Autor: Pedro Azevedo

Escritor, estudante de jornalismo, redator chefe do @conversaurbana e colunista do blog @parperfeito. Louco por livros.

Crítica | Deadpool 2

Deadpool foi um grande tiro no escuro na época de seu lançamento. Sua estruturação e produção duraram vários anos, o filme vinha sendo barrado por questões sobre o tom, faixa etária e até onde se poderia ir em um filme de ‘’super-herói’’. Então, após um sinal verde, em 2016 finalmente o filme foi lançado, tendo Ryan Reynolds (Dupla Explosiva) na pele do Mercenário Tagarela. O filme quebrou barreiras misturando cenas de ação super pesadas, piadas sujas e um linguajar definitivamente impróprio para menores e acabou arrecadando uma bilheteria muito acima de seu curto orçamento. Agora, dois anos depois, o espectador tem a oportunidade de conferir Deadpool 2, que estreia em circuito nacional, nesta quinta-feira,  dia 17 de maio, distribuído pela 20th Century Fox!

Após um incidente que o desestabiliza, Deadpool precisa enfrentar Cable (Josh Brolin, de Vingadores: Guerra Infinita) um soldado que vem do futuro para uma missão assassina. Impedir Cable, começa a colocar Deadpool em uma posição que o faz pensar sobre o que é ser um herói e como suas atitudes podem transformar ele em um ou não. Para vencer o soldado, o mercenário precisa recrutar uma equipe um tanto quanto inusitada.

Deadpool 2 acerta muito em puxar as cordas do primeiro longa, usando ganchos deixados, frases ditas e amarrando os dois filmes, trazendo algo que tem sido um pouco difícil de se ver em sequências de filmes de herói: um desenvolvimento real de seu protagonista.

📷 20th Century FOX / Divulgação 

Ambientado de forma mais confiante seu protagonista no universo dos X-Men, o filme é uma caixinha de surpresas, expandindo os personagens secundários e dando forma a uma equipe muito diferente da qual o público está acostumado a ver em ação. Recheado de referências maravilhosas e surpresas que farão os fãs entrarem em êxtase, Deadpool retorna em sua melhor forma, apoiado por uma trilha sonora sensacional.

Ryan Reynolds novamente brilha como Wade Wilson, e seus momentos falando com o espectador continuam sendo seus melhores e apoiado por um elenco secundário muito bom, consegue trazer todas as camadas do personagem, seus conflitos, sua irresponsabilidade e suas ações que sempre levantam a mesma questão: “isso me torna um herói ou apenas alguém bagunçando tudo?“.

Aproveitando da melhor forma possível a oportunidade que foi conseguida com tanta dificuldade e trazendo um filme muito melhor que seu antecessor Deadpool 2 vem com a irreverência já conhecida, as piadas sujas, os palavrões e as cenas que, as vezes, são difíceis de acreditar que foram filmadas.

Deadpool 2 vem quebrando tudo, totalmente seguro de si e de seu público e conquistando um lugar merecido entre as melhores adaptações de quadrinhos dos últimos tempos.

Assista ao trailer:

Saindo do lugar-comum do terror, o filme se destaca por focar nas relações pessoais de seus personagens. (📷 Blumhouse Productions / Divulgação)

A qualidade das histórias dos filmes de terror tem se tornado cada vez mais questionável. O espectador já se cansou de ver filme sobre universitários fazendo burradas, correndo de um lado para o outro e levando banhos de sangue. Mas de vez em quando, algumas produções se destacam por saírem de seu lugar comum e Verdade ou Desafio, mais novo lançamento da Universal Pictures em parceria com a Blumhouse Productions vem como um grande alívio para uma produção do gênero.

Dirigido por Jeff Wadlow (Kick-Ass 2), e com estreia para esta quinta-feira, dia 3 de maio no Brasil, o filme conta a história de Olivia (Lucy Hale), uma doce universitária que é convencida pelos amigos a cancelar o trabalho voluntário que iria fazer para passar as últimas férias da faculdade no México com seus melhores amigos. Chegando lá, em meio as festas, bebedeiras e segredos, lá Olivia conhece um rapaz que diz saber de um lugar muito bom pra eles festejarem na última noite de férias. Ele leva Olivia e seus amigos para uma igreja abandonada e sugere que eles joguem “verdade ou desafio”, e após um final de noite turbulento, o grupo retorna para os EUA e para a faculdade, onde o jogo começa a persegui-los.

📷 Blumhouse / Divulgação

As regras são simples: você precisa escolher “verdade ou desafio”. Se você não contar a verdade, você morre. Se você não conseguir cumprir o desafio, você morre. Se você não escolher, você morre.

