Tag: ansel elgort

Filme de 2016 dirigido por Sacha Gervasi (Hitchcoock, The Terminal), adaptado da obra de Sam Munson de mesmo nome publicada em 2010, no elenco contando com Ansel Elgort, Chloe Grace Moretz e Catherine Keener, é um suspense policial instigante e emocionante. Toda trama começa após o assassinato de Kevin, um jovem aparentemente normal como outros de sua idade e amigo de Addison (Elgort). O fato se torna angustiante para Addison após ele perceber que ninguém estaria se importando muito com o crime, principalmente a polícia que mal ouve seu depoimento, conduzindo as investigações de forma quase que inapropriada e medíocre. Como Addison já havia perdido sua mãe há pouco tempo e acreditava que precisava fazer algo a respeito do seu amigo Kevin, com isso começa uma investigação própria para conseguir descobrir quem teria cometido o crime. Ele conta com a ajuda de sua amiga Phoebe (Moretz), com a qual desenvolve um romance juvenil em meio a toda confusão que viram seus dias. A sequência dos fatos são mostrados de forma bem detalhada, não deixando nenhuma abertura ou cenas desnecessárias. Também deve-se ressaltar a qualidade da trilha sonora, que juntamente a todo o visual do longa traz aquela sensação de estarmos novamente aos anos ’80 com pitadas de realidades.

Durante o longa percebe-se momentos nos quais quase se esquece o foco da trama e se ameniza o clima com a relação existente entre Addison e Phoebe, o que faz sentido quando se trata de um assassinato. Grande parte das cenas mais calmas são focados no casal, não somente no romance, mas também na amizade existente entre eles.

O título, de certa forma, não desperta tanto o interesse no filme, o que é uma pena! Mas superado esse detalhe tem-se um filme bom, com uma história interessante e doses de pensamentos existencialistas nas entrelinhas.

Trailer:

“Um jovem e talentoso motorista de fuga chamado Baby depende do ritmo de sua trilha sonora para ser o melhor do jogo. Quando ele conhece a garota de seus sonhos, Baby vê uma chance de abandonar sua vida criminosa e escapar de forma limpa.”

Baby Driver (no Brasil, “Em Ritmo de Fuga”) estreou nos cinemas nacionais no dia 27 de julho e está sendo considerado mundialmente um dos melhores filmes do ano, com nota 8,2 no IMDb.

Escrito e dirigido por Edgar Wright (Homem-Formiga e Scott Pilgrim), o longa tem produção de Tim Bevan, Eric Fellner e Nira Park, cinematografia de Bill Pope, música do ganhador do Oscar de melhor trilha sonora em 2015, Steven Price, direção de arte de Justin O’Neal Miller, edição de Jonathan Amos e Paul Machliss e está sendo distribuído no Brasil pela Sony Pictures.

Confira a crítica do filme (mas antes, coloque seus fones de ouvido e aperte o play!)

Muita ação para quem gosta – e quem não gosta – de ação. Comédia e romance na medida certa. Família, afetividade, lealdade e SURDEZ, isso mesmo, um filme de música que tem como um dos panos de fundo a deficiência auditiva. Isso parece ser bom, não é?

ENREDO

A história central não é nenhuma grande novidade, na verdade lembra muito a franquia Velozes e Furiosos: carros super rápidos, gangues, dinheiro envolvido, um pouco de romance e muitas cenas de ação. As diferenças estão nos detalhes que Edgar Wright põe em seu roteiro, como o paralelo que faz entre surdez e música e a calma e timidez do personagem principal apesar de toda a brutalidade a seu redor. Além disso, Wright ainda é capaz de nos surpreender com reações dos personagens que não esperamos.

ELENCO 

Um ponto fortíssimo foi a escolha do elenco: o veterano Kevin Spacey na pele do chefão do crime Doc, Jon Hamm como Buddy e sua amada Darling, interpretada por Eiza González, Jamie Foxx como o sinistro Bats, CJ Jones (um ator surdo) faz o carinhoso Joseph, Lily James a mocinha descolada Deborah e Ansel Elgort ARRASA como o protagonista Baby. Todos estão ótimos em seus papéis, mas Ansel está maravilhoso, é como se o papel fosse feito para ele e nenhum outro estivesse tão bem o interpretando. Além de sua fofura imensurável e muita química formando um casal com Lily James, Ansel ainda aprendeu técnicas para dirigir ele mesmo em algumas cenas, fez parkour e usou a ASL (língua americana de sinais), sem dublê.

