Não somente John Wick tem contrato com o submundoLeia sobre a próxima sequência de John Wick

Em Polar (lançamento recente pela Netflix) Black Kaiser consegue ser ainda mais sanguinolento que John.  Está a algumas semanas de se aposentar (o contrato diz aos 50 anos) mas no filme ele é convocado para um último serviço (claro né!) O Kaiser Negro provocará MUITA ação devido a um detalhe sobre o fim do contrato, que ele só descobre no ato.

Duncan  Vizla (nome formal) é um homem prático e tranquilo em TODAS suas atividades. Enquanto no seu chalé, se guia com livros do tipo “Como Criar Seu Primeiro Peixe”, ou, “Cuidando do Seu Novo Cão”, à beira de uma lareira… enquanto como BK, manuseia com precisão tanto uma furadeira quanto uma arma comum.

 

 

Polar dá um show em edição e fotografia a seu aspecto gráfico invernal. Para uma comparação interessante, há uma semelhança com Quentin Tarantino e o que ele fez em Sin City – A Cidade do Pecado, mas ainda não é a mesma coisa. Os dois fazem a ponte técnica com as HQs, mas o diferencial deste é a escala de cores choques e o estilo exuberante próprio do diretor – o sueco Jonas Åkerlund. Originalmente diretor de videoclipes (Telephone – Lady Gaga; Haunted – Beyoncé) ele usa esse visual quente em contraste com o fundo frio, sombrio.  

Frio sombrio, quente exuberante. Tons exatos pra expor a violência explícita do filme.

 

  • Há certos clichês convincentes como referências russas e um vilão grotesco.

Polar é em sua origem uma adaptação da graphic novel (é uma HQ com mais diálogos e trama mais elaborado) de mesmo nome, do cartunista espanhol Victor Santos. Suas características ilustrativas foram pouco trazidas para que Åkerlund realçasse as cenas com total realidade brutal.

E é claro, MADS MIKKELSEN. Personificou um assassino vindo do frio. Vindo também do carniceiro Hannibal Lecter, do arquirrival de Bond em Cassino Royale, e, do futuro vilão do jogo Death Stranding. Emplacou, mais uma vez, um papel monstro.