O grande acerto de Verdade ou Desafio é transformar uma batida história de terror em um filme interessante, onde os conflitos dos personagens são seu maior medo, não a ameaça sobrenatural que se impõe sobre eles. Com algumas sacadas bem legais que pontuam o filme começa-se a enxergar as diversas camadas da personagem principal, e isso é feito de uma forma muito natural dentro do roteiro. Lucy Hale (Pretty Little Lies) é a melhor escolha para a personagem de Olivia, transitando muito bem pelas emoções de sua personagem e ofuscando seus colegas de elenco.

Também é importante destacar a facilidade que o espectador tem de se colocar dentro do filme. Quem nunca jogou “verdade ou desafio”? Quem nunca morreu de medo de ter que ser expor no jogo? Quem nunca quis receber aquele desafio que te obriga a ter coragem de fazer algo? Agora pense nisso dentro de uma questão de vida ou morte, onde as consequências da verdade podem ser piores que o desafio.

Verdade ou Desafio está longe de ser um grande filme do gênero, mas se destaca pela originalidade e inovação dentro de todos os clichês de filmes de terror atuais.

Assista ao trailer:

O SBT está apostando em parcerias com produtoras independentes, e na Rio2C® o público conheceu muitas novidades sobre a segunda temporada de A Garota da Moto, e sobre a grande estréia do ano, a série Z4 em parceria com a Disney Channel.

Parceria entre o SBT, a Disney Channel e a Formata Produções, a série Z4 tem previsão de estréia para junho, terá como alvo o público infanto-juvenil e contará a história de Zé (Werner Schünemann), um empresário do ramo musical que investe suas últimas economias em juntar quatro meninos (daí o nome da série) e criar uma boyband, onde os quatro integrantes tem que ser exatamente iguais. O problema é que os meninos são totalmente diferentes, e toda vez que eles se unem e fazem o oposto que Zé manda, a ideia dá certo.

O elenco conta com os meninos Gabriel Santana, Apolo Costa, Matheus Lustosa e o youtuber Pedro Rezende, do canal Rezende Evil. Manu Gavassi também estréia na série como a filha de Zé.

A série irá contar com músicas originais em português e espanhol e veiculação junto a Disney, passando em toda América Latina, basicamente, ao mesmo tempo. A Sony Music distribui as músicas. Z4 será um projeto 360, contando com a série de televisão, canais no youtube, EPs, álbuns e conteúdo exclusivo nas redes sociais.

Recheada de convidados especiais, música e humor a série será para toda a família, mostrando uma grande aposta da Disney e do SBT, investindo alto em um roteiro com características para internacionalização.

Logo da série “A Garota da Moto”. (📷 Divulgação)

Depois de dois anos, a parceria entre a Mixer e o SBT, que registrou a segunda maior audiência da emissora, na época de sua exibição, voltará com tudo! Com estréia prevista para novembro, a segunda temporada de A Garota da Moto irá entregar em seus 26 novos episódios “uma série com o ritmo mais acelerado, muita ação, com episódios mais coesos e bem escritos.” Afirma João Daniel Tikhormiroff, diretor artístico. Segundo ele, foi necessário esse hiato de dois anos para colher os frutos da primeira temporada, amadurecer o produto e desenvolver uma temporada bem maior, com novos vilões e reviravoltas muito importantes.

A atriz Ana Flávia Cavalcanti estará na segunda temporada, como a vilã Naomi, que irá se unir a Bernarda (Daniela Escobar) na prisão. A protagonista Joana (Christiana Ubach), a continuará tendo seu filho como seu maior amor e fazendo de tudo para protegê-lo.

A equipe confirmou e apresentou, em primeira mão que, a terceira temporada já está nos trilhos e que um longa-metragem da série já foi confirmado, começando suas filmagens em setembro e com estreia prevista tanto nos cinemas, quanto no SBT.

Quem quando criança ou adolescente não adorava ouvir e contar lendas urbanas?, quem não morria de medo do homem do saco?, ou de olhar no espelho do banheiro e ver uma entidade loira assustadora? As Lendas Urbanas são parte bem forte da cultura brasileira, e são transmitidas a gerações, de diversas formas. Com esse pensamento, a Record TV anunciou sua mais nova série, apostando no terror: Lendas Urbanas.

Com estréia marcada para setembro, Lendas Urbanas será um grande diferencial na programação da emissora. Em um painel exclusivo na Rio2C®, o diretor Fernando Coimbra (O Lobo Atrás da Porta), a atriz Natália Lage (Vai que dá Certo), o diretor de fotografia Adrian Teijido (O Palhaço) e o diretor executivo Marcos Araújo, a produtora Sentimental Filmes, compartilharam vários detalhes sobre a série e mostraram um vídeo exclusivo do primeiro episódio, A Loira do Banheiro.