DIREÇÃO

A direção Edgar Wright é SENSACIONAL. Logo no começo do filme ele nos apresenta um super plano-sequência (um plano sem cortes, filmado do início ao fim sem parar) cheio de sincronia e estilo. Aliás, estilo é sua marca registrada e está presente em todas as cenas de Baby Driver. Seguindo a linha Scott Pilgrim, Egdar também exagera nos planos e ângulos que por incrível que pareça não ficam confusos em meio a toda a ação, pelo contrário, ajuda a entender melhor o desenrolar das cenas. E em falar em ação, todas as cenas (mesmo que sejam um tanto quanto mentirosas) são muito bem feitas, adrenalina pura!

FOTOGRAFIA

O vermelho se destaca e parece ganhar um novo significado em Baby Driver. Segundo a psicologia da cores no cinema, o vermelho traz a ideia de violência, paixão e sedução. É claro, esse é um filme violento, que tem uma história de paixão e até um pouco de sedução, mas parece que o vermelho aqui está diretamente ligado com uma atmosfera retrô. Aliás, a paleta de cores inteira tem essa pegada, tudo é bastante colorido: azul, amarelo, verde, roxo… e sempre em tons fortes. A iluminação segue a mesma linha, apostando na intensidade das cores e luzes neon que trazem ainda mais estilo ao filme.

ARTE

A Direção de Arte (que trabalha junto com a equipe de fotografia na escolha dessas cores e do estilo que o filme seguirá), também está de parabéns. Os figurinos são simples, mas muito, muito estilosos: a pegada retrô da personagem de Lily James, como o café em que trabalha que parece ter saído direto dos anos 60 e seu uniforme (só faltou patins), os casacos de Baby e seus incontáveis óculos de sol e ipods, os trajes de “trabalho” de Darling, Buddy e Bats… A construção dos cenários, tudo com muitos detalhes, como o quarto de Baby e todos seus artefatos musicais. Os cabelos das atrizes principais seguindo suas personalidades, a maquiagem da cicatriz do acidente que Baby sofreu quando era criança… Tudo muito belo!

SONOGRAFIA

Chegamos ao ápice do filme: a trilha sonora (vocês ainda estão ouvindo?). A ligação do personagem principal com a música trouxe para a composição do longa uma incrível trilha sonora com músicas que se encaixam perfeitamente em cada momento: ação, romance, tristeza… o filme todo parece até uma compilação de vídeo-clipes. Os efeitos sonoros também são muito bem colocados e no momento exato em que Baby estiver batendo as pontas dos dedos na mesa o som de um piano rápido entrará em cena.

MONTAGEM

A montagem é fase final de um filme, mas isso não faz dela menos importante. É na edição que as imagens que irão para a tela são definidas e postas em sincronia. Baby Driver faz uso de muitos cortes, mostrando vários pontos de vista e usa uma técnica muito interessante de continuidade, o match cut (transição entre dois planos que são correspondidos de alguma forma, seja por algum movimento ou assunto). Também são adicionados ao enredo, nos pontos certos, flashbacks que mostram o passado de Baby e que são importantes para a história.

“Posso admirar um enquadramento preparado por um operador de câmera, ou ficar embaraçado pelo desempenho de um ator, mas é como um todo que eu gosto ou desgosto de um filme.”

(Jean-Claude Carrière)

Pois é mais que bom, Baby driver é EXCELENTE! ★★★★★

Mesmo com a velha mentira dos carros super rápidos fazendo manobras radicais e a personagem de Lily James aceitar certas coisas meio assim, é pelo TODO listado acima que Baby Driver está sendo considerado um dos melhores filmes do ano, com razão. Me arrisco ainda a dizer que Baby Driver é mais que um filme, mas uma EXPERIÊNCIA e essa experiência incrível deve ser vivida nas SALAS DE CINEMA para que seja completa, com uma tela enorme e um som potente.

Ficou interessado? Corra para o cinema enquanto é tempo!