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A mistura entre ficção científica com o drama, principalmente quando assuntos existencialistas são abordados, tem sido a mistura certeira para grandes filmes. Rememory (2017) se encaixa nesta lista com maestria, dirigido por Mark Palansky, tendo no elenco grandes nomes como Peter Dinklage, Julia Ormond, Anton Yelchin e Henry Ian Cusick. A trama se desenvolve quando após a morte misteriosa de um renomado professor seu valioso projeto desaparece, o qual é uma máquina capaz de reter as memórias em um tipo de lâminas que, inserido novamente na máquina mostra as lembranças em forma de vídeo.

Como qualquer processo de estudo, a organização a qual desenvolvia a possibilidade de recriar o protótipo para consumo em massa não se preocupou tanto com os possíveis efeitos colaterais do produto, fazendo com que o pequeno grupo de pessoas testadas sofressem sérios problemas, psicológicos e físicos. Com o desaparecimento da máquina e a morte do criador todos os pacientes testados acabam sendo suspeitos, até mesmo a viúva Carolyn, interpretada por Julia Ormond acaba sendo suspeita. Em meio a isso, Sam Bloom (Dinklage) decide ajudar a descobrir o que teria acontecido ao professor, começando sua própria investigação atrás dos fatos e pessoas que tenham alguma relação com o projeto. Mas até mesmo Sam esta envolvido de uma maneira que durante todo o desenvolvimento do enredo somente fica claro quando todas as pontas do quebra-cabeça já estão praticamente atadas, revelando um acontecimento surpreendente que se conecta com todo o restante da trama.

A todo momento a justificativa sentimental do personagem, principalmente de Sam, é mostrada como o grande motivo de suas ações, porque se houvesse um lado racional atuando com ele muitas de suas atitudes seriam completamente diferentes das que foram mostradas. Com isso, pensar que uma pessoa pode entrar e sair da casa de um estranho sem ser percebido e ainda roubar um objeto que todos os outros envolvidos na trama estão procurando é possível, mesmo que não seja um ladrão profissional.

A invenção da máquina, a relação de Sam em todo o processo investigativo da morte do professor e todas as atitudes das outras pessoas que se tornam suspeitas do crime são muito bem colocados no longa, nos momentos certos para que não haja a revelação de toda a trama de uma vez. É um filme que faz pensar sobre as relações humanas, como se entende as lembranças durante toda a vida e qual a verdadeira importância delas.

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