📷 Créditos: Peter Hapak - Time Magazine

Papo sincero sobre comportamento autodestrutivo, suicídio e a nossa participação no processo.

A cultura Pop perdeu muitas pessoas para o suicido ou comportamento autodestrutivo. Faça o teste, tente elaborar uma lista de pessoas que tiraram a própria vida nos últimos 20 anos e você descobrirá que o suicídio está presente na música, nos filmes e nos autores.

Sendo assim, vou usar meu espaço no Cinerama para levantar uma conversa sobre o tema. Quero escrever o que eu penso sobre o suicídio e o que podemos fazer sobre o assunto.

No final, eu peço que você deixe um comentário contando alguma experiência ou ponto de vista.

Se você topar, vamos em frente, se não topar, tudo bem, têm vários artigos legais sobre filmes, séries e novidades aqui no site. Não tem erro.

O que você pensa sobre o suicídio?

Para muitos, tirar a própria vida é o último ato da depressão. Quando a doença atinge um estágio tal que qualquer esperança é retirada. O suicídio aparece como um alento ou uma resolução dessa doença.

Outros acreditam que o suicídio seja fraqueza, ato covarde de abandonar o barco. Sendo assim, o suicida é aquele que já não consegue mais arcar com as dificuldades da vida.

Por outro lado, outros não sabem e não querem pensar no assunto. Uma espécie de negação silenciosa e consensual. Eu não falo, não ouço, não vejo e você faz o mesmo, tá.

Qual é o seu perfil? Talvez o seu seja um quarto ponto de vista. 

Por que esse tema e por que em uma página de Cinema?

As artes e o suicídio estão intimamente conectados. Poderíamos criar uma longa fila de nomes: Marilyn Monroe, Kurt Cobain, David Foster Wallace, Chester Bennington, Chris Cornell…

Se decidirmos incluir na lista o comportamento autodestrutivo, nomes como: Heath Ledger e Amy Winehouse farão parte das perdas.

Segundo o livro: “O Demônio do Meio-dia. Uma anatomia da Depressão”, apenas falar sobre o tema já tem efeitos positivos, pois, naturaliza o debate e quebra essa casca grossa que existe nele.

Esse é o grande lance do suicídio, ninguém olha para ele até que aconteça.

Quando Robin Williams decidiu tirar a própria vida, o assunto entrou em pauta, durou pouco, é verdade. Depois, infelizmente, voltou ao esquecimento.

Silenciar o suicídio parece não estar fazendo efeito

Dados da OMS apontam para o crescimento de 74% no consumo de antidepressivos, a organização estima que até 2020 a depressão seja a doença mais incapacitante do mundo.

Você conhece um suicida em potencial

Debata, pesquise, informe-se e converse.

Com números alarmantes sobre o consumo de antidepressivos e estatísticas que confirmam o aumento do comportamento autodestrutivo, é provável que você conviva ou conheça um suicida potencial. (mesmo que o Instagram insista na opinião contrária)

Não existe uma fórmula mágica para fazer você descobrir quem é essa pessoa, saber em qual estágio da doença ela se encontra e como proceder caso descubra quem ela é.

Mas existe o diálogo, uma das melhores formas de conhecer e se aproximar de alguém.

Sendo assim, para tentar validar tudo o que eu escrevi até aqui, sou um fã incondicional do Kurt Cobain, David Foster Wallace, Chris Cornell, Robin Williams e mais uma porrada de pessoas incríveis que deixaram de existir pela falta do diálogo.

Se vale de argumento, quem escreve também já teve suas experiências com análises, remédios prescritos para depressão e tenta (assim como eu sei que vocês também tentam) entender o mundo.

Alguns dias com sucesso, alguns dias sem nem vontade de levantar da cama.

Torço para que o debate exista, desejo força para todos que estiverem passando por um momento de dificuldade e que o cinema e as boas histórias possam nos ajudar na nossa construção de sentido.