Lendas Urbanas vai se aprofundar na dualidade do terror psicológico, onde temas de relevância atual irão se misturar com lendas conhecidas por todos os brasileiros. Composta por cinco episódios, em que cada irá se focar numa lenda específica, com personagens e  situações diferentes, a série pretende prender telespectadores e reformular a forma que a televisão aberta lida com produções do gênero, respeitando a audiência da emissora, e fazendo a empresa se relacionar com os personagens, além de colocar em dúvida a sanidade dos mesmos. Foram divulgados os nomes e as sinopses dos cinco episódios da primeira temporada:

A Loira do Banheiro  Uma menina (Duda Balestero), que após ser escolhida para discursar em sua formatura começa a sofrer pressão da mãe (Rafaela Mandelli) para emagrecer e entrar em um vestido, a partir disso ela desenvolve uma bulimia nervosa, passando muito tempo no banheiro. Só que aos poucos, ela percebe que não está sozinha.

Homem do Saco Uma babá que teve uma criança sequestrada em um trabalho há muitos anos atrás, se vê obrigada a cuidar de seu sobrinho, uma criança difícil e durante o trabalho ela começa a desconfiar que alguém pode estar querendo roubar a criança.

Boneco Amigão – Baseado na lenda do Boneco do Fofão, conta a história de uma mulher, (Natália Lage) que após dar a luz a seu segundo filho começa a perder o controle de sua vida, seus filhos, trabalho, amamentação e vida familiar. Quando sua sogra presenteia o neto mais velho com um Boneco Amigão, as coisas começam a se complicar.

Gangue do Palhaço – Uma socialite desconfia que seu marido, um homem que provoca crimes para fazer sua empresa de segurança crescer, está associado com a lenda da Gangue do Palhaço.

Quadro do Menino que Chora – Um médico de índole questionável dirige um experimento sobre um medicamento controlado, pressionado por resultados ele começa a aumentar a dosagem desse medicamento nos pacientes, e ao ganhar um quadro de uma criança chorando, ele começa a achar que o quadro está trazendo a tragédia para sua vida.

Segundo a equipe, foi sentida uma certa inquietação quanto a gênero de terror no brasil, por ser destinado a um público muito específico, ainda existe uma certa resistência em fazer produções do gênero, e “usar a televisão, pode se quebrar essa barreira, focando na nossa realidade e trazendo uma experiência muito forte para o público“.

“Da América Latina para o Mundo”, esse foi o tema do painel da Netflix realizado nesta sexta-feira (06/04), na Rio2C®. O painel contou com a participação de Natasha Ybarra-Klor, co-criadora e roteirista de Ingobernable, Pedro Aguilera, criador e roteirista de 3%, primeira série brasileira distribuída pelo serviço de streaming, Rita Moraes e Felipe Braga produtora e showrunner, da vindoura série Samantha! para falar sobre os produtos latino-americanos da empresa e sua distribuição ao redor do mundo.

A Netflix tem investido muito em produções originais de diversos países, e sua expansão na América Latina é notável e, de acordo com Moraes, mediadora do bate-papo, o foco da empresa são ”produções locais com audiência global”, dando total autonomia de produção aos criadores.

Para Natasha Ybarra-Klor a parceria com o serviço de streaming foi a melhor possível, vindo do ramo das telenovelas mexicanas onde ela, por ser mulher, só poderia ser roteirista, muitas vezes nem podia conversar com produtores e diretores. Criar Ingobernable foi uma quebra de paradigmas pra ela, onde aprendeu, ensinou e colheu frutos mais do que satisfatórios nessa parceria entre México/EUA, podendo trabalhar num produto que é a cara do México de forma internacional.

Escrever Ingobernable foi um processo de desconstrução como mulher e roteirista. O incrível da Netflix é que todas as pessoas do mundo assistem ao mesmo tempo, e a resposta disso é surpreendente! Essa é a Experiência Netflix“. Pontou Ybarra-Klor.

A produtora também falou um pouco sobre a diferença de escrever uma telenovela e uma série para streaming, ressaltando que neste último, a repetição deve ser a mínima possível, diferente das novelas, para que o espectador não tenha vontade de parar de assistir.

Em Ingobernable conta a história de Emilia Urquiza (Kate Del Castillo), a primeira-dama do México, uma mulher forte e capaz de fazer tudo para chegar onde quer, tendo como objetivo ter a paz em seu país mas as coisas começam a se complicar quando Emilia perde a fé em seu marido, o Presidente Diego Nava (Erik Hayser).

