Filme de 2016 do diretor Michael Showalter, tendo no elenco Sally Field, Max Greendfield e Tyne Daly, nos apresenta um drama/comédia desconexo do que geralmente nos é apresentado. Como protagonista temos a cativante Doris (Sally Field), que ganha nossa imediata empatia por seu estilo único e colorido, onde mais parece uma personagem dos anos sessenta perdida nos dias atuais. Uma atípica senhora, tímida e reclusa em sua própria vida sofre uma grande mudança após a morte de sua mãe. Doris acredita que o resto de sua vida pode ser resumida entre seu trabalho e a sua solidão, certa de que uma mulher como ela tendo a idade que tem não poderia esperar muito mais naquela altura da vida. Porém ela se depara com um sentimento novo quando encontra no elevador da empresa a qual trabalha o novo diretor de arte, John (Max Greendfield), se apaixonando por ele antes mesmo de saber que eles trabalhariam juntos. Para ela esse novo sentimento não teria nenhuma possibilidade na realidade, já que eles tinham tantos anos de diferença na idade.

Apoiada no discurso de um palestrante motivacional Doris se encoraja e decide arriscar suas chances em seu novo romance, aproximando-se de John tanto quanto o possível, como uma boa amiga. Pesquisa sobre o que ele gosta, qual banda, qual comida, tudo estrategicamente pensado para que ambos possam estreitar as relações. Na fantasia de Doris seu plano caminha para um romance concreto, quando na verdade sobra muito mais devaneios por parte dela do que algo real vindo de John, que apenas a vê como uma colega de trabalho.

Honestamente, não haveria problema algum se realmente houvesse um romance entre os dois personagens, uma vez que a diferença de idade durante muitas partes do longa passa praticamente despercebida. Doris possui uma vitalidade incrível, tanto que acompanha muito bem os jovens companheiros de trabalhado durante festas e reuniões. O que pode ter dificultado o envolvimento entre eles foi a falta de racionalidade de Doris, perdida nos seus próprios sonhos e desconecta da vida real. E claramente a falta de interesse de John, que somente esperava uma sincera amizade dessa relação.

O filme consegue fazer com que fiquemos torcendo pela felicidade de Doris, causando em nós novas sensações a cada novo passo da personagem, bons ou ruins. Por sua personalidade descontraída e divertida a personagem principal leva o filme muito bem, nos proporcionando muitos momentos de risos, e mesmo nos momentos de tensão e tristeza sentidos por ela conseguimos ficar bem logo em seguida. Essa é Doris, uma pessoa tão querida cuja história merece a sua atenção.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=L6vBnnryIug