Maduro

“Esses dias resolvi assistir o Homem-Aranha 3. É loucura do começo ao fim, há mortos e mais mortos. E é uma das séries que mais agradam as crianças” – Nicolás Maduro, 18/09/2013.

O presidente venezuelano considera filmes do gênero e a indústria hollywoodiana como fábrica de “valores negativos”. O incômodo com o entretenimento era frequente, no mesmo ano ele defendeu o fim das “narconovelas” e das séries que promovem “o culto às armas e o uso de drogas”, pois afirmou que estimula a violência entre os jovens do país, considerado um dos mais violentos da América Latina.

A citação é antiga, mas vale como lembrança se relacionarmos o argumento da “influência” com o fato recente que movimentou o twitter mundial e a mídia internacional na última Quarta-Feira. O fato é o tweet do presidente Jair Bolsonaro com cunho de “denúncia”, no qual foi veiculado um vídeo feito por populares que expunha práticas sexuais “não muito convencionais” flagradas em público durante o carnaval paulista.

O atual presidente do Brasil justificou o tweet dizendo que “temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões”.

Isto é, Maduro diz que o cinema se transformou em “fábrica de antivalores”; por aqui, Bolsonaro generaliza o carnaval e incita a discórdia numa tentativa furada de fundamentar seus posicionamentos morais e políticos.

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