Pedro Aguilera compartilhou algumas novidades sobre a segunda temporada de 3%, falou sobre como para ele, criador da série, é importante “não ter uma série morna, sim ir até o fundo das emoções“, e pensando nisso eles investiram para expandir a mitologia da série, e prometeu que o que se assistirá, será bastante do ‘Maralto’ na segunda temporada. Aguilera apontou ainda para a importância de se ter um produto de conteúdo totalmente brasileiro, porém que lida com essas questões globais, e todos os públicos podem se identificar.

Em 3%, em um futuro pós-apocalíptico com um planeta devastado, o Continente é um lugar de pobreza, miséria e morte, mas todo cidadão ao completar 20 anos tem a oportunidade de passar pelo Processo, uma prova física, mental e psicológica que dá ao candidato a oportunidade de ir para o Maralto, um lugar com amplos recursos e uma vida melhor. Só que apenas 3% dos candidatos consegue passar no Processo.

Já Rita Moraes e Felipe Braga trouxeram novidades sobre a mais nova série brasileira da Netflix: Samantha! A série será uma comédia de humor negro, centrada em Samantha, uma jovem que foi uma estrela nos anos 80, e que agora, esquecida tenta fazer tudo para voltar aos holofotes. Com uma protagonista tipicamente brasileira, Felipe Braga falou que a série veio como um ótimo desafio, tendo em vista que os ”serviços de streaming representam um novo comportamento de audiência, criando uma pressão narrativa” fazendo com que os produtos se empenhem a capturar o expectador.

Foi mostrado um trecho exclusivo (e muito divertido) de Samantha! , e um vídeo das produções latino-americanas do Netflix.

A empresa tem se destacado como líder do segmento de streaming, e pelo material apresentado vemos que não é em vão. A preocupação deles com entregar conteúdo de qualidade de todas as partes mundo mostra uma troca de experiências globais, além de ressaltar uma das características mais importantes da Netflix: inclusão.

Confira abaixo os trailers de Ingobernable e da segunda temporada de 3% :

A Marvel é, sem dúvida, uma das maiores empresas do ramo de entretenimento do mundo (ou pode-se dizer da galáxia?). Milhares de fãs acompanham ansiosamente seus filmes, desenhos, quadrinhos e os mais diversos produtos. A Marvel vem investindo em conteúdo e na expansão de seu universo, se focando em todas as faixas de idade. A Rio2C® trouxe, com exclusividade, Cort Lane, Vice-Presidente da Marvel para Animação e Entretenimento Familiar para um painel exclusivo: “O Negócio do Universo da Marvel!”

No painel, Cort, com muita empolgação e bom humor, trouxe várias novidades e conteúdos exclusivos sobre o futuro das animações da Marvel. O executivo trabalha coordenando as equipes que desenvolvem as animações da empresa. O foco dele atualmente são animações para as faixas de 3 a 6 e de 7 a 12 anos. Seus programas-chave para isso são dois: Marvel Super Hero Adventures, que é focado em crianças mais novas, faixa etária de jardim de infância e pré-escola e o grande lançamento de animação da empresa esse ano: Marvel Rising: Secret Warriors, com foco principalmente em meninas de 7 a 12 anos.

Em Marvel Super Hero Adventures o Homem-Aranha junta vários heróis e ensina sobre amizade, família, erros e acertos e praticar o bem de uma forma didática e perfeita para crianças pequenas.

A nova série do Homem-Aranha também foi um dos assuntos mais legais do painel, com sua segunda temporada para estrear, a animação mostra um lado mais moderno do cabeça de teia, Peter é um jovem cientista que precisa lidar com as dificuldades de ser jovem, cientista e Homem-Aranha ao mesmo tempo. Cort falou que ele é o herói da Marvel que mais faz sucesso, e que dentro da empresa eles tem uma lista de nove atributos que fazem Peter Parker/Homem-Aranha ser o favorito de quase todo mundo, resumindo, ele é um personagem que perde. Quando Homem-Aranha perde, Peter Parker ganha, e quando Peter perde, o Aranha ganha. Ele vive a vida tendo que fazer escolhas e abrindo mão de coisas e isso faz com que as pessoas se conectem com o personagem.

O grande destaque do painel foi o conteúdo exclusivo revelado sobre a nova série: Marvel Rising: Secret Warriors, que irá abordar a vida de vários pré-adolescentes com poderes que se unem não só para combater o mal, mas também para lidar com os dilemas da vida. Nas ruas, vestidos com seus uniformes, os personagens são treinados por ninguém menos que a Capitã Marvel! A série terá como protagonistas a Mrs. Marvel, a Garota Esquilo e a Spider-Gwen, contando com outros personagens, como Inferno, Patriota, America e Quake. Apostando alto na diversidade dos personagens, que são de diferentes nacionalidades, tipo de corpo e de personalidade, Marvel Rising: Secret Warriors promete arrebatar crianças (e adultos) de todos os gêneros.

