound é obrigada a pegar carona com um grupo de fãs que estão indo para uma convenção de fãs de um programa de televisão de ficção científica chamado “Sea of Tranquility”, que é a “HBO moon Western” que é do mesmo cara que é contratado para fazer os efeitos especiais na transmissão do ex-ministro em “The National Anthem”.

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S03E02: Playtest

No segundo episódio da terceira temporada, chamado”Playtest”, dirigido por Dan Trachtenberg, caracteriza referências a três episódios diferentes: O logotipo de White Bear do segundo episódio da segunda temporada “White Bear” aparece como um código QR como ícones que giram na maleta da sala de teste de jogos.

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Na capa da revista que apresenta o CEO Shou Saito, vemos uma menção da empresa Granular, a empresa que faz as abelhas robóticas no sexto episódio da terceira temporada, “Hated in the Nation”.

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Hannah John-Kamen, a atriz que interpreta Selma em “Fifteen Million Merits”, interpreta a personagem Sonja em “Playtest”. Eu não posso imaginar que eles estão usando a mesma personagem com nomes diferentes, mas é uma conexão que vale a pena mencionar.

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S03E03: Shut Up and Dance

No terceiro episódio da terceira temproada, “Shut Up and Dance”, dirigido por James Watkins, tem referências a três episódios anteriores. Ao olhar para uma tela de computador, vemos um monte de notícias na barra lateral:

  • Um diz “Callow pede divórcio”, uma referência ao personagem do primeiro episódio da primeira temporada, “The National Anthem”. E a história abaixo diz “Victoria Skillane tem recurso negado”, outra referência ao destino da personagem de “White Bear”.
  • O anúncio “One Smart Cookie” no canto superior direito promete mostrar “a tecnologia da cozinha do amanhã” referenciando o episódio “White Christmas”. Um tweet no scroll superior também está falando sobre a notícia de que “Michael Callow está se divorciando”.
  • E um rolo de notícias no topo menciona a estreia de um show de talentos chamado “15 Million Merits”, que é estranho porque esse é o nome de um episódio de Black Mirror. Estou apostando que os fios foram cruzados neste easter egg de Black Mirror e que era realmente suposto estar referenciando ao programa de TV Hot Shots do segundo episódio da primeira temporada “Fifteen Million Merits”. Ou talvez esse episódio de Black Mirror foi adaptado em um série de televisão neste universo.

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No laptop de Kenny, vemos um adesivo dp Waldo, uma referência ao urso dos desenhos animados que disputa contra Liam Monroe no terceiro episódio da segunda temporada “The Waldo Moment”.

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S03E05: Men Against Fire

No quinto episódio da terceira temporada, “Men Against Fire”, dirigido por Jakob Verbruggen, Raiman canta “Anyone Who Knows What Love Is”, a mesma canção que Abi Khan cantou em “Hot Shots” em “Fiftheen Million Merits”.

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S03E06: Hated in the Nation

No sexto episódio da terceira temporada, “Hated in the Nation”, dirigido por James Hawes, apresenta um monte de referências a histórias anteriores.

A história introduz a ideia das pessoas mais odiadas nas mídias sociais sendo mortas por um terrorista tecnológico. As pessoas votam em quem elas querem que sejam mortos em um aplicativo de rede social como o Twitter usando a hashtag “#DeathTo”. Um dos posts do twitter que vemos na tela diz #Deathto Victoria Skillane, uma referência ao personagem principal no segundo episódio da segunda temporada, “White Bear”.

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Também vimos que a oficial Blue foi quem cuidou do caso (Ian Rannoch era o namorado de Victoria, de “White Bear”).

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Vemos uma menção ao segundo episódio da terceira temporada, “Playtest”, no rolo de notícias na TV que diz “Sho Saito anuncia imersivo novo sistema de jogos.”

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Enquanto Karin Parke assiste televisão, vemos a notícia que menciona que as forças armadas anunciou o “Projeto MASS”, uma referência ao quinto episódio da terceira temporada “Men Against Fire”, que envolveu soldados com implantes chamado MASS para aumentar a realidade e ajudar com operações estratégicas.

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Além disso, há uma menção muito breve sobre Shou Saito de “Playtest” anunciando o jogo Harlech Shadow VI.

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Entre as coisas que vemos nos trending topics no Twitter, o anúncio do Harlech Shadow V (a versão anterior do sistema anunciado acima) e “# FreeWhiteBearOne” uma referência ao episódio “White Bear” e Michael Callow, o ex-primeiro-ministro do primeiro episódio da primeira temporada, “The National Anthem”.

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Enquanto isso, temos uma atualização final sobre a situação de Victoria Skillane de “White Bear” através de um roteiro na tela nos informando que ela tentou se matar em sua cela de prisão. O fato de que ele diz que foi uma tentativa supõe que ela sobreviveu.

