Uma turnê dos Rolling Stones, uma sessão de fotos no Palácio de Versalhes e a guerra em Sarajevo. Todos foram temas explorados por Annie Leibovitz, contadora de histórias.

Moldada nos anos 60 como uma das mais importantes fotografas do seu tempo,  responsável pela capa da Rolling Stone, Annie era capaz de registrar em suas fotografias o espirito de uma era. Em suas palavras: “Fotografia é viver atrás das lentes” e ela vivia suas fotos.

Tema do documentário “Annie Leibovitz : Life Through a Lens” de 2006. Annie é um dos nomes mais importantes no ramo da matéria prima do Cinema, aquela coisa essencial que sem ela não existe e não existiria o Cinema, a fotografia.

Com registros orgânicos, sensoriais e vivos. Contemplar uma fotografia da Annie é entrar em uma máquina do tempo. Não são simples imagens, são verdadeiros testemunhos.

Em seu período como fotojornalista Annie foi responsável por imagens imortais, termo clichê, eu sei, imortais. É sua a fotografia de John Lennon nu, isso para citar só um exemplo.

Estabelecida como fotojornalista da Rolling Stone, Annie recebe um convite da revista Vanity fair. Neste inicio, a fotografa pensou em trabalhar para as duas publicações, contudo, o tempo entre palcos e bastidores cobrou o seu preço e Annie foi internada em uma clínica para dependentes químicos.

Voltando dessa pausa e fora da Rolling Stone, ela se dedicou inteiramente as publicações da revista Vanity Fair. Só para te traduzir, ela foi de uma ponta até a outra do espectro, após passar anos  viajando com bandas de rock e fotografando nos locais francamente underground. Annie assumia a capa desta poderosa revista de celebridades – imagine você, tirar fotos de punks consumindo cerveja barata por muito tempo e depois, graças a todos estes caminhos engraçados que a vida toma, assumir uma sessão de fotos com o George Clooney. Pois é, Annie estava só começando.

Na Vanity Fair essa fotografa passou a fazer mágica. Verdadeira mágica. Bandas marciais, ventiladores gigantescos, um palácio. Se na Rolling Stone as fotos de Annie eram um testemunho dos anos loucos do Rock’n Roll, na Vanity Fair (e com trabalhos para Vogue) suas fotos são verdadeiras janelas para mundos imaginários. Sem qualquer pudor para seus devaneios, Annie foi até os limites da fotografia de arte.

Quando no auge da sua carreira na Vanity Fair, Annie resolve dar outra torção em sua carreira. Muito influenciada por sua companheira Susan Sontag, (pesquise, existe muito para falar desta outra mulher, mereceria uma matéria só dela) Annie vai para Sarajevo registrar a guerra…

Honestamente, não tem como em uma matéria expressar de forma completa tudo o que Annie Leibovitz representa.

A vida é assim, vez ou outra aparece um destes semideuses que nos demonstram como uma vida pode valer por mil

Importante para o fotojornalismo, importante para o Cinema. Annie é aquela figura secreta que, quando você descobre logo se assusta e pensa, “cara, eu vou consumir dessa fonte até não aguentar mais“.

Vou encerrar apresentando algumas fotografias dela e deixando um convite para você pesquisar mais. Procure o documentário “Annie Leibovitz : Life Through a Lens”. O assunto é cinema, arte em imagens. Annie é uma jornalista, uma artista, fotografa da Vanity Fair, Vogue, testemunha de guerras, e uma contadora de histórias.

Mais sobre Annie:

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/08/03/cultura/1501782266_626658.html

http://portfolioone.com/photographers/annie-leibovitz/

http://www.rollingstone.com/culture/features/annie-leibovitz-the-last-word-interview-w509709

https://www.vanityfair.com/contributor/annie-leibovitz