Lane falou um pouco sobre Pantera Negra, e como o universo de Wakanda será expandido em animações, e que diversos heróis estarão compartilhando as telas dos desenhos animados. Essas novas animações estarão presentes de forma não linear, em episódios, vídeos no Youtube, Instagram e até mesmo como mini-filmes, ou série linear em canais de TV. A Marvel está dando aos distribuidores a chance de passar esse conteúdo da forma que melhor atinja o público alvo.

Cort Lane disse que a ideia principal do negócio do universo da Marvel, é a acompanhar o público alvo desde a primeira infância, fazendo ele se relacionar e crescer com os personagens, passando por diferentes produtos, voltados para idades específicas e a chave disso é a diversidade e humanidade presente em seus personagens.

The Handmaid’s Tale foi sem dúvida a série mais marcante do ano passado. Nela, em um futuro não tão distante assim, a humanidade se tornou quase toda estéril, e um golpe de estado transformou os EUA em “Gilead”, um território de governo totalitário e teocrata. As mulheres capazes de engravidar são transformadas em aias, que irão gerar os filhos dos homens poderosos da nação. Nesse contexto, o telespectador é apresentado a Offred (Elisabeth Moss), uma aia que já teve outro nome, uma família, uma filha e através dela o público se lança na vida e rotina de uma Aia e em suas relações com o Comandante (Joseph Fiennes), sua esposa Serena (Yvone Strahavoski) e seu desejo de escapar e achar sua filha e seu marido Luke (O.T. Fagbenle).

Bruce Miller é criador, produtor e roteirista da produção e, nesta quarta-feira, 04 de abril, marcou presença na Rio2C® em um painel sobre a série e na coletiva de imprensa.

Durante o painel, Miller falou sobre o processo de escrita e produção da série, explicando sobre as dificuldades e maravilhas do processo criativo. Se assumiu como fã louco do livro e falou sobre a recepção do público com relação a ele, como homem, ser showrunner da série, sobre a forma que ele se relaciona com a história e contou diversas histórias sobre as gravações e como é trabalhar em The Handmaid’s Tale e em especial ao lado de Elisabeth Moss apelidada de “Lizzie” que ele não poupa elogios, dizendo que a atriz, que também é produtora da série, está presente em todos os momentos da filmagem e edição.

Na entrada do painel havia uma fila de Aias para recepcionar o público

Miller falou sobre as dificuldades de adaptar o livro, e que com a consultoria de Margareth Atwood, autora do livro, ele conseguiu fazer uma ótima transição das páginas para as telas, pensando em como foi impressionante a autora se lembrar de cada detalhe que estava pensando quando escreveu o livro, que foi publicado há trinta e cinco anos.

O produtor é extremamente minucioso em seu trabalho, e apontou diversos detalhes que provavelmente nenhum espectador conseguiu notar na série, como os quadros na casa do Comandante que são réplicas de todos os quadros do Museu de Boston, como as personagens femininas não usam nenhum tipo de maquiagem, e que devido a gravação ser feita em 4k é impossível colocar o mínimo que seja nas atrizes. Falou sobre a criação dos figurinos e como o vestido das aias, que já é uma roupa de gravidez, não sendo necessária uma nova roupa, pois a única função da aia é gerar uma criança para uma família importante.

Falando sobre o tom da série, ele disse que tem inspirações em filmes dos anos 1970, como  O Bebê de Rosemary (Roman Ponlanski) e O Iluminado (Stanley Kubrick), além de tentar mesclar esse tom com o de filmes recentes que falam muito sobre a realidade atual, como Spotlight (Thomas McCarthy).

Sobre a trilha sonora, Miller disse que como a série é contada do ponto de vista de Offred, as músicas da série seriam as músicas que estão tocando na cabeça da personagem. “As vezes, em situações difíceis nossa cabeça se lembra daquela música péssima que combina muito com a situação, e nós tentamos passar isso.”

O painel teve duração de uma hora e meia, e nele o showrunner mostrou vídeos da primeira temporada, explicando o contexto em que as cenas foram mostradas, contando piadas e atentando o público para detalhes em cena, explicando passo a passo sobre as gravações e montagem da primeira temporada. O produtor estava bastante empolgado e compartilhou diversos detalhes sobre o elenco, como Ann Dowd ser “a pessoa mais doce do mundo” apesar de sua personagem, Tia Lydia ser uma das encarnações de diabo, contou também que Serena Joy (Yvone Strahavoski) é fria só em cena, e que na vida real é a “pessoa que tem a boca mais suja” que ele conhece.

O Cinerama falou com Bruce Miller na Coletiva de Imprensa após o painel, e essa conversa deu algumas informações importantes sobre a segunda temporada da série. Quando perguntado sobre a dificuldade de escrever a segunda temporada sem o apoio do livro, Miller respondeu que para ele foi muito mais fácil continuar a história, pois a primeira temporada, usando o livro, lançou as bases para as temporadas seguintes, e que como ele trabalhou com programas totalmente originais, para ele foi muito tranquilo escrever a nova temporada. A reportagem questionou também sobre o desenvolvimento de Offred/June nessa temporada e ele apenas pediu desculpas pelo que vai fazer o público passar.

Bruce disse que o telespectador irá conhecer as Colônias, para onde os degenerados são enviados, que os fãs entenderão melhor a questão da fuga para o Canadá e sobre a situação que os refugiados passam lá. Talvez também se descobrirá o destino de Ofglen (Alexis Bledel) e também haverá flashbacks sobre a estruturação de “Gilead”. Ele promete uma temporada muito difícil de ser assistida “Não por ter mais crueldade, mas por serem muito realistas“.

The Handmaid’s Tale exibe sua primeira temporada no Brasil através do canal por assinatura Paramount aos domingos às 21h. A segunda temporada estreia no dia 25 de abril, na plataforma de streaming Hulu.

Confira o trailer da segunda temporada abaixo:

RIO DE JANEIRO – Entre os dias 03 e 08 de abril, as principais empresas, agências, canais de streaming e produtoras estão na Rio Creative Conference® (Rio2C®), maior evento de negócios da América Latina, que tem como foco a indústria audiovisual, abrangendo marketing, música, posicionamento de marca e compra de conteúdos exclusivos para grandes nomes do entretenimento.

Pensando nessa questão do ”novo audiovisual” o evento contará com as participações de Bruce Miller, criador do sucesso The Handmaid’s Tale, o executivo Cort Lane, da Marvel e Elena Soares, roteirista de O Mecanismo, da Netflix, o Ministro de Estado da Cultura, Sérgio Sá Leão, entre outros.

Pitchings, debates, workshops e painés exclusivos irão rechear as mais de 180 sessões propostas pelo evento. Com a inovação como tema principal, o evento tem como destaque uma arena de Realidade Virtual e Realidade aumentada, contando com mais de 25 atividades totalmente interativas trazidas por grandes empresas como a Playstation, Within e Ryot. Um dos painéis mais esperados é o de Chance Glasco, um dos cofundadores da franquia Call of Duty.

Rio2C® aposta na diversidade de seu conteúdo. Rock In Rio, Inteligência Artificial, canais de YouTube (como o Porta dos Fundos), grandes emissoras de TV (HBO, Rede Globo) e serviços de streaming (Netflix, Crackle), prometem vir com tudo e continuar revolucionando a indústria do entretenimento.

Só negócios? Não! Tem diversão também!

Um grande diferencial da Rio2C® é a mistura de tudo que é interessante. Além dos painéis e da programação voltada para a área de business, o evento realizará um festival aberto ao público, que será a junção de diversos festivais de música independentes. Karol Conka, Emicida e Plutão já foi Planeta são alguns dos nomes que prometem estremer a Cidade das Artes. Isso sem falar nas arenas de AR E VR liberadas pra todos os que marcarem presença no festival!

O primeiro dia da Rio2C®

No primeiro dia do evento, o público e a imprensa foram apresentados a imensa estrutura que será explorada durante toda essa semana. O foco desse primeiro dia foi de ambientar e envolver o público nos assuntos base que irão se desenvolver durante a conferência.

Diversidade, força feminina, produtos que façam os investidores saírem da caixinha e arrebatem o público, que além de se envolver deve aprender e crescer junto com esses conteúdos.

Além disso, foi apresentada as grandes empresas que apostaram em suas marcas para dar maior visibilidade a minorias, conhecer um pouco sobre a inteligência artificial e como a música faz toda a diferença na experiência como produtores e consumidores de conteúdo. Também foi abordado como a produção de conteúdo de ficção e sobre o posicionamento de marcas na sociedade atual.

Apesar de alguns expositores grandes não terem montado seus estandes, deu para observar bastante coisa boa. A Globo expôs os figurinos de suas novelas e apresentou um pouco sobre o processo de produção dos guarda-roupas e como eram selecionados os looks para cada personagem. O público conheceu um pouco sobre o serviço de streaming de música da Universal, espaços de co-working e a sensacional maquete de Lego® da cidade do Rio de Janeiro.

O primeiro dia da Rio Creative Conference® fez mais do que mostrar todo o potencial do evento, ele elevaram o espectador para um novo patamar da inovação audiovisual.

Rio2c® acontece de 03 até 08 de abril na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. Você pode conferir a programação e o comprar os ingressos no site oficial (rio2c.com).

A fórmula das comédias românticas teen está cada dia mais ultrapassada, o número de produções do gênero tem caído e as histórias simplesmente parecem não saber aonde ir. Como revitalizar um gênero de forma original e repaginada para uma nova geração? Talvez a resposta tenha estado sempre na nossa cara. Baseado no livro Simon e a Agenda Homo Sapiens da escritora Becky Albertalli e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, o filme Com amor, Simon chega em diversos cinemas selecionados nesta quinta-feira, 22 de março, e estreia no dia 05 de abril em circuito nacional. Produzido e distribuído pela 20th Century Fox, o longa-metragem promete arrebatar uma legião de fãs do gênero, abordando um assunto extremamente pertinente aos dias atuais.

Simon Spier (Nick Robinson, de Jurassic World) é um adolescente como outro qualquer, morador de uma cidade pequena, ele vive uma vida feliz. Ele tem pais amorosos e compreensivos, uma irmã que ele adora e os melhores amigos do mundo. O único problema é que Simon guarda um segredo sobre si: ele é gay e não sabe muito bem como lidar com isso. Um dia, no blog de fofocas da escola, alguém posta um desabafo sobre como é estar dentro do armário no ensino médio. Ocultando suas identidades, Simon e o garoto começam a trocar e-mails, e de forma inevitável ele começa a se apaixonar pela pessoa do outro lado da tela e usa as poucas informações que possui pra tentar descobrir quem é o rapaz misterioso. Em um momento de distração, Simon deixa seu e-mail aberto no computador da escola, e quando um aluno insuportável vê, começa a chantagear o garoto, ameaçando vazar os e-mails no blog de fofoca caso Simon não o ajude a conquistar uma amiga.

Com leveza e simplicidade, Com amor, Simon aborda todas as questões conflitantes da adolescência sem deixar passar a verdade sobre essa época de transição. A questão da sexualidade do protagonista não poderia ser mostrada de forma mais real. Ele é um menino feliz, que tem tudo mas que não se sente seguro para se posicionar e se afirmar. Ainda hoje, sair do armário ainda é um desafio envolvendo segurança, maturidade e respeito. O longa é tão sensível (sem tirar os pés do chão) ao abordar todos os lados da situação que é praticamente impossível o espectador não se envolver com os personagens.

Com amor, Simon é muito poderoso no sentido de mostrar que todas aquelas situações são normais. A forma que Simon se posiciona cedendo a chantagem, as reações de sua família, as confusões com seus amigos. Tudo isso pode estar acontecendo em qualquer lugar. E mais importante que isso, ele afirma que o poder de se afirmar deveria estar unicamente nas mãos da própria pessoa.

O sorriso tímido de Simon, as personalidades diferentes e ainda que pouco exploradas de sua família e amigos e a representatividade presente em cada um dos personagens tem uma carga emocional muito forte no filme. É impossível sair do cinema sem sentir seu coração aquecido. Com amor, Simon acerta em cheio em seu maior alvo: Seja você mesmo.

Assista ao trailer:

Em Por Trás dos Seus Olhos, Gina (Blake Lively, de Gossip Girl) ficou cega após um acidente de carro que tirou a vida de seus pais na infância, agora adulta e casada, a jovem vive uma vida com todas as limitações inerentes a sua deficiência. Ela tem como seu maior apoio e ponto de referência seu devotado marido James (Jason Clarke, de Evereste). Após se consultar com um especialista, Gina realiza uma cirurgia que a permite voltar a enxergar. Ela tem a possibilidade de redescobrir sua independência, descobrir novamente a vida e buscar coisas para seu casamento e si mesma, mas a partir disso James se sente como um acessório inútil na vida da mulher, que antes, mesmo que de forma inconsciente, ele controlava.

O filme é contado a partir dos olhos de Gina, muitas vezes de forma literal, o que prejudica bastante o desenrolar de algumas cenas onde só se ver borrões e vultos, o uso desnecessário dessa técnica corta um pouco o andamento de situações que deveriam ser muito importantes dentro do longa-metragem.

Marc Foster e Blake Lively durante as filmagens do longa (📷 Roland Neveu / Dimension Films )

Mesmo aos tropeços, o filme é bastante assertivo na disputa de poder e individualidade entre seus protagonistas. Suas opiniões se chocam, entrelaçam e a cada momento fica mais evidente que a dinâmica relacional que antes funcionava muito bem, agora se tornou inútil e perigosa. Lively se entrega em uma atuação meiga e sincera, explorando todas as camadas que o confuso roteiro permite a ela, ofuscando seu colega de cena. Clarke não tem o espaço necessário para desenvolver seu personagem de forma mais crível.