E finalizamos aqui essa coletânea de easter eggs da série Black Mirror. Se você gostou, compartilhe, dissemine a informação, seja mais um refém do universo que o Black Mirror coloca para nós, nos dando um grande soco no estômago.

A pós-modernidade parece ser o melhor da geração atual. Uma internet disponível em qualquer lugar (quando o wifi é liberado); rapidez em atendimentos do cotidiano com pressa; e até ¨nossos melhores momentos¨ registrados em nuvens, caixas virtuais, timelines. E ainda, como que um extra para quem NÃO QUER perder tempo, dar um clique ali, ativar uma bomba aqui, apagar um arquivo revelador, deletar a memória de um dito cujo lá… Coisa simples. Prático. Não se incomode leitor, este post quer apenas fazer você trocar rapidinho de lugar o cenário da  realidade social que te cerca, para o cenário futurista pesado de uma série bem feita.

 

O tema

Black Mirror – já online desde 2011 pela BBC – foi feita para descrever uma sociedade, a SUA sociedade.

O britânico, creative mind, Charlie Brooker utiliza de condutas bem humanas e satiriza-as de um jeito bem sombrio, examinando a sociedade moderna/tecnológica, e despertando questões como: ela está progredindo ou está exterminando?

Diversos blogs e websites atentos à produção não tão fictícia, pautaram o tema explorando textos e estudos sobre o comportamento e mente humana, relacionando o futuro já gritante à nossa volta.  Acredita-se que o tema não está presente baseado apenas em mais um mistério, e sim, em realidades tão próximas que aceleram o choque interpessoal e social, levando ao clima de abismo tecnológico.

Não é de estar surpreso com a intenção do título, ao aludir à uma tela digital, escura, vidrada. Reflete, diz, grita, quebra.

 

Episódios

Consiste em duas temporadas de 3 à 5 capítulos cada. O enredo não segue um tempo cronológico em sua programação, sendo somente correlacionado o tema do humano e do tecnológico. Cada episódio apresenta um cast e uma história diferentes. Para encurtar a missa, vou listar os episódios em frases que expressam o foco de cada história.

Temp.1Ep.1 The National Anthem (Hino nacional) – História política difícil de ser vista, mas corajosa em chocar. Já digo que foi o mais satírico de toda a série. Aqui cabe a pergunta até que ponto vai a autoridade de um político em mãos erradas?

Ep.2 Fifteen Million Merits (Quinze milhões de méritos) – Acordar. Levantar. Faça um movimento de touchscreen no ar pra desligar o despertador. TV logo cedo. Propaganda. Futilidades. Touchscreen. Perder. Ganhar. Exercício. Físico. Exercício físico.  Méritos em moedas virtuais. TV.  VT. Rotina do dia. Dormir. Quarto de quatro paredes em telas. Prisão. Uma espécie de reality show inteligente com uma crítica fortíssima.
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Ep.3 The Entire History of You (Toda a sua história) – Uma historinha  sobre como guardar toda sua identidade em um lugar seguro e ainda provar que a mente humana é traiçoeira. Como a realidade…. e um pouco de ciúme e obsessão também.Resultado de imagem para black mirror

Temp.2 Ep.1 Be Right Back (Volto já) – Ok. Aqui a gente tem uma considerável demonstração de como a tecnologia pode ir além. Tipo, além da morte. Com atuação do gracioso Domhnall Gleeson (Questão de Tempo; Ex Machina).  Resultado de imagem para be right back black mirror

Ep.2 White Bear (Urso branco) – Uma moça acorda em um cenário apocalíp… isso mesmo, estilo seriados da FOX. Lembra uma caça às bruxas em algum país nórdico. Todos estão atrás dela. Inclusive as câmeras de celular. 10 Mysteries, Passions, and Hauntings to Obsess Over If You Like ‘Serial’:

Ep.3 The Waldo Moment (Momento Waldo) – Uma sátira em que o próprio Brooker chamou, em setembro de 2016, de ¨a campanha de Donald Trump¨. Sem papas na língua, Waldo faz fama brincando de política. Mas pera. Waldo não é uma pessoa.

Ep.4 White Christmas (Natal) – Lançado como episódio especial à parte, justamente no mês do natal para abusar do espírito sentimental propício da época e entrar na mente. Perturba a ponto de causar colapso em quem somos e quem achamos que somos. Falo do personagem, é claro. Tsc, tsc.

 

A já grande, Netflix, acreditou na série e em 2015 encomendou novos episódios. A terceira temporada já é, a partir de hoje (21/10), estréia imperdível na plataforma. E já veio ostentando 6 episódios de cara pra provar que o assunto é denso e convincente.

Fale de Black Mirror com seus familiares e amigos, ou use em uma pesquisa ou experimento. Faça um TCC. Uma palestra. Faça do seu jeito, usando a tecnologia. Só não posta. Senão quebra.

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