C2_01907_R2 (l-r.) Jacob 'Stitch' Duran as Stitch-Cutman, Sylvester Stallone as Rocky Balboa, Michael B. Jordan as Adonis Creed and Wood Harris as Tony 'Little Duke' Burton in CREED II, a Metro Goldwyn Mayer Pictures and Warner Bros. Pictures film. Credit: Barry Wetcher / Metro Goldwyn Mayer Pictures / Warner Bros. Pictures © 2018 Metro-Goldwyn-Mayer Pictures Inc. and Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.

Foi com uma certa preguiça que me dirigi ao cinema, e com baixíssimas expectativas. Afinal Rocky Balboa e Adonis Creed estão de volta, e a pergunta que mais pulsava na minha cabeça era se a franquia realmente ainda tinha algum fôlego.

A minha primeira surpresa foi constada com a introdução dos ”novos” personagens, o roteiro que, por vezes acaba pecando no excesso da nostalgia, abre aqui um um arco diferente. A trama de Drago e seu filho (Florian Munteanu) faz esse feito no primeiro ato, com um grande triunfo,

…e deixo esse triunfo todo creditado na escolha de não transformar essa briga em uma rixa barata, se em um primeiro olhar é isso que esse filme parece se tratar, no segundo a dose certa de humanização nos atinge. NÃO HÁ VILÕES AQUI, e mesmo que de forma breve, somos apresentados as causas e motivações de cada um.

Barry Wetcher / Metro Goldwyn Mayer Pictures

Mas já por outro lado, por muitos frames, me senti tentada a sacudir e bater na cabeça do personagem do Michael b. Jordan, a presença do Sylvester Stallone serviu como uma luva para compensar a falta de carisma inicial do primeiro, foi DIFÍCIL de comprar suas escolhas ao decorrer do longa. O que continua dando muito certo é a presença de Bianca e o relacionamento dos dois, Tessa Thompson (você quer o mundo? eu te dou!) é ARTISTA DE VERDADE .

O amadurecimento pessoal é sim, o principal enredo dessa historia. E se isso acontece de forma corrida no primeiro longa, em sua sequencia ele é devidamente explorado, ver Adonis cuidar da sua filha recém nascida aos prantos é um dos auges, para uma serie que sempre visou focar na testosterona.
Levando-se em consideração esses aspectos, e toda caracterização de roteiro/personagem, o que nunca deixou de fato essa longa franquia morrer e sempre foi MUITO bem executada? SIM MEUS SENHORES, AS CENAS DE LUTA.

Não tem como não se agoniar a cada som de costela quebrada, a cada soco na cara em slow motion, a cada cuspe de sangue no chão. A direção de steven caple jr. é linda, e faz a gente querer pular da cadeira e fechar o olho de dor. É um misto de torcida e desespero IDEAL.
Ah, eu não posso deixar de mencionar a trilha sonora, que é um show a parte.
Com data marcada para dia 24 de janeiro Creed II estreia nessa (quinta-feira). E é sem duvidas feito mesmo para ver no cinema, com tela grande e som adequado a sensação é a mesma de estar no ringe.

Assista o trailer:

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