Netflix

“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”, já dizia o grande poeta Oscar Wilde; isso corresponde bem ao que essa produção (Velvet Buzzsaw) da Netflix oferece. Dirigida por Dan Gilroy (O abutre), tendo Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Toni Collette, Natalia Dyer, Zawe Ashton e John Malkovich no elenco, Velvet Buzzsaw escancara parte de toda a futilidade que existe nos bastidores do mundo das artes plásticas.

Josephina (Ashton) trabalha como assistente em um dos grandes estúdios de arte da cidade, mas sua vida muda totalmente quando encontra o corpo de seu vizinho de prédio e descobre que ele era um pintor em potencial. Gananciosa, ela rouba todo o trabalho que encontra no apartamento do falecido e se coloca como sendo sua agente, afim de conseguir vender as obras pelo maior custo possível. Sua chefe e agora sócia, Rhodora (Russo) também fica muito impactada com toda a obra do pintor desconhecido, espalhando a nova descoberta artística a todos seus principais compradores. O que elas não desconfiavam era do grande segredo que rondava toda a história do pintor e de como suas obras iriam causar danos irreversíveis à elas e a todos que tivessem qualquer contato com as pinturas.

Morf (Gyllenhaal) assim como os outros também fica bastante impressionado ao ver as obras, mas sente que poderia haver algo de estranho ali. De todos os personagens ele é o primeiro e único que, de fato, percebe que existe alguma coisa errada e sobrenatural, mesmo todas as pinturas sendo tão perturbadoras. Quanto mais ele investigava sobre a vida do pintor uma série de acontecimentos estranhos, envolvendo principalmente visões com os quadros aconteciam. Pensando que poderia ser apenas um delírio Morf não dá muita atenção, até o momento que seu colega de trabalho, repentinamente e sem lógica alguma é encontrado morto dentro do estúdio. E ele seria apenas a primeira vítima.

O longa nos traz a crítica sobre o comportamento humano, mais especificamente sobre o peso do ego. É assustador se apreciado ao ponto de se entregar totalmente à narrativa, sem questionamentos. A loucura e a insensatez dos personagens são postos propositalmente, servindo como meio para se fazer uma auto-análise e se ter a percepção de padrões da sociedade.

Assista o trailer: