Autor: Ruy Neto

Apenas um garoto que ama cinema.

Crítica | Cobra Kai

Até mesmo os mais jovens conhecem o sucesso que foi Karatê Kid, lançado, por incrível que pareça, a mais de 30 anos atrás. Claramente um clássico dos anos 80, foi milhares de vezes exibido na sessão da tarde e inspirou toda uma geração. Quem ai não lembra a história do garoto Daniel LaRusso (Ralph Macchio), o nosso grande Daniel San? Ele acabava de mudar-se com a mãe para Newark (Nova Jérsey) e conheceu Ali, ex namorada de Johnny Lawrence (Willian Zabka). Aí começam seus problemas com Johnny e sua turma, gerando brigas e mais brigas. Porém um dia, ao ser cercado pelo rival e seus amigos, Daniel é salvo pelo Senhor Miyagi (Pat Morita), veterano japonês mestre na arte do karatê. Disposto a ajudá-lo, Miyagi resolve passar-lhe não só os ensinamentos do karatê, mas toda uma filosofía de vida.

Agora vamos a cereja do bolo. Cobra Kai é uma série que está sendo distribuída pela YoutubeRed, plataforma parecida com a Netflix, e que foi lançada em 2 de maio de 2018. Contém 10 episódios com cerca de 30 minutos cada. Sim, a série conta com Ralph Macchio e Willian Zabka, revivendo sua rivalidade em seus eternos papéis.

A trama agora nos bota do lado oposto da moeda, remetendo sobre as consequências na vida de Johnny após ter perdido a final do campeonato. LaRusso se casou com a mulher perfeita, constituiu família e é dono de uma das maiores e mais bem sucedidas concessionárias de carros da região. E por outro lado temos a Jonnhy, que trilhou um caminho contrário e se tornou um adulto deprimido e fracassado. Vive distante do filho delinquente e é um alcoólico que sobrevive de fazer bicos de serviços gerais em residências. Ele passa a maior parte das noites bêbado e lamentando sua vida, enquanto que Daniel sente a clara falta do seu velho amigo Miyagi, e dos seus conselhos e respostas para suas dúvidas sobre a vida.

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Daniel LaRusso e Jonnhy Lawrence

Agora vemos os papéis se inverterem. Miguel (Xolo Maridueña), que acaba de se mudar para uma casa ao lado da de Johnny, vive um clássico caso de bullying e é salvo por ele quando é atacado por um grupo de valentões. Claro que Miguel pede para ser aluno de Jonnhy, que a principio não aceita a ideia. Mas com o tempo acaba cedendo, e assim reergue a poderosa academia Cobra Kai. Só que desta vez estará tentando corrigir os erros cometidos por seu sensei no passado.

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Sony Pictures / Divulgação

O mais interessante da série é que, além de resgatar a clara nostalgia em muitos clichês que sim são bem aplicados, traz de volta a rivalidade de Daniel San e Jonnhy Lawrence cerca de 30 anos depois, com maestria total. Aproveitando o sucesso do filme original, que foi produzido em 1984, temos flashbacks bem introduzidos com claras referências, além de uma ótima trilha sonora com rocks dos anos 80. O legal também é ver como desenvolveu a personalidade de ambos, e como reagem ao se encontrarem cara a cara de novo. Cobra Kai foi uma bênção que nos foi dada esse ano. É algo absolutamente novo e que contém um pouco da essência dos filmes antigos, mas sem perder sua atmosfera própria.

A série consegue te botar para pensar, e talvez fazer mudar um pouco da visão que você tinha do filme original. Seria mesmo Lawrence o vilão de toda essa historia? O encrenqueiro não seria Daniel? Temos a clara visão de Jonnhy sobre isso tudo, e seu testemunho sobre tudo que ocorreu outrora. Diferente do filme que sempre deixou tudo muito claro, a série trata de ser totalmente sútil e imparcial. Quase que de uma maneira que te fará tomar partidos e decidir quem afinal estava certo. Ou, talvez, você apenas fique com essas questões martelando na sua cabeça.

Sem muitos spoilers, essa série surpreende. Com um roteiro bem desenvolvido e boas atuações por partes de todos, os episódios conseguem prender do inicio ao fim. Ela aborda temas como paternidade, família, amizades, bully virtual, preconceito e, essencialmente, sobre acharmos equilíbrio na vida. Talvez uma das melhores surpresas desse ano de 2018, com cenas que podem fazer rir, chorar, ou nos botar no meio de todo o drama vivido pelos personagens. Um prato cheio de novidades que merece ser assistido.

Veja o trailer abaixo:

 


Quem não estava ansioso para a volta desse anime que surpreendeu a todos a cada episódio, nos instigando mais e mais para o que viria a seguir? Finalmente temos a data e o primeiro trailer da terceira temporada de Attack on Titan (Shingeki no Kyojin), um dos animes mais interessantes dos últimos tempos, com data de estreia marcada para 22 de julho.


O trailer, além de mostrar um pouco do que esta por vir, também mostra novos personagens e um possível novo “antagonista”, o Kenny. Com um foco especial para Kenny e sua perseguição ao Levi, que ficou bem apagado na segunda temporada, provavelmente terá uma importância a mais nesse novo arco que está por começar.

Levi e Kenny/ Season 3 Shingeki no Kyojin
Créditos: shingeki.tv/season3

O autor Hajime Isayama se arrepende de alguns rumos que foram tomados no mangá, e promete consertá-los no anime.

O anime é baseado no mangá de Hajime Isayama, que conta a história do mundo onde a humanidade vive rodeada por enormes muralhas para se proteger de criaturas gigantescas chamadas Titãs. A história narra a luta da humanidade para recuperar seu território e sua liberdade, além de esclarecer os inúmeros mistérios ligados ao aparecimento dos Titãs.

Distribuído aqui no Brasil pela Cruncyroll, que provavelmente irá distribuir a terceira temporada, também conta com as duas anteriores completas.

Nos dias 6 até 9 de Julho a cidade de São Paulo irá receber o Anime Friends, um dos maiores eventos de Anime do país, e com ela diversas atrações magníficas para encantar o público. É mais uma vez o K-pop, tem presença carimbada no evento (Saiba mais).

 

Muitos de vocês não devem nem fazer ideia, do que séria esse tal de k-pop, mas acredite ou não, cada dia a mais que passa, ele vem se tornando cada vez mais e mais popular no mundo todo.

 

Mas oque séria esse tal de K-pop, você pode esta se perguntando. Seria um gênero musical originado na Coreia do Sul, muito famoso por suas danças extremamente fortes e bem coreografadas, também por uma grande variedade de elementos audiovisuais. Trazendo batidas extremamente fortes e também melódicas, sendo também um universo bem mais abrangente do que apenas músicas, transformando todos, em uma grande comunidade. Trazendo sempre algo especial em seus MVs (Clipes musicais), com mensagens, emoções, sempre com muito sentimento.

 

Como exemplo, de um grupo que vem dominando o mundo ultimamente, o BTS, que recentemente estiveram no Brasil. Com seus clipes cheios de teorias, que botam seus fãs para pensar, é suas músicas, que oscilam nossos sentimentos, como se suas músicas fossem feitas para seus fãs.

 

Mas vamos agora ao que interessa, teremos mais uma vez a famosa Anime friends lá em São Paulo. E o Cinerama conseguiu presença VIP, para trazermos com exclusividade toda a cobertura do evento. E uma das principais atrações que teremos sera o grupo de K-pop Blanc7, atuando pela empresa JACKPOT entertainment.

 

Que por incrível que pareça, apesar do pouco tempo desde a sua estreia, o grupo tem ganhado popularidade rapidamente, especialmente entre fãs brasileiros do gênero K-pop. E essa não sendo a primeira vez que eles tem presença carimbada, na Anime friends 2017 também estavam presentes, não sendo a sua única visita nas nossas terras, sempre lotando os lugares que vai.

 

Contando com 7 integrantes, Jean Paul, Spax, Teno, Shinwoo, D.L, K-kid e Taichi. Dentre suas músicas mais famosas temos: YEAH, HELLO, Prism Love dentre outras que todos os fãs amam. E uma coisa muito legal, e que na maioria dos seus videos os fãs brasileiros dominam os comentários.

 

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Jean Paul 
Nome de nascimento: Kim Seonghwan (김성환) 
Posição: Vocalista principal 
Data de nascimento: 01 de janeiro de 1991 
Instagram: @blanc7jeanpaul 
Twitter: @BLANC_JeanPaul

 

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K-KID
Nome de nascimento: Kim Geon Woong (김건웅)
Posição: Sub-vocal, dançarino
Data de nascimento: 21 de outubro de 1994
Instagram: @blanc7kkid
Twitter: @BLANC7_KKID

 

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Taichi
Nome de nascimento: Taichi Honda
Nome coreano: Taeil (태일)
Posição: Sub-vocalMaknae
Data de nascimento: 20 de agosto de 1996 (Mais novo)
Instagram: @blanc7taichi
Twitter: @BLANC7_TAICHI

 

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Spax
Nome de nascimento: Kim Sungchang (김성찬)
Posição: Dançarino principal, Sub-Vocalista
Data de nascimento: 17 de outubro de 1992
Instagram: @blanc7_spax
Twitter: @blanc7_spax

 

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Shinwoo
Nome de nascimento: Park Shinwoo (박신우)
Posição: Vocalista principal
Data de nascimento: 22 de outubro de 1990
Instagram: @blanc7_shinwoo
Twitter: @BLANC7_SHINWOO

 

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Teno
Nome de nascimento: Hwang Euijeong 황의정
Posição: Rapper principal, dançarino
Data de nascimento: 10 de setembro de 1991
Instagram: @blanc7_teno
Twitter: @BLANC7_TENO

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D.L
Nome de nascimento: Kim Yeonhak (김연학)
Data de nascimento: 30 de agosto de 1992
Posição: Sub-vocal, dançarino
Instagram: @blanc7_dl
Twitter: @BLANC7_DL

E eles já disseram, em muitas entrevistas, que amam os fãs brasileiros e todo o carinho que recebem deles. Por conta disso sempre são muito compreensivos e atenciosos com toda a comunidade. Não é atoa que participam de diversos vídeos no youtube brasileiro, sempre com um sorriso no rosto. Eles contam com um fandom chamado PRISM, mesmo nome do seu primeiro álbum.

Os meninos tem shows confirmados para os 4 dias do evento, o show principal será realizado na segunda-feira, feriado dia 9.



Não há como duvidar que Westworld, série do canal HBO lançada em 2017, surpreendeu a todos e foi até chamada de a sucessora de Game of Thrones, outro sucesso da mesma emissora. Com uma reta final de estourar os miolos de qualquer um, e com aquele final que deixa um gosto de quero mais, Westworld com certeza foi um sucesso. A trama dramática, baseada no filme de Michael Circhton, retrata a história de uma odisseia sombria sobre o despertar da consciência artificial.

 

Além do retorno da maioria do elenco da primeira temporada, também foram prometidos novos personagens para essa segunda e um episódio inteiro destinado ao Shogun World. Trata-se de um novo parque ambientado no período Edo japonés, com um episodio inteiramente em japonês.

 

Contando com a participação de Evan Rachel Wood (Dolores), Thandie Newton (Maeve), Ed Harris (Homem de Preto), Rodrigo Santoro, entre muitos outros, terá novidades como Fares Fares (Antoine Costa), Katja Herbers (Grace) e Gustaf Skarsgård (Karl Strand).

 

Já foram liberadas algumas das sinopses dos 5 primeiros episódios da segunda temporada. Mesmo que breves e misteriosos, já nos deixam com um gostinho do que está por vir:

 

EPISÓDIO 1: Viagem à escuridão
O espetáculo de marionetes terminou. Sejam bem-vindos ao parque Westworld.
Roteiro de Lisa Joy e Roberto Patino; direção de Richard J. Lewis.

 

EPISÓDIO 2: Reunião
Que tal começarmos pelo início?
Roteiro de Carly Wray e Jonathan Nolan; direção de Vincenzo Natali.

 

EPISÓDIO 3: Virtù e Fortuna
Há beleza em quem somos. Nós não deveríamos, também, tentar sobreviver?
Roteiro de Roberto Patino e Ron Fitzgerald; direção de Richard J. Lewis.

 

EPISÓDIO 4: O enigma da esfinge
É isto agora? Se você está olhando para frente, está olhando na direção errada.
Roteiro de Gina Atwater e Jonathan Nolan; direção de Lisa Joy.

 

EPISÓDIO 5: Akane No Mai
ショーグン・ワールドへようこそ (Seja bem-vindo ao Shogun World).
Roteiro de Dan Dietz; direção de Craig Zobel.

 

Westworld chega dia 22 de abril. Confira o trailer da segunda temporada:

 


 

 

O inglês Alfie é um motorista de limusine solteirão, nas ruas de Nova York, que jamais perde as oportunidades. Noite após noite está com mulheres diferentes, porém sempre fugindo de compromissos. É o típico mulherengo. Sedutor e inglês, com toda sua beleza, charme e carisma são suas maiores armas, sempre arrancando olhares quando passa com sua lambreta. Mas apesar de elegante e bem vestido, com uma boa conversa e um sorriso conquistador, deixa sempre claro suas mais sórdidas intenções. Vive cada dia como se fosse o último, a ponto de muitas vezes ter atitudes irracionais. Mas nem tudo é um mar de rosas e, mesmo com toda a sua imaturidade, passa a refletir se essa é a vida que ele espera para seu futuro. E começa então a passar por uma série de dilemas morais, questionando suas escolhas e pessoas ao seu redor. Porque, claro, nada é para sempre.

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Um filme de Charles Shyer, que não é nenhum iniciante na área de comédias românticas, que já tem em seu currículo: “O Pai da Noiva”, “Presente de Grego” dentre outros. Protagonizado pelo nosso querido Jude Law, num papel que caiu como uma luva para ele, que leva o filme praticamente nas costas. Mas não se pode desmerecer as participações de Sienna Miller e Susan Sarandon, que dão um show de atuação, mesmo que as vezes nos levem a uma inevitável previsibilidade. Um fato muito interessante do filme, é que diversas vezes, Alfie quebra a quarta parede é fala com o espectado, o que da um brilho a mais para o filme.

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Charles não mede esforços na ótima produção, incrível montagem, e no humor leve e elegante. Sendo a refilmagem de um longa de 1966, interpretado por Michael Kane, as duas produções tem seus méritos. O resultado foi um filme simpático e, mesmo não agradando a todos, quem vê as entrelinhas e tenta entender as mensagens que ele tem a passar acaba gostando, apesar das falhas.

O filme começa bem sutil, mas no decorrer vai ficando com um tom cada vez mas dramático. São situações e mais situações que podem levar o espectador a oscilações entre risos e lágrimas. São eventos cada vez mais trágicos na vida de Alfie, motivados por suas péssimas escolhas que acabam lhe trazendo as devidas consequências. O filme nos faz refletir junto com o personagem e pensar em muitas coisas, apesar da linha de objetivos criada pelo mesmo ser até um pouco confusa. Talvez por essa razão muitos não gostam dos rumos que a história vai tomando.

Em minha opinião Alfie não é um filme ruim, mas, sim, incompreendido. Com uma ótima trilha sonora, composta por músicas inéditas criadas pelo astro Mick Jagger, menção para a música que encerra o filme “Old Habits Die Hard”, com uma letra feita especialmente para o filme, mostrando toda uma reflexão é sentimento, que o filme vai tentando nos passar, a fotografia é de fazer brilhar os olhos, pois vai sempre se adaptando ao sentimentos do nosso protagonista. De um lindo dia ensolarado, pode passar para uma grande e chuvosa nuvem negra. Sempre dizem que os homens amadurecem mais tarde que as mulheres. E Alfie esta aí para provar isso, e também que nada pode parar o tempo. Os anos passam e as vezes, talvez, tentamos preencher lacunas que não podem ser preenchidas com nossas loucuras e entretenimentos. Todos, um dia, teremos que amadurecer.

O filme foi um fracasso de bilheteria, faturando apenas um total $35.15 milhões de dólares mundialmente, um pouco mais da metade de seu orçamento de $60 milhões de dólares.

Confira abaixo a música feita por Mick Jagger (SPOILER ALERT):

Imagine como seria acordar num lugar onde tudo parecesse ser “perfeito”, no primeiro olhar. Mas também que você não conseguisse sair, e que tivesse inúmeros mistérios por trás de tudo. Um lugar que nada fizesse sentido, e que escondesse segredos terríveis. Esse é basicamente o conceito de Warward Pines, série do famoso diretor de Sexto Sentido, M. Night Shyamalan. Que já fez inúmeros bons filmes além desse, com sempre um toque único de suspense.

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São 10 ótimos episódios muito bem produzidos, de prender qualquer um em frente à televisão por horas. A minissérie do canal Fox tem início, meio e fim baseados na obra de Blake Crouch “Pines”. Conta a história de Ethan Burke (Matt Dillon), um agente do serviço secreto que parte numa viagem para tentar descobrir o paradeiro de dois colegas e acaba sofrendo um “acidente” de carro. Ao acordar, Ethan está num hospital  na cidade que dá o nome a série, localizada aparentemente no Idaho e nos dias atuais. Ele é abordado pela enfermeira Pam (Melissa Leo), que explica supostas coisas que aconteceram e o informa sobre a morte do parceiro que vinha no carro com ele.

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Ethan, imediatamente após a saída da enfermeira, veste suas roupas e tenta sair dali. E aí já começamos a notar coisas estranhas vindas por parte de Pam, e por parte do local. Ao buscar uma maneira de deixar a cidade, descobre que as estradas não levam a lugar algum e que o fazem sempre andar em círculos. Sem seus documentos ou meios necessários para se comunicar com o exterior, ele se vê encurralado. Embora bem tratado, desconfia que algo estranho está acontecendo naquele lugar. Nenhum morador parece ligar ou acreditar que ele seja quem diz ser.

Mistérios são bons, mas quando bem bolados se tornam ainda melhores. Não posso me aprofundar muito, pois qualquer coisa que fale a mais poderia ser considerado spoiler. Antes da metade da série já começamos a conhecer os segredos por trás da cidade, e o universo de Wayward Pines. O segundo episódio vem ainda mais recheado de conspirações e mistérios, deixando quem está assistindo sem ar.

Somos constantemente surpreendidos pelas reviravoltas e dinamismo dos episódios, além da bela atuação de Matt Dillon. Ele interpreta o típico herói que quer salvar todo mundo e, com uma atuação muito convincente, acaba nos induzindo a estar na torcida por ele. Porém, outros personagens deixam um pouco a desejar. Com excepções, alguns foram desenvolvidos de maneira muito cliché, mandados goela abaixo do espectador. Mas apesar disso a série apresenta um elenco de peso, a exemplo de Terrence Howard, Toby Jones, Carla Gugino, Charlie Tahan.

Cheia de filosofias e psicologias, e com direito a homenagens a Twin Peaks e Stephen King, ela tem uma ótima premissa inicial e um bom suspense. Mas isso antes de sabermos de tudo. Os primeiros episódios são muito bons, se sustentando com suspenses e teorias que nós mesmos vamos criando em cima de tudo que está acontecendo. Porém, a partir do quinto episódio temos a tão esperada revelação do mistério, que deixa um pouco a desejar. Apesar disso, a série consegue manter um bom ritmo e trabalha para deixar tudo nos seus eixos, acontecendo coisas que ninguém poderia esperar. Mesmo sendo até uma boa ideia por parte do autor, a coisa genial que nos é jogada nos primeiros episódios acaba sendo descartada para dar espaço a tal revelação que, na verdade, não chega a ser tão surpreendente assim.
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Com um desfecho dramático e frenético, mas com total falta de senso, a série nos passa uma proposta fraca minutos antes do ocorrido final. Ainda assim ela não chega a ser ruim. Eu diría que é boa, mas poderia ser muito melhor. Apesar disso, temos uma história instigante que nos prende, sim, até o final.

Warward Pines fez um certo sucesso, e na verdade vale sua atenção. Com partes bem emocionantes, e as vezes com um pouco de enrolação, ela chegou a bater altos picos de audiência na Fox. E a forma como a mesma foi distribuída foi sensacional, tendo todos os episódios lançados mundialmente ao mesmo tempo, garantindo assim que nenhum spoiler fosse revelado aos fãs. Teve uma “continuação”, uma segunda temporada. Mas praticamente a maioria dos atores originais não estão presentes, e ela acabou sendo cancelada.

 

 

 

Ao pensar em seu anime preferido, qual é a primeira coisa que lhe vem a cabeça? Seu personagem preferido, sua magnífica história? Provavelmente a ambos, mas o que também chama a atenção, e às vezes até a rouba, são suas inesquecíveis aberturas. Apesar de terem centenas igualmente magníficas, estas são 10 das melhores que já vi, dentre todos os animes que acompanhei:

Shingeki no Kyogin

Como não lembrar da primeira abertura desse incrível anime que vem sendo, na minha opinião, um dos melhores ainda em execução. Foi o primeiro tema composto por Linked Horizon-Guren no Yumiya, que por sinal também emprestaram suas músicas para o restante das aberturas de Shingeki até agora. Com ela já possível ter uma idéia da emoção que você vai sentir durante o resto da série. E, claro, ao juntar com uma animação de cair o queixo, efeitos e tudo nos perfeitos eixos, ela se torna ainda mais grandiosa. Quem aí não ama essa abertura e essa musica?

InuYasha

Um shõnen, talvez, nem tão conhecido assim, mas bastante apreciado por quem viveu uma infância nos anos 90. Um anime incrível e com uma historia belíssima, estando no meu top 10 dos melhores que já tive a honra de asistir. Apesar dos seus inúmeros fillers, esse anime merece, sim, uma atenção especial. E mesmo depois de tanto tempo, ele ainda continua sendo belíssimo. Nessa obra, a autora conseguiu transmitir seus sentimentos na medida certa, valendo muito a pena conferir. Principalmente para quem gosta de cenas de ação, romance, e personagens muito bem trabalhados. Poucas aberturas desse anime são tão memoráveis quanto a primeira, ainda em sua versão brasileira. Quem disser que já não cantou junto, deve estar mentindo. A versão original é igualmente boa, mas não me traz o mesmo ar de nostalgia.

Bleach

Esse anime dispensa apresentações. Mesmo sendo do mesmo estúdio, a animação é melhor que a de Naruto. Com muita complexidade, possui personagens bem realistas, carismáticos e com histórias de vida que vão fazer o leitor se identificar. Quem aí não lembra dos combates extremamente incríveis? É uma historia que te cativa e induz a ver mais e mais. Com uma trama empolgante e possuindo, na minha opinião, um dos melhores vilões da historia dos animes, Bleach esta em meu coração. Mesmo com 40% sendo filler, você termina e nem percebe. Eu não consegui escolher apenas uma abertura para colocar aqui, então eu escolhi 4 das melhores.

1 abertura: Por Orange Range – Asterisk, abrindo com chave de ouro os primeiros episódios. Apesar da pegada de rock-pop, o que deixa ela com um toque mais especial são os raps. Eles dão um certo estilo a música e a abertura, que é muito colorida e animada, a deixando marcada como uma das melhores de Bleach, além de ser ela que nos introduz ao seu mundo.

6 abertura: Por Aqua Timez – Alones, a melhor abertura de Bleach na minha opinião. Não só pela estrondosa musica que é, mas também por se encaixar perfeitamente no momento em que o anime está transmitindo centímetro por centímetro toda a emoção dentro dela, mostrando os dois lados da moeda, ying e yang, e também o que está por vir, com a aparição dos 10 espadas.

7 abertura: Por Asian Kung-fu Generation – After Dark, essa banda está em todo anime sim, e só por ser deles você já espera algo sensacional. Música magnifica, junto com a animação que traz exatamente os tons certos. Vai para o lado mais sombrio, com cores menos vivas em sua maior parte, com proposito exato de retratar o Hueco Mundo e os espadas. Com uma pegada até filosófica, vemos nosso protagonista em toda abertura correndo e tentando salvar a Ohirime que, a cada segundo que passa, afunda mais e mais na água. Com uma expressão cada vez mais triste, ela vai demonstrando todo o sentimento vivido naquele situação em que se encontra.

9 Abertura: Aqua Timez – Velonica, o que dizer dessa abertura, dessa incrível linha de baixo que gruda na sua cabeça? Uma animação bem colorida no inicio, com cores vivas escolhidas a dedo, e que dispensa comentários. Apenas o inicio é suficiente para te ganhar completamente, e quando vem o resto você se apaixona.

Toyko Ghoul

O que falar de Unravel de Toru Kitajima, com sua voz única? Para mim uma abertura fora dos padrões. A quantidade de detalhes é extraordinária, combinando perfeitamente com o clima que o anime tenta passar. Não se engane pelo inicio da abertura. Com o decorrer da música vemos o clima ficar mais dark, no exato modo de Toyko Ghoul. Muitos não gostam dessa abertura, mas esse não é o meu caso.

Naruto Clássico

Quem nesse mundo não conhece o anime Naruto, do grande Masashi Kishimoto? Conta a historia do pequeno ninja Naruto, que busca ser reconhecido em sua vila. Ele é desprezado por ter a raposa Kyuubi de 9 caudas selada em seu corpo, e que no passado foi a responsável por trazer destruição e dor para todos. Focando no seu desenvolvimento como ninja e como pessoa, quem ai não conhece suas histórias e as inúmeras aberturas memoráveis? Se eu acrescentasse o shippuden daria umas 15 ou mais. Apesar de muitas serem marcantes eu resolvi escolher o clássico, pelo simples fato de elas serem mais conhecidas por terem passado na televisão. Naruto teve seus altos e baixos, tanto no clássico como no shippuden, tanto de historia quanto de animação, mas nada que abalasse os fãs que já não esperavam a hora de ver o final. Kishimoto com certeza arrastou uma multidão de fãs pelo mundo.

Abertura 2: Asian Kung fu Generation – Haruka, quem ai não se sente nostálgico de ver essa abertura quando passava no SBT? Eu nunca me canso de escutá-la. Tanto o instrumental quanto o vocal e letra da canção, são espetaculares. Temos mais espaço para o time 7 na abertura, mostrando cada um dos integrantes. Mas ao longo dela vemos o resto dos times, todos os senseis, nossos vilões, e o time da areia. Uma apresentação de tudo que viria pela frente no anime, trazendo lutas e momentos inesquecíveis.

Abertura 3: Little by Little – Kanashimi wo Yasashisa ni, Naruto sempre foi muito bem em escolher suas aberturas, e fazer com que elas sejam lembradas pelo fãs. Tanto a música quanto a belíssima animação, faz qualquer marmanjo se emocionar. Kanashimi wo Yasashisa ni tem uma letra muito linda, que condiz com as cenas apresentadas. Ela fica como minha preferida do Naruto clásico, protagonizando uma das melhores sagas de todo o anime. Quem não se arrepia ao escutar e ver essa abertura?

Abertura 4: Flow – “GO!!!”, Fighting Dreamers, para os íntimos. Uma das aberturas mais engraçadas e alegres, na minha opinião. Flow já marcou presença em diversas aberturas de Naruto, e tem uma imensidão de fãs brasileiros. Já fez diversos shows aqui no Brasil, trazendo sempre um grande poder nostálgico ao seu nome.

Neon Genesis Evangelion

Uma obra de arte, essa é a sensação ao ver Evangelion, considerado por muitos um dos animes mais inovadores de todos os tempos. Não se trata de um simples anime mostrando a jornada clássica do herói. Fruto da mente de Hideaki Anno, com seus simbolismos e personagens bem desenvolvidos, ele puxa mais para o lado da realidade, sempre invocando temas psicológicos e profundos. Não se deixe levar pelos primeiros episódios, que tem o ritmo um pouco lento. Ele melhora muito depois. E não se trata apenas de robôs gigantes, e sim de um novo conceito, fazendo crítica a sociedade pós segunda guerra mundial. Todo o anime é uma exata metáfora, onde Evangelion mostra a nós, seres humanos, como nunca antes fomos mostrados em nenhum anime.

A Cruel Angel´s Thesis – Yoko Takahashi, boa parte do seu sucesso vem da grande voz de Yoko, e da sua linda música. Mas a abertura contém diversas palavras muito importantes para a trama, assim como muitos questionamentos e filosofias. Logo no início vemos a árvore da vida, segundo a religião cabalística. Essa música até hoje é muito famosa e conhecida, tudo graças ao sucesso e ao marco que foi Evangelion.

Dragon Ball e Dragon Ball Z

Esse é conhecido até pelos que não têm o hábito de ver animes. Dragon Ball quebra todas as barreiras, e é sem dúvidas um dos animes mais populares de todos os tempos. Possui uma legião fiel de fãs. Foca na historia do nosso Deus Goku, sendo o primeiro anime a ser um absoluto sucesso no Japão e no mundo. Ele consegue prender o espectador através da sua história bem humorada, com ótimas lutas e, claro, em português do Brasil, onde a experiencia se torna muito melhor. Dragon ball esta contando com uma nova versão que está prestes a chegar no seu hiato, encerrando mais uma saga que esta animando muito os fãs.

Dragon Ball Original

Abertura 1: Fantástica Aventura (Vamos conquistar as esferas do dragão), pura nostalgia essa música. Ela consegue passar com exatidão o tom mais leve do início do anime, que tinha um ar bem mais cômico. Na abertura vemos desde a primeira aparição de Kame, até a transformação de Goku em Oozaru. Os primeiros amigos de Goku também marcam presença. A letra da versão brasileira é praticamente idêntica à original, e manteve a mesma sonoridade. Ambas se encaixam perfeitamente nas imagens que são mostradas.

Dragon Ball Z

Abertura da Saga de Majin Boo: A melhor abertura de Dragon Ball na minha opinião, tanto pela música quanto pela imagem. Ela faz uso do sentimento de nostalgia que é deixado pelo avanço das sagas, mostrando a clara evolução de Gohan com o passar dos anos. Mostra também que um novo mal esta chegando para quebrar a paz estabelecida. Assim como sua saga correspondente, ela conta com elementos de comédia retirados, claro, do Dragon Ball original. A música é cantada, na versão japonesa, por Hironobu Kageyama e sua letra é completamente diferente da versão brasileira, mas as duas são igualmente boas.

Brasileira:

Japonesa:

Cowboy Bebop

Com apenas 26 episódios de 20 minutos cada, o diretor Shinichiro Watanabe, com sua obra Cowboy Bebop, ganhou meu coração como nenhum outro anime já ganhou. Uma obra extraordinária que transcende o tempo e, mesmo velha, sua animação cinematográfica e de tirar o fôlego. Com muito jazz, drama, um tom melancólico e com ótimo humor, Cowboy Bebop não pode faltar na lista dos seus melhores animes. A maioria desse peso está nas costas dos nossos protagonistas que, junto com a bela trilha sonora que sempre guia o espectador, foge completamente da zona de conforto dos mangás tradicionais, com um enredo inspirado na cultura americana. Faroeste, artes marciais e ficção científica em geral, com cada um dos episódios focados na história de um dos 4, mostrando sempre algo importante sobre eles, ou até mesmo do próprio universo de Bebop.

O anime joga um easter egg brasileiro, do mestre Tom Jobim, ao por numa mesa 3 velhos: Antônio, Carlos e Jobim (Nome do compositor), mostrando que o diretor tem um magnífico bom gosto. Temos até uma personagem do Brasil, a Ed.

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A abertura não nega esforços na ótima música, nem nas animações que passam a exata euforia que você sente ao ver o anime. É um jazz de primeira clase. E para quem não sabe, a palavra “Bebop”, além de ser o nome da nave dos protagonistas, também é o nome de um estilo de jazz muito famoso nos anos 40 e 50. A trilha do anime é quase 100% baseada no conceito que diz, que as vezes uma música ou um som transmitem mais que mil palavras. Com um tom agradável e melancólico, a composição é da brilhante Yoko Kano, e a banda The Sealbelts.

Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Outro anime que dispensa apresentações. E quem não viu, tem que ver imediatamente. Ótima historia, belos e carismáticos personagens e, na minha humilde opinião, um dos melhores animes/mangás já criados. Conta a história dos irmãos Elric, Edward e Alphonse que, após tentarem trazer a mãe morta de volta utilizando a alquimia, cometem o erro gigantesco de quebrar uma de suas regras mais importantes, a transmutação humana. Alphonse perde então todo o seu corpo para a verdade, e Ed perde seu braço e perna. Com a ajuda de Ed, Alphonse sua alma é posta em uma armadura de ferro, enquanto Ed ganha braço e perna robóticos. Os irmãos partem para uma jornada em busca da pedra filosofal, na tentativa de concertar o erro e recuperar seus corpos.

1 abertura: Yui – Again, que a voz da Yui é linda, não temos nem dúvida. Que suas musicas são contagiantes, também não. Junte isso com uma linda animação. Chega a ser emocionante para quem já viu todo o anime, e vai rever as aberturas após entender coisas que não foram mostradas na primeira parte. Não tem como esquecer essa bela abertura.

Abertura 3: Golden Time Lover – Sukima Switch, tanto a música, como todas as referências que são postas, tornam essa abertura muito emocionante. Mostra também o que está por vir e apresenta novos personagens, localidades. Isso tudo junto a animação no tom certo, entretém e emociona o espectador.

Abertura 5: Sid – Rain, fechando com chave de ouro. Uma música mais melancólica, que combinou exatamente com o momento vivido pelos personagens. Apesar do desespero e tristeza que transmite, não deixa de ser uma abertura belíssima. A animação ajuda muito também, tendo a maior parte das cenas com chuva e depois aparecendo um raio de sol, uma esperança, uma lembrança feliz, uma pessoa especial, um final feliz com todos os obstáculos superados. Além de podermos deduzir coisas que estão por vir.

 

Quando vemos alguma obra feita por Wes Anderson, só podemos esperar algo magnifico, algo lindo é único. Wes vem sendo um dos diretores mais importantes no momento, trazendo muitos trabalhos memoráveis, com seu estilo peculiar e próprio. É a bola da vez vai para Isle of Dogs, novo filme que chega nessa ano de 2018, usando a já explorada técnica pelo diretor, o Stop-motion.

Arte já usada pelo diretor, no filme de 2009, O Fantástico Sr. Raposo (Mr. Fox para os íntimos). Que aliás vale a pena dar uma conferida, um deleite visual e sonoro, que merece ser visto. Que apesar de ser uma animação, não se engane pensando que o filme foi feito para crianças. Não que os pequenos não veiam a gostar do longa, mas sua temática é trama são explicitamente adultas (Claro sem a contenção de violência ou palavrões).

Agora vamos para o longa Isle of Dogs, num futuro muito distante temos a aglomeração canina que atingiu proporções epidêmicas no arquipélago Japonês, oque trouxe um grande surto de gripe. O prefeito da cidade de Megasaki emite uma ordem de quarentena para os cachorros, todos sendo levados para a ilha do lixo, que passa a ser sua nova moradia. Passando a ser chamada agora de “A ilha dos cachorros”. Um jovem garoto em busca do seu cachorro, vai em direção a ilha. Assim rouba um jato em miniatura e parte em busca de seu fiel amigo. A aventura vai transformar completamente a vida da cidade, é a vida dos cachorros da ilha.

Veja o trailer abaixo:

Quem ai já conseguiu entender a premissa do filme, apenas com sua sinopse é trailer. Percebermos que não se passa apenas de uma animação em Stop-motion com uma história bonitinha sobre um garoto querer rever o seu cachorro. Wes confronta nos seus filmes alguns temas delicados, outros nem tanto. Oque é o caso do nosso Isle of Dogs, que é uma clara metáfora, a ditaduras, e aos horríveis campos de concentração. Já podemos ter um gostinho do que vem por ai com esse lindo trailer, do uso das cores, da fotografia belíssima, e é claro da perfeita simetria e humor singular aplicado por Wes.

Podemos esperar um filme nada convencional, mas, belo é único. Com um elenco de peso com nomes como, Bryan Cranston, Ed Norton, Tilda Swinton, Bill Murray e Scarlett Johansson.

O filme chega aos cinemas no dia 14 de junho aqui no Brasil.

Segundo informações da própria Netflix, a série animada Rick and Morty deixará infelizmente o seu catálogo no dia 1° de abril, oque marca também a estreia da série no canal pago da TBS, que exibira desde o primeiro episódio.

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Nós fãs é claro, esperamos que seja apenas uma brincadeira de 1° de abril, o dia não podia ser apenas uma mera coincidência. Mas por enquanto a gente tem que ficar “tranquileba” e maratonar as 2 temporadas disponíveis.

A quarta temporada de Rick and Morty, continua sem data de estreia.

Os verdadeiros fãs de quadrinhos já devem conhecer a obra prima que é Sandman, e toda a genialidade de Neil Gaiman. Ele foi o criador de centenas de bons quadrinhos e livros, inclusive o que serviu de inspiração para o filme “Coraline”, e o conhecidissimo livro Neverwhere, “Lugar nenhum”. Sandman faz parte do selo Vertigo da DC. O famoso quadrinho pra adulto.

O objetivo desse artigo não é analisar cada um dos seus arcos e sim tentar te introduzir ao mundo tão complexo, abrangente e incrível de Sandman. Não se trata de uma simples história focada em apenas um único personagem. Claro que temos um protagonista, onde a maioria das histórias giram em torno dele, mas nem todas elas giram em torno do Sonho. O rei do sonhar, protagonista de Sandman, é o mesmo a dar o nome a hq. Ao interagir com o universo, com humanos, Perpétuos, Deuses, entre outras criaturas, vemos o seu ponto de vista. Em muitas histórias ele é apenas o coadjuvante, num universo de personagens muito bem introduzidos e desenvolvidos pelo autor. Nada jogado a toa para o leitor, como no arco “Terra dos sonhos”, que tem 4 histórias diferentes e totalmente independentes umas das outras. Trata-se de uma pausa na trama principal feita por Neil Gaiman dentro da grandiosidade que é Sandman, cheia de simbolismos e cultura envolvidos. Mas quem seria o “sonho”? Ele faz parte de um grupo de entidades chamadas perpétuos que não são deuses, e sim representações antropomórficas de seus nomes e dos aspectos da vida relaciona a nós humanos. No total existem 7 perpétuos, comandando 7 reinos. Cada um deles é absoluto e independente, sem qualquer interferência dos outros, e contendo seus próprios símbolos que os representam.

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Perpétuos
Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desespero e Delírio. Eles não podem ser mortos, pois seria a mesma coisa que matar um conceito, o que seria impossível. Ao terem uma morte cósmica, suas essências procuram novos hospedeiros que passarão a portar suas memórias e personalidade.

Destino

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O mais velho dos perpétuos. Como seu próprio nome já diz, ele é a representação do destino e de tudo que vai acontecer ou que já aconteceu. É representado por um homem cego com um capuz, mas que, embora cego, ele pode ver a tudo e a todos. Tudo está registrado num livro que fica acorrentado ao seu pulso. Ele sabe todas as coisas, e nada foge ao destino. Aparenta ser o mais sábio e dedicado entre os perpétuos, e apesar de ser mais conhecido pelas histórias do sandman, sua primeira aparição foi na Weird Mystery Tales.

Morte

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Podemos dizer que a morte é o porteiro do mundo, e que vai estar lá pra fechar seus “portões”. Ela levará até o último mortal e, no fim dos tempos, estará junto com destino entre os últimos perpétuos do planeta. Ela é a segunda mais velha dos perpétuos, apenas superada por Destino. Dizem que a Morte encontra com cada mortal duas vezes, sendo a primeira em seu nascimento e depois na hora de suas últimas palavras. Ela é uma das personagens mais famosas e amadas de Sandman, ganhando até uma série própria de quadrinhos. Diferente do que muitos podem pensar, ela é um dos perpétuos mais bem humorados e otimistas da trama. Com uma aparência jovem, estilo gótico, e vestida de preto, muitas vezes ajuda o Sonho quando ele precisa. Não apenas por ser um perpétuo, mas como uma irmã mais velha, que tem Sonho como seu irmão mais próximo. A Morte controla o ciclo da vida do universo DC, ou seja, ela não pode ser morta em hipótese alguma, tendo o poder até de matar imortais. A cada cem anos a morte toma a forma de um mortal e morre nessa vida. Assim aprende mais e sente na pele como é ser levada por ela mesma, a morte não julga, cor, raça, etnia, a morte é pra todos. Seu símbolo é o seu colar com a cruz de Ankh, que na cultura popular significa ressurreição, mas os povos egípcios o tinham como símbolo da vida.

Sonho

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Finalmente chega a hora dele, o Sonho. Morpheus, Oneiros, rei do sonhar ou o próprio Sandman. Vários nomes entrelaçados a ele, várias culturas ou interpretações diferentes. Você deve se perguntar o porquê de Sandman. Isso vem da sua areia mágica no folclore Europeu (reconhecido em todo mundo), que fazia com que as crianças, com dificuldade de dormir, adormecessem ao jogá-la no rosto. Um personagem nobre, mas com uma aparência bastante melancólica e sempre com ar pensativo, inspirado no vocalista da banda The cure (Robert Smith). Um ser racional que pensa antes de agir, mas que as vezes se deixa levar pelos sentimentos. Ele dispõe de algumas ferramentas mágicas usadas para facilitar o seu trabalho, como um saco com areia mágica infinita, um rubi onde o seu poder pode ser canalizado, e um elmo feito de ossos de um deus morto, que usa para viagens e algumas outras coisas. Quando dormimos nossa alma vai para o reino do sonhar, onde o próprio Sonho toma conta das imagens, ideias e sonhos que iremos ter. Lá existe uma biblioteca dos livros jamais escritos, idéias e deveres criados, mas nunca aplicados.

Destruição

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O mais poderoso dos perpétuos, e o mais intrigante também. Sempre representado por um homem grande, forte, de barba e cabelos ruivos, e com a aparência similar a um viking. Diferente de seu nome, ele sempre espera que o bem se sobressaia ao mal. Extrovertido, inocente e sempre muito otimista, ele é talvez o mais animado dos perpétuos e está sempre tentando alegrar a todos, além de ajudar muito a Morpheus. Porém a muitos séculos decidiu largar o seu papel de perpétuo, sendo isso ainda uma grande interrogação por não se saber o porque. Isso enfurece muito alguns dos seus irmãos, pois, sem sua presença, eles teriam que assumir seus deveres. Tem como símbolo uma espada.

Desejo e Desespero

Eu botei os dois juntos não só porque são irmãos gêmeos, mas também por serem o oposto um do outro, já que quando não satisfazemos um desejo, vem o desespero. Não podemos definir o desejo como homem ou mulher, pois sua aparência parece tanto de um quanto do outro. Definido com uma beleza inconfundível e única, está sempre bem vestido, apresentado e fumando muito. É o mais egoísta e perverso dos perpétuos, sempre querendo interferir na vida de seus irmãos. Tem uma rixa maior com o Sonho, e seu símbolo é um coração de vidro. A Desespero mostrada como uma mulher baixinha, desnuda, com a pele pálida e escamada, e de cabelos negros curtos. Na mão esquerda traz um anel com um gancho, que usa para rasgar a própria pele. Esse é também o seu símbolo. Diferente do/da Desejo, ela parece sentir empatia pelos outros perpétuos, mesmo quando ambos tramam contra perpétuos mais velhos.

Desejo

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Desespero

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Delírio

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Delírio é a mais nova dos perpétuos, e a única que não podemos definir uma aparência exata ou personalizada. É geralmente baixa e magra, mas sua aparência muda constantemente, e a forma e contorno de sua sombra não têm necessariamente relação com a do corpo que esteja usando. Diz-se que ela cheira a suor, vinho azedo, noites tardias e couro velho. Ela tem um olho azul e o outro verde, salpicado de estrelas. Dessa forma vê o mundo de sua própria e única visão. Uma grande frustração de Delírio é que mesmo sendo quase mais velha que a própria criação, continua sendo a mais jovem dos perpétuos. Quem não sente isso dos seus irmãos mais velhos? Um tom superior sempre, chegando a ser tratada muitas vezes como uma “criança”. Antes Delírio já foi Deleite, mas por algum motivo traumático relacionado ao Lúcifer Morningstar, não explicado nos quadrinhos, ela virou Delírio. Seu símbolo é uma bolha abstrata colorida e sem formato definido.

Sim, vocês não leram errado. Lúcifer Morningstar é um dos seres mais poderosos acima dos perpétuos, que são mais poderosos que Deuses, e um dos mais poderosos da própria DC. Já existente também na Weird Mystery Tales, vem também ganhando fama em Sandman, principalmente no 4 arco “Estação das Brumas” onde tem mais destaque. Lúcifer se cansa dos seus deveres como Senhor do inferno, e expulsa todos os demônios de lá. Claro que tem toda uma ideologia a respeito do livre arbitrio, e se cansar de ser submisso a Deus. Assim inicia sua série própria de quadrinhos, onde desce a terra com sua serva Mazikeen e abre um pianos bar. A série da Tv Lúcifer, muito conhecida, é baseada nestes quadrinhos.

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Só pela introdução aos perpétuos, deveras resumida, já deu para notar que esse universo é bem complexo e rico. Não, não é uma história chata. Ela prende, e muito, o leitor, e o coloca para pensar, no meio de tantas filosofias, pensamentos e questionamentos. E não é apenas nas aparências. Sandman é uma história com um ar bem gótico e até obscuro muitas vezes.

Publicadas entre janeiro de 1989 e março de 1996, Sandman possuiu 75 capítulos. Lançados mais tarde em edições de capa dura, e tendo seus arcos divididos, todos tem começo meio e fim, além de fazerem parte de uma história do mesmo universo e cronología, interligados com excessões. São 10 arcos principais, cada um com uma história fechada e distinta, mas todos eles se ligam de alguma forma. O primeiro é “Prelúdios e Noturnos”, onde um mago tenta capturar a Morte, com desejo na imortalidade, e acaba por engano capturando o rei do sonhar, pessoas não conseguindo dormir e pessoas não conseguindo acordar e muitos que não mais dormem o sono merecido. Sem saber o que fazer ele o deixa preso, tirando seus itens. Morpheus fica assim por exatamente 70 anos, e ao sair e se deparar com seu reino em pedaços, tenta recuperar seus itens e seu poder para reerguê-lo. Os arcos seguintes quase sempre serão uma consequência desses anos em que o Sonho ficou aprisionado, sendo também uma jornada do seu autodescobrimento, após todos esses anos Morpheus tinha mudado, se tornando mais reflexivo é questionador, questionando até si mesmo.

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Como o Sonho é o Rei do sonhar, ele sabe os desejos mais íntimos e também os mais obscuros das pessoas, o que os torna mais e mais reais, nos fazendo simpatizar muito com os personagens, é por um lado nós identificando. E nesse primeiro arco temos inúmeras referências a cultura pop, de muitas que virão por diante, teorias da conspiração aos montes, além de diversas culturas e religiões. Com uma ótima premissa inicial, uma ótima trama bem amarrada, oque da aquele prazer maior de ler, qualidade que só aumenta ao decorrer dos volumes. Gaiman traz a tona temas que na época não eram muito explorados, trazendo temas atuais e muito delicados até a hoje, lá nos anos 90, trazendo fortes discussões e reflexões.

Sandman pode ser encontrado em diversos lugares da cultura pop, sendo muito homenageado e elogiado por todos que tem o prazer de ler, misturando horror, religião, misticismo, fantasia, surrealismo, muitas coisas sobre a psicanálise, filosofias e muitas outras coisas. É considerada uma das melhores sagas do gênero já escritas, consagrando Neil Gaiman como um deus quando o assunto é quadrinhos. Para alguns pode parecer uma leitura chata e com um ritmo lento. Mas para os que conseguem ler todos os arcos, sempre fica o desejo de conhecer as, também magníficas, histórias dos outros personagens de Sandman. Com certeza todo fã de quadrinhos que se preze, tem que ter lido essa obra de arte. Tudo que eu disse não passou de uma mera sinopse de tudo que Sandman é e representa. Gaiman nunca teve a intenção de criar um super-herói, seu personagem estava a cima do bem e do mal, ele era um Perpétuo, existente desde no início de tudo, sem o pudor da moralidade ou ética, era nada mais nada menos que o Sonho.

Nesse artigo vou tentar te convencer a ver um dos melhores e mais aclamados animes já criados, além de ser o meu segundo preferido. Fullmetal Alchemist: Brotherhood, é a segunda adaptação do mangá criado por Hiromu Arakawa. E para quem pensa que esse é um nome masculino, está completamente enganado. Isso mesmo, trata-se de uma mulher. Na época em que o mangá foi lançado todos pensavam que era um homem, pois ela nunca tinha aparecido na mídia. É claro que quando a informação sobre o sexo da autora foi divulgada, houve muito preconceito com ela e sua obra, apesar disso ter sido irrelevante para os seus verdadeiros fãs. Essa adaptação foi a que seguiu mais fielmente o mangá, pois a primeira não relatou corretamente alguns acontecimentos, além de diminuir fatos importantes para o desenvolvimento da história.

O mundo criado por Arakawa é baseado no período pós Revolução Industrial Europeia, situado em um universo em que a alquimia é uma das mais avançadas técnicas científicas conhecidas. Nele também existe a pedra filosofal, um elixir da vida eterna que já foi buscada por milhares de alquimistas, mas todos falharam miseravelmente na vida real. Só isso já faria dele um anime muito interessante. Mas nesse universo, onde uma mitologia própria e leis bem complexas são aplicadas, isso é apenas a ponta do iceberg.

Contendo 64 episódios e 4 OVAs, dirigido por Yasuhiro Irie, e com roteiro de Hiroshi Ōnogi, a obra foi lançada em 2009, chegando a meados de 2010. A história tem como base os irmãos Edward Elric e Alphonse que, juntos com a mãe e sua amiga Winry, viviam suas vidas de maneira normal num país chamado Amestris. Eles não eram apenas duas crianças comuns. Muito inteligentes, já andavam no meio da alquimia por causa de livros deixados pelo pai, que já havia saído de casa sem qualquer motivo explicado no início.

O ponto chave para o desenvolvimento da história, um fato triste se posso acrescentar, é a morte da mãe dos garotos em decorrência de uma grave doença. De acordo com o anime, a alquimia é a ciência que se baseia em entender, desconstruir e reconstruir matéria. No entanto, não é uma arte onipotente, pois é impossível criar algo a partir do nada. Sendo assim, se alguém deseja obter algo, algo de igual valor deve ser dado. Essa é a lei da troca equivalente, e a base da alquimia. Porém a transmutação humana é proibida, pois nada poderia ser equivalente à alma humana. E é nesse aspecto que os meninos erram, pois ao se depararem com a morte do seu ente mais querido, recorrem a alquimia para achar um jeito de trazê-la de volta. Só que um preço bem maior teve que ser pago por tais feitos, levando Alphonse a perder seu corpo e Edward uma de suas pernas. Desesperado, Edward pede para a alquimia devolver a alma de seu irmão e a coloca em uma grande armadura, dando um de seus braços em troca disso. Apesar de todo esse pesadelo vivido por eles, não conseguem trazer a mãe de volta.

Na história os garotos são ajudados pela vizinha velha Pinako Rockbell e sua neta Winry. Ed recebe braço e perna mecânicos, o que o faz ganhar o apelido de alquimista de aço, e Alphonse passa a viver dentro de um corpo metálico. A partir disso os dois entendem o tamanho do erro que cometeram, e saem em uma jornada, para então recuperarem seus corpos, os dois espertos como são pensaram num item que emana muito poder no meio da alquimia, a pedra filosofal, mas como eles iriam achar uma assim tão fácil ? Com tais habilidades dos dois eles vêem uma brecha para entrarem nos alquimistas federais, assim facilitando um pouco sua busca pela pedra, por estarem num meio privilegiado na alquimia. Só que no caminho encontram outros problemas que terão que colocar à frente dos seus, em nome de um bem maior. E os principais “vilões” dizendo assim são os homúnculos, que são seres criados artificialmente por seu mestre chamado de pai, os homúnculos recebem o nome de cada um dos pecados capitais, sendo identificados por ouroboros (é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. Esse símbolo representa a eternidade e em Fullmetal esta relacionado com o pecado de cada homúnculo que eles representam). em seus corpos.

Sim, como vocês já devem ter percebido, esse não é um simples anime shounen comum. Sua história é complexa e incrível, assim como o grande número de personagens magnificamente bem construídos que tornam essa trama espetacular. Os irmãos que a protagonizam, se complementam de maneira perfeita. Enquanto um é impulsivo e cabeça quente, o outro é mais calmo e estratégico para resolver as situações que se deparam. Os personagens secundários também foram muito bem introduzidos e, além de bem trabalhados, possuem um bom toque de carisma dado pela autora. Mas é bom estar preparado, pois esse anime tem a síndrome de Game of Thrones. Alguns personagens que você vai amar, simplesmente vão morrer. Então prepare seu coração para alguns momentos tristes.

Um ponto positivo e que pessoalmente gosto muito nesse anime, é a maneira como trata de forma profunda e ao mesmo tempo emblemática questões sociais. A exemplo disso tem a questão da manipulação da massa popular por líderes religiosos carismáticos, por parte da alienação do povo por algo desconhecido, se beneficiando da carência, onde ele se bota no centro como um “Deus’, dentre outras coisas, muito mais complexas sendo essa apenas uma de várias questões abordadas, como essa mesma questão do “Deus”, oque é ser um deus pra você ? No anime isso é muito retratado como um status de soberania, de unipotência, de poder, nessa teoria,qual seria a importância do ser humano ?. Essa história bota sua cabeça pra pensar por diversas razões. Nas próprias regras da alquimia, vemos muitas questões filosóficas. Hiroshi não peca em detalhes para nos conta-la do jeito mais brilhante possível. Momentos tristes, sérios ou descontraídos, tudo com perfeito equilíbrio, em meio a uma guerra e a todo esse misterioso mundo da alquimia. Tudo isso acompanhado por uma trilha sonora impecável, assim como na escolha de suas músicas de abertura é términos, sendo a sua primeira abertura uma de minhas preferidas, confira abaixo:

Fullmetal Alchemist é um anime maduro, com uma história cheia de reviravoltas e varias questões filosóficas aplicadas e bem colocadas. Pode até parecer de difícil entendimento ou ingestão, mas o que era para ser confuso acaba sendo interessante e sem um furo sequer. Conta ainda com uma animação perfeita, que nos mostra todas as cenas de forma espetacular e, em algumas delas, nos deixa de queixo caído, confira uma cena abaixo, claro, contém spoilers. Pra quem já assistiu o anime vai gostar de rever.

Tudo que esse anime precisa é um pouco de paciência por causa de um sério problema de ritmo. Mas isso não tira o brilho que tem, e assim mesmo segue sendo um dos melhores animes já criados. E o melhor de tudo é que recentemente foi disponibilizado com todos os seus episódios na Netflix. Então não perde tempo e comece a maratonar, porque ele merece.

Quem seria Lars Trier? Nascido em 1956, na cidade de Copenhagem, é carinhosamente chamado de Lars von Trier. O “von” foi adotada por ele durante o período em que esteve na Danish Film School, pois se tratava do apelido dado por seus amigos da época. Trier consegue ser um dos mais (ou o mais) polêmicos diretores do nosso tempo. Tendo até recebido pela direção do Festival de Cannes a declaração de persona non grata, como sinal de repulsa ao cineasta dinamarquês, por suas declarações , brincalhonas, segundo ele alegou mais tarde, de simpatia por Adolf Hitler e pelo nazismo. Dá pra ver que tanto atrás das câmeras quanto pelas obras realizadas, ele é polêmico. Mas brilhante e completamente fora do padrão, costuma ser o oposto do que chamamos previsível. Com filmes que abordam temas pesados ou assuntos mais delicados, ele é responsável por várias obras primas do cinema. Você nunca vai saber o que esperar, já que a surpresa é uma das maiores armas desse grande diretor.

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Mas não foram apenas seus filmes que o tornaram conhecido. Ele, junto a seu amigo Thomas Vinterberg, foi um dos idealizadores do “Dogma 95”. Trata-se de um manifesto para a criação de um cinema mais realista e menos comercial, contendo 10 regras para um filme, podemos dizer que, mais teatral. Nele não são permitidos o uso de algumas tecnologias, tendo que ser filmado em câmera de ombro e sem qualquer tipo de suportes. A trilha sonora seria apenas o que ressoar no local da cena, e nada de muitos cenários, efeitos especiais ou truques fotográficos. Os filtros são estritamente proibidos (Claro que o Dogma 95 é muito mas complexo que isso, e apenas dei um resumo básico do seu conceito). Porém em seus filmes, apenas um deles segue à risca essas 10 regras: Os Idiotas, de 1998. Então sem mas delongas, vamos para os filmes:


1-Dancer in the Dark (2000)

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Protagonizado pela cantora Björk, Selma é uma imigrante tcheca, mãe solteira, que se muda para os Estados Unidos com seu filho Gene. Para sobreviver, trabalha em uma metalúrgica. Porém Selma sofre de uma doença hereditária degenerativa, que a cada dia lhe ocasiona uma rápida cegueira progressiva. Por este motivo Selma guarda cada centavo que ganha, em uma lata na sua cozinha, com o objetivo de custear uma operação que evite que seu filho sofra do mesmo destino que o seu. E foi justamente por isso que se mudaram pra os E.U.A, onde existem mais opções de médicos e tratamentos. Mas o que já esta ruim tende a piorar, e várias coisas começam a acontecer com a personagem ao longo do filme. Sendo um dos filmes mais tristes de Trier, é realmente impressionante e muito bonito. Com vários prêmios importantes ganhados, como a palma de ouro e o de melhor atriz para Björk (Cannes), é um dos meus favoritos.


2-Dogville (2003)

Dogville (2003)

Um dos filmes de Lars Trier que mais cumprem com as regras do Dogma 95, apresentando muita simplicidade em seus cenários ou até com ausência deles. Literalmente são riscos no chão e cortes de cenas pouco convencionais. Todo o filme foi gravado dentro de um galpão na Suécia, com câmera no ombro e ausência de trilha sonora ou deslocamentos temporais. Entretanto foi usada iluminação artificial e cenografia, itens proibidos no Manifesto Dogma 95. Com várias referencias ao teatro incluídas no longa, como o absurdismo, em que os atores improvisam e criam situações em que interagem com objetos que não estão ali como portas invisíveis e assim por diante, o filme é parte de uma trilogia com dois que eram para serem lançados, mas apenas um saiu, a terceira parte ainda esta sem previsão.

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Começa quando Grace se esconde de criminosos que a perseguem. A pequena cidade de Dogville se dispõe a refugiar-la, desde que ela faça valer o esforço. Ela trabalha duro para várias pessoas da cidade para obter seus favores. Mas aos poucos eles começam a perceber que ela lhes deve muito mais. O filme começa aparentemente normal, e com o passar do tempo vai mostrando um lado sombrio e pesado, chegando a um final de deixar qualquer um boquiaberto. (Para um maior aprofundamento veja na nossa de Dogville aqui no cinerama, não vai se arrepender)

3-Anticristo (2009)

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Considerado um dos mais violentos,macabros e explícito filme de Trier, esse filme de terror é protagonizado por Willian Dafoe e Charlotte Gainsbourg. Trata-se de um casal que acaba de perder, de uma forma trágica, seu único filho. A mãe entra numa depressão gravíssima, e seu esposo, que é psiquiatra, os isola totalmente da sociedade, indo viver com ela rusticamente em uma cabana na floresta.

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É um filme que começa lento, mas a partir do momento que eles se mudam para a cabana, começa a esquentar. Com uma beleza visual fantástica e fotografia que te joga dentro da história, o clima passa a ficar cada vez mais sombrio. Com atuações impactantes e roteiro um pouco forte e pesado, é um filme inteligente e assustador. Lars não poupa o seu público e entrega um produto doloroso de se ver e que muito se assemelha a uma espécie de tortura para a sua mente. Para poucos, mas, uma obra prima.

4-Melancolia (2011)

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Mas uma vez contendo Charlotte Gainsbourg, como também Kirsten Dunst e Kiefer Sutherland. Todos eles sensacionais em seus papéis. Como o próprio nome diz, umas das produções mais tristes de Trier. Com uma mistura de drama e suspense, esse longa traz uma fotografia bem sombria/escura, com os clássicos takes em câmera lenta que dão aquele toque mais macabro ao filme. Justine (Kirsten Dunst) está prestes a se casar com Michael (Alexander Skarsgard), e recebe a ajuda de sua irmã, Claire (Charlotte Gainsbourg). Mas ao mesmo tempo que tudo isso acontece, nossa protagonista passa por problemas pessoais, chegando a surtar muitas vezes. E como se não bastasse, eles estão perto do fim do mundo, pois existe o risco de um outro planeta colidir com a terra. O filme é uma clara alusão a depressão em si e em todo o seu contexto. Com fotografia, trilha e atuações belíssimas e que ajudam bastante, um claro estudo da vida por Lars von Trier. (Também temos uma ótima crítica aqui no cinerama sobre o Melancolia, confere lá porque vale a pena!)

5-Ondas do Destino (1996)

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O filme que trouxe a tona o grande potencial de Trier, pois foi quando ele passou a ser mais reconhecido. Nunca espere um filme tranquilo, quando a direção esta nas mãos de Lars von Trier. A trama é passada no norte da Escócia, onde uma jovem mulher com uma leve deficiência mental, Bess (Emily Watson), se apaixona e se casa com um dinamarquês (Stellan Skarsgard, 1 de 5 filmes que ele viria a participar com Lars). Ele trabalha em uma plataforma de petróleo e sofre um acidente onde quebra o pescoço e fica provavelmente incapacitado para o resto da vida. Nesta situação e vendo sua mulher sofrendo, ele a pressiona para procurar amantes e depois a contar os prazeres e detalhes de suas experiências. Bess não deseja isso e sofre tremendamente em seu suplício. Mas assume que seu propósito em vida é servir aos outros e abdicar de si mesma em nome do amor. Isso é só um breve resumo da grandiosidade que o filme tem, numa atmosfera totalmente única e com interpretações e abordagens bem delicadas. Como sempre uma fotografia lindíssima, paisagens de grande beleza e com a brilhante e hipnotizante atuação de Emily Watson. Muito, mas muito comovente. Uma obra essencial sobre o amor, a bondade e principalmente a humanidade.

 

2017 esta sendo o ano das adaptações do grande Rei do suspense na literatura, Stephen King. Algumas são extraordinárias, como é o caso de “It: A Coisa” e “Jogo Perigoso”, que impressionaram a todos, enquanto que “O nevoeiro” e “A Torre Negra” decepcionam. Sendo o sexto longa adaptado esse ano, distribuído pela Netflix, 1922 não foi tão divulgado mas chega para calar a boca de todos que esperavam mais um fiasco. Sendo mais um dos pesadelos retirados da cabeça de King, mas uma obra prima que ele nós proporciona.

Com direção e roteiro de Zak Hilditch, 1922 é baseada em um conto lançado pelo autor no livro Escuridão Total. Hilditch faz um bom trabalho ao nos introduzir no clima em que o filme passa, desenvolvendo bem a trama e seus personagens. E mesmo com um toque de suspense, a história está mais focada no drama vivido pelos personagens, te levando algumas vezes a sentir nojo ao invés de medo, que mexem com espectador, nós fazendo revirar o estomago, nós causando tensão é pavor. Não é necessariamente um terror.

O filme começa com Wilfred (Thomas Jane, que por acaso já participou de outra adaptação de King em O Nevoeiro de 2007) em algum momento no futuro, num monólogo sobre as ações no ano de 1922 que o levaram a matar sua esposa. Ela, Arlette (Molly Parker), acabara de herdar 40 hectares de terra do seu pai, e Wilf queria acrescentá-los aos outros 30 que ela já tinha. Como dito pelo próprio, “Em 1922 o orgulho de um homem era sua terra”. Com isso passaria tudo ao seu filho Henry (Dylan Schmid), após sua morte, como já era de costume a gerações. Porém descobre que ela tem o plano de divorciar-se, vender as terras e ir morar na cidade com seu filho.

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É possível acompanhar os pensamentos perturbados de Wilf, que vai de uma simples relação antagônica com sua mulher, até o homicídio da própria. O quão cego um homem pode ficar, na tentativa de cuidar do que é seu? E vemos até onde ele pode chegar para proteger o que acha ser mais precioso. Ele até convence o filho a ajudá-lo no crime, pois assim os dois ficariam com tudo e impediriam as mudanças drásticas que tal venda traria na vida deles.

Ao pensar que a bondade prevaleceria e que um marido não faria isso com sua esposa, somos surpreendidos com um pai e seu filho matando a “adorada” esposa e mãe. Mas isso era só o começo de uma reação em cadeia, onde uma série de desgraças aconteceria depois. Em minha opinião, o toque que mais realçou foi a volta de Arlette como um fantasma do passado a assombrar Wilf. Isso começa a desconstruir totalmente a sanidade mental do mesmo, apesar de não ficar claro se era realidade ou apenas ilusão. Em alguns momentos até é possível sentir empatia pelo personagem, mesmo sendo um assassino impiedoso. Mas o que realmente da um frio na espinha, são as verdadeiras estrelas do filme, os ratos. Juntos com Arlette, trazem um tom “assustador” à trama.

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Foram ótimas as atuações de Neal McDonough, Brian d’Arcy James e da propria Molly, que mesmo aparecendo pouco, foi essencial para os eventos do filme. Porém, o maior credito tem que ser dado a Thomas Jane, que se entrega total a Wilf, desde o seu sotaque de caipira, aos trejeitos dado por ele para o personagem, mostrando claramente um dos melhores papeis da sua carreira. Além disso, o excelente roteiro de Hilditch que se mostra mais uma vez o diretor magnífico que ele e, ajudou na construção do personagem, nos mostrando a decadência total dele ao longo da trama, entrando em uma jornada contra a sua própria sanidade.

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Mas o filme peca em alguns momentos, e a história assume um ritmo lento e arrastado. A falta de algo mais ativo pode ser sentida pelo público, embora seja normal e necessário para a construção da história. Também a atuação de Dylan Schmid não surpreende e deixa um pouco a desejar. Mas apesar de tudo isso, Zak Hilditch mostra um trabalho excelente ao passar, na medida certa, todo o tom melancólico e sombrio que a história deve ter. Com detalhes que aprimoraram o suspense, ele conseguiu fazer uma excelente adaptação da obra de King.

Carregando a força de uma história simples e direta, com um elenco escolhido a dedo e ótimas cenas de tensão psicológica, uma ótima atmosfera é criada, tanto na cinematografia quando na construção dos personagens. O melhor exemplo disso é o arrependimento de Wilf e de como ele vai regredindo de homem calculista, a alguém completamente transtornado. Sem duvidas umas das melhores adaptações de King do ano, e que certamente merece sua atenção.

Criada por Justin Roiland (Hora de aventura) e Dan Harmon (Community) para o bloco de programação noturna Adult Swim, exibido no canal norte americano Cartoon Network, Rick and Morty fez sua estreia em 2 de Dezembro de 2013. Mas não se trata de uma simples série adulta qualquer, com humor besteirol, palavrões e violência. Aliás, muitas não conseguem ser tão inovadoras e acabam se tornando repetitivas, sem coisas que realmente chamem a atenção. Claro que existem muitas exceções. Um bom exemplo disso é Bojack Horseman, série original da Netflix, que não é apenas uma simples animação adulta de comédia. Está cheia de sentimentos filosóficos e trabalha assuntos sérios, como abuso de álcool, drogas, depressão, solidão, entre outros. Uma série bem profunda, que acaba de ser renovada para a sua quinta temporada em 2018.

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O potencial dessa animação já era previsto, trazendo grandes expectativas desde o primeiro episódio, não mostrando todo o seu pontencial mas claro mostrando toda a qualidade e o tom satírico, melhorando ao decorrer dos episódios, se mostrando a série brilhante que todos amamos. Rick é um cientista absurdamente genial, tido como o mais esperto do planeta, na série. Capaz de criar qualquer dispositivo tecnológico, e as vezes até em pouquíssimo tempo, ele possui uma “arma” chamada Portal gun, que é capaz de levá-lo para outras dimensões. Egoísta, alcoólatra e impulsivo, vive margeando os limites da sociopatia, voltando depois de anos a reencontrar a própria fámilia. Junto ao neto Morty, um garoto inseguro e motivado por coisas menos loucas que o avô, viverão aventuras mortais dentro de possibilidades impensáveis da ciência. A série inclui no seu enredo a concepção de múltiplos universos paralelos e sociedades alienígenas, levando o garoto a vivências perigosas e surreais que irão causar inúmeras mudanças em sua personalidade e caráter no decorrer da história.

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Ainda na família temos Summer irmã mais velha de Morty, uma adolescente convencional muitas vezes superficial, que é obcecada por melhorar seu status com seus colegas, sempre expressando ocasionalmente inveja por sempre ser o seu irmão a acompanhar seu avô em suas aventuras. Também temos Beth que e a filha do nosso grande Rick, e mãe de Morty e Summer, como seu pai, ela bebe muito (Muitas vezes para tirar o stress) e é bastante inteligente, trabalhando em um hospital veterinário, mas sempre se lamentando por não ter sido médica, mas ao contrário dele, é sempre responsável, e por último mas não menos importante Jerry pai inseguro de Summer e Morty, e esposo de Beth (os dois mostram uma incompatibilidade muito grande, pela alta quantidade de brigas na série), sempre desaprovando fortemente a influência de Rick sobre seu filho, podemos ver muito bem isso ao decorrer da série, e até mesmo no primeiro episódio. Ele tem uma personalidade infantil e impressionável, satirizado na série como o homem comum, que sempre acaba se deslumbrando com o novo e o desconhecido, que vive seguindo regras e esta sempre satisfeito sendo manipulado, total contrário de Rick, trazendo alguns episódios engraçadíssimos com ele, só de escrever sobre ele, eu já começo a rir.

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Ela é baseada num projeto independente de Justin Roiland, chamado “The real animated adventures of doc and mharti”, para o festival de cinema Channel 101, e seria uma sátira ao clássico filme Back to the Future (1985). Inicialmente a Adult Swim abordou Harmon a respeito de idéias para a televisão, e assim ele se uniu a Roiland e desenvolveram o programa com base no curta, fazendo adaptações e substituindo os personagens.

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Apresentando um roteiro bem construído e episódios que chegam ao cúmulo de serem chamados simplesmente de geniais, a trama frequentemente adota uma perspectiva existencialista, com alguns discursos filosóficos que te farão pensar e refletir. Também outras filosofias são referenciadas, como o determinismo, o niilismo e o trabalho de Friedrich Nietzsche. A ciência e a razão ao invés de conduzirem a humanidade a um proposito maior, levaram a destruição de qualquer coisa não racional (A fé, crenças, sonhos, desejos) , “Deus esta morto, e nós o matamos”, assim qual sendo o sentido da vida? Isso esta evidente tanto no comportamento geral de Rick, quanto nas numerosas observações dos personagens durante os eventos de muitos episódios. Com narrativas dinâmicas, a série também traz consigo diversas referencias a cultura pop, e foi basicamente construída num perfil futurístico, fazendo sátiras a filmes como A Origem (2010), Matrix (1999), Star Trek (1966), Jurassic Park (1993), Guia do Mochileiro das Galáxias (1979), claro Back to the Future (1985), Mad Max (1979) Homens de preto, (1997) Nosferatu (1922), A hora do Pesadelo (1986), Zardoz (1974) etc.

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Tendo muito também de Hp Lovecraft com o seu cosmicismo, que enfatiza que o terror de tudo que esta além do nosso campo de compreensão, exemplo, o sentimento simultâneo de medo, nojo e aflição que sentimos quando navegamos no desconhecido, e incompreensível espaço que repentinamente colide com a nossa realidade. O cosmicismo é cheio de entidades que mostram o quão insignificante a humanidade é. Isso é realmente aterrorizador, mas no caso de Rick and Morty, chega a ser hilário. Como Lovecraft, Rick and Morty usa o cosmos de uma maneira que explore questões filosóficas, imaginando oque diabos teria nos confins do espaço, tendo até uma grande referencia a Lovecraft na abertura, com o seu grande Cthulhu.

Realmente merece elogios, pois, além do excelente roteiro, traz personagens bem construídos, uma ótima animação em 2d e, claro, com referências que fortalecem as afirmações de outras dimensões ”Multiverso”, viagens interestelares e diversas teorias científicas. Sempre com boas piadas, sátiras e críticas surpreendentes, a inteligência de Rick and Morty está em como ela lida com temas simples (Coisas do cotidiano), mas com uma abordagem brilhante e excepcional, fazendo não só com que você ria, mas também reflita sobre o que riu. Não é a toa que a série esnoba seus 9.4 no IMDb. Ela já se encontra na terceira temporada, com episódios lançados semanalmente. As duas primeiras estão disponíveis na Netflix. Então não percam tempo, pare agora oque você esta fazendo, e vão logo ver Rick and Morty.

Wubba Lubba Dub Dub !

Vertigo é um selo da editora de quadrinhos DC Comics. Essa divisão opera sob o nome Vertigo para diferenciar-se da linha mais popular e familiar que já conhecemos, preservando, assim, uma melhor imagem. Ai você pergunta, por que todo esse cuidado? Porque Vertigo é o selo mais maduro da DC. Seus quadrinhos lidam com temas mais adultos como nudez, exposição sexual, uso de drogas, xingamentos e violência. E bota violência, porque tem muita.

Você deve conhecer alguns longas já adaptados dos quadrinhos da Vertigo, como ”Watchmen”, e ”V de vingança”, que na minha opinião são grandes filmes. E, sim, Preacher faz parte desse selo, que tem a difícil tarefa de transmitir os quadrinhos para a série. Mas apesar de acertar em muita coisa, ainda deixou um pouco a desejar.

Existem muitas mudanças em relação aos quadrinhos originais, além de ter um ácido humor negro e personagens demasiado insanos.

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A HQ criada por Garth Ennis e Steve Dillon, acompanha a história de Jesse Custer (Dominic Cooper), um ex pastor que foi possuído por uma entidade sobrenatural. Com isso lhe foi conferido o poder de fazer com que qualquer pessoa o obedeça, fazendo de sua vontade uma ordem. Essa entidade (chamada Gênesis) é fugitiva do Paraíso e perseguida por anjos que a buscam para prender. Porém estes quando descobrem que ela e Jesse Custer se tornaram um só, o objetivo passa a ser matá-lo, além de enviar o Santo dos Assassinos, um matador do Século XIX, para persegui-lo.

Junto a Custer, temos sua ex namorada Tulipa (Ruth Negga) e o personagem mais badass na minha opinião, o vampiro irlandês sexy e bêbado Cassidy (Joseph Gilgun). Juntos eles partem em busca de respostas, procurando, ninguém mais ninguém menos, que Deus. Adaptar issos para as telas não tinha como ser uma tarefa fácil.

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A produção da série fica nas mãos de Seth Rogen e Evan Goldberg, que já produziram vários longas juntos, sendo em sua maioria comédias. Um bom exemplo é “Superbad”, um dos filmes mais engraçados que já vi. Seth e Evan tomam algumas liberdades criativas para facilitar o entendimento da trama. Com isso o drama entre Jesse e Tulipa ganha um foco ainda maior, ao mesmo tempo em que o passado do pastor é alterado para ficar menos perturbador. Também foram introduzidos alguns personagens secundários, que até se tornam interessantes, mas por serem mal aproveitados acabam não vingando.

Podemos dizer que a primeira temporada de ”Preacher” não passa apenas de um prólogo para a segunda, já que de fato é quando a série começa a seguir mais à risca os quadrinhos. Antes disso muita coisa havia sido descartada e jogada fora. Por outro lado, a série acerta em cheio e impressiona com seu elenco, cenas divertidas, ótimas atuações e muito humor. Destaque para o trio principal que transborda no fator personalidade. Um bom exemplo disso é a boa atuação de Cassidy, nosso vampiro, que consegue transmitir muito bem a essência do seu personagem nas cenas tristes, felizes, ou mais agitadas, ganhando ótima visibilidade com isso, é se tornado um dos preferidos de todos na série e quadrinhos.

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A versão vivida por Joseph Gilgun parece saída direto das páginas escritas por Ennis. Desde a linguagem corporal de bêbado relapso, até o sotaque irlandês, o ator acerta em cheio com uma bela atuação, divertindo e entretendo muito o telespectador. Também o toque na produção de Rogen e Goldberg caiu muito bem, gerando excelentes cenas de ação e humor que te farão ficar perturbado. Outro que devemos destacar que acaba sendo bem adaptado (é bem representado, pelo ator) mas não bem aproveitado, carinhosamente apelidado de ”Arseface”, o nosso querido Eugene (Ian Colleti) um garoto que cresceu em um lar abusivo e tenta se suicidar imitando seu ídolo, Kurt Cobain, mas um pequeno erro de cálculo faz com que o tiro não seja fatal e o deixe com um rosto completamente deformado, ele só passa a ter uma visibilidade é importância maior apenas na segunda temporada, mas com aparições boas nessa primeira.

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Preacher tem muito potencial como programa de televisão, e sua segunda temporada acertou mais do que errou. Eles aprenderam com os erros da primeira, e trouxeram uma melhor experiência para o público. Além de aperfeiçoar a adaptação dos quadrinhos, passa a ter mais ritmo e chega direto ao que interessa. Na minha humilde opinião ela é muito boa e com grandes momentos. Claro que tem seus erros, pois nenhuma adaptação pode ser perfeita. Mas não deixa de ser uma grande série, que merece verdadeiramente sua atenção.

Um beijo do Eugene para todos.

Crítica | O Nevoeiro

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O nevoeiro, nova série da Netflix, é uma obra adaptada do livro ‘’Tripulação de esqueletos’’ (1980), do nosso mestre do terror Stephen King. Ela teve sua estreia no cinema em 2007 sob a direção de Frank Darabont, um especialista em transformar os textos de King em filmes.

Darabont já assinou títulos como “Um sonho de liberdade” (1994) e “À espera de um milagre” (1999), filmes aclamadíssimos pela crítica e por todos nós. Quem aí não já derramou algumas ou muitas lagrimas com eles? E nesses ultimos meses não foram apenas uma, mas outras duas de suas adaptações de livros foram lançadas, ‘’A torre negra’’ e ‘’It’’.

O roteiro da série, criado por Christian Torpe, permanece quase o mesmo do longa de 2007. Trata-se de uma pequena cidade que sofre com o aparecimento de um estranho nevoeiro que esconde horrores e muitos mistérios. Após ocupar toda a região, faz inicialmente com que os habitantes acreditem que se trata apenas de uma eventualidade climática. Porém, aos poucos, quando entram em contato com a névoa, começam a se comportar de forma estranha e agir de maneira alucinada e violenta.

A história não apresenta apenas um grupo em um único lugar sobrevivendo ao nevoeiro, mas vários núcleos com seus respectivos personagens igualmente importantes para a trama. A ênfase maior está no casal Kevin (Morgan Spector) e Eve (Alyssa Sutherland), e a filha adolescente Alex (Gus Birney). Mas não apenas eles são o centro da série. Um padre abriga a outros sobreviventes em sua igreja, carregando o peso de ter que explicar o que está acontecendo, através da sua fé. Tem ainda um homem que acorda na floresta no inicio do nevoeiro sem lembrar de quem é, ou o que esta fazendo ali.

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O ponto alto da série é a maneira de colocar o horror como caminho para estudar o comportamento de uma pequena cidade. Ao confrontar algo sobrenatural, indefinido e brutal, os personagens buscam a sobrevivência baseados em uma fé cega, criando de maneira utópica suas próprias leis para o bem do coletivo.

O que ela falha miseravelmente, botando a série em claros clichês de terror, são as sequências em que personagens, apesar de terem consciência do perigo, tomam decisões equivocadas e ou até mortais.

Um outro ponto que vale ressaltar, é a baixa qualidade dos efeitos, que chegam a ser toscos em algumas ocasiões, dificultando a absorção do horror por parte do telespectador. Além disso, não existe qualquer personagem que tenha uma maior expressão ou destaque. Essas falhas dificultam um envolvimento maior com a história.

A primeira temporada contem 10 episódios. Embora tenha deixado perguntas e mistérios não resolvidos para novos capítulos, a fraca recepção da série pelo público deve dificultar uma segunda temporada. Porém, ainda não existe um posicionamento oficial da Netflix a esse respeito.

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Essa é uma das séries menos populares da HBO, mas eu acho que é uma das melhores atualmente, um prato cheio de muitos mistérios, é de personagens muito bem construídos é muito complexos, em si a série é bem complexa, oque a torna uma série simplesmente sensacional(Alias criada por Damon Lindelof, um dos idealizadores de Lost). Baseada num livro de mesmo nome, pra mim, na minha humilde opinião, uma das melhores séries do século.

A série acaba de terminar sua terceira e última temporada. Sendo um drama enigmático que se passa três anos após um evento global chamado “Partida Repentina”, na qual ocorreu o desaparecimento inexplicável e simultâneo de 140 milhões de pessoas, 2% da população mundial pra ser mais exato (sim do nada a pessoa tava do seu lado e PUF ela sumia, sem nenhuma porra de explicação), em 14 de outubro de 2011. Na sequência desse evento, as principais religiões declinaram, e inúmeros cultos emergiram, sendo o mais importante deles os ”Remanescentes Culpados”, todo mundo meio que começa enlouquecer. Nada mais faz muito sentido. E a história da série acompanha a tentativa da sociedade em tentar lidar com esta situação improvável e traumática mostrando a vida daqueles que foram deixados para trás, e o drama daqueles que perderam familiares com o ocorrido(uns até que perderam toda a sua família).

A primeira temporada adaptou praticamente todo o livro de Tom Perrotta, que também participou da criação da série. E em sua segunda temporada a série passou por reformulações na trama e no elenco, já que partir dessa temporada a série não teria mais o livro como base, assim os produtores e roteiristas definiram novos rumos para a série. É ao contrario de Lost, essa série foca nas pessoas e não nos mistérios,  a trama consegue, ainda por cima, tratar de assuntos espinhosos (gente louca, suicidas, luto) com um humor do mais belo e sutil, com alguns episódios que apresentam o inacreditável, mas sempre sem perder sua essência, sério tem uns episódios que você não acredita no que esta vendo.

Resumindo essa série é a porra de uma obra de arte, quando eu terminei de ver tudo, juro que ficou um vazio no meu peito, é pena que pouca pessoas a assistem. Só queria deixar meus agradecimentos aos criadores dessa coisa linda que é “The Leftovers”.

 

Antes de ir para a TV os dois primeiros episódios estarão em cartaz em salas IMAX ao redor do mundo no dia 1º de setembro. Já nas telinhas estreia no dia 26 de setembro.

Após ser traída e perseguida em função de um golpe militar em Attilan, a Família Real consegue escapar para o Havaí, onde a interação com a humanidade pode não representar apenas sua salvação, como também a salvação da Terra.

A trama da série se passa nos dias atuais e terá cenas na Terra e na Lua, seguindo a Família Real dos Inumanos. Ao todo, a série terá oito episódios, que a ABC planeja exibir a cada terça-feira. A história não será um derivado de Agents of SHIELD, série que apresentou os Inumanos na TV.

Netflix divulgou nessa quinta-feira dia 29 o novo ultra mega trailer de Death Note com cenas inéditas, a aparição do shinigami deus da morte Ryuk, muita loucura, tendo até adoração com velas formando o nome do nosso Kira, seria uma busca de justiça, ou uma brincadeira de Deus ? Veja acima:

Death Note estreia em 25 de agosto.

 

O cartaz revela Ryuk, o nosso querido shinigami (É adorador de maças) , que sempre de algum jeito acompanha Light em sua jornada por vingança dentro do universo criado por Tsugumi Ohba. Confira abaixo:

Uma série de mangá escrita por Tsugumi Ohba e ilustrada por Takeshi Obata. Os capítulos do mangá foram serializados na revista semanal japonesa Weekly Shōnen Jump de 2003 até 2006, com os capítulos compilados em um total de 12 volumes e lançados pela editora Shueisha. Que conta a história de um garoto que descobre um caderno capaz de matar pessoas apenas escrevendo o nome é o modo que a pessoa ira morrer em suas páginas.

O novo filme que ira ser lançada pela Netflix, esta causando muitas polêmicas é críticas pelo embranquecimento dos personagens não-caucasianos, da mesma forma que A Vigilante do Amanhã fez, tendo até uma mudança no sobrenome do protagonista para o Ocidente, de Yagami para Turner.