Os questionamentos sobre casamento, individualidade, interdependência e abuso dentro de um relacionamento, são colocados de forma bastante sutil dentro da trama, trazendo uma certa profundidade no roteiro, e casando com a protagonista, esse foi o maior acerto do diretor Marc Forster (Guerra Mundial Z). Porém o roteiro acaba por se confundir em algumas situações mais pontuais dentro do filme.

O grande tema de Por Trás dos Seus Olhos é a fragilidade das relações humanas e a forma que essas relações se transformam, seja através de eventos traumáticos, decisões ou apenas a incompreensão de pessoas que simplesmente não estão na mesma página, e em meio a altos e baixos o filme cumpre sua função de forma delicada e assertiva.

O  filme estreia nos cinemas brasileiros no dia 22 de março, distribuído pela Paris Filmes.

Assista o trailer abaixo:

Filmes baseados em jogos sempre são um desafio, que na maioria das vezes dão totalmente errado. Após quinze anos fora das telas, o público é apresentado a mais uma série de jogos Tomb Raider, este ganhou mais uma adaptação nos cinemas, trata-se Tomb Raider: A Origem, que estreia nesta quinta-feira, 15 de março, em circuito nacional. A dúvida sobre a qualidade do novo filme de Lara Croft vem assolando a internet desde que a divulgação do filme começou. Finalmente os fãs do game poderão conferir o resultado final.

Sete anos depois de o desaparecimento de seu pai, Lara Croft (agora vivida pro Alicia Vikander), vive uma vida simples e errante, passando seus dias como entregadora de um delivery e lutando box numa pequena academia. Após um incidente, ela é pressionada por sua antiga guardiã para tomar o controle da empresa da família, a Croft Holdings. Na reunião de assinatura dos papeis, Lara recebe uma chave deixada pelo pai, e finalmente tem a chance de obter respostas sobre a possível morte dele, descobrindo que o mesmo estava atrás de uma lendária tumba em uma ilha misteriosa e que uma organização secreta estava seguindo seus passos atrás do mesmo tesouro.

Lara então decide ir sozinha procurar a tal ilha e descobrir o que realmente aconteceu com seu pai, lá ela precisa testar todos os seus limites, encarar o passado e sobreviver.

Daniel Wu e Alicia Vikander em “Tomb Raider: A Origem”. (📷 Ilzek Kitshoff / Warner Bros. Pictures)

Muito diferente do que se esperava, Tomb Raider: A Origem não é um filme de ação ininterrupta e sem sentido, pelo contrário, ele se apoia na força da transformação de sua protagonista em uma sobrevivente. Com poucas situações divertidas e uma boa dose de ação e drama executada da melhor forma possível, o filme surpreende.

Lara não é uma heroína, ela tem muitos defeitos e diversos limites. O filme acerta em acentuar isso, usando a inteligência da protagonista como seu principal meio de salvação. O espectador assiste a jovem sangrar, gritar e sofrer, mas nunca em vão.

Em uma atuação forte, aliada por um elenco secundário regular, Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa) encarna uma Lara cheia de conflitos, em que todas as suas decisões realmente têm o peso de vida ou morte e isso fica evidente para o espectador. O filme é dela e sobre ela e isso é uma coisa ótima.

Pra quem jogou os novos jogos, a relação entre a experiência cinematográfica (se possível, assista em IMAX) e a experiência do jogo é muito bem feita, com cenas que parecem diretamente saídas do original.

Lara Croft é a personagem feminina mais importante da história dos videogames, e seu novo filme tem tudo para agradar tanto os fãs saudosos da personagem, quanto os novos também. Juntando força e inteligência, Tomb Raider: A Origem traz o melhor do cinema de ação atual, se apoiando numa mulher forte e independente.

Assista ao trailer:

O canal por assinatura HBO vem fazendo história a bastante tempo na entrega de suas séries originais. Com produções diversificadas, ambiciosas e de qualidade inquestionável o canal vem oferecendo o melhor em conteúdos totalmente exclusivos.

A diversidade dessas produções não se dá apenas nos temas principais de suas séries, mas também na escolhe das equipes de produção, atores e assuntos extremamente importantes que geralmente não são abordados de forma tão direta em séries de outros canais, isso transformou a HBO no maior canal de assinatura do mundo.

Dentre dezenas de séries fantásticas é muito difícil eleger as melhores, porém não é impossível e abaixo você pode conferir quais são as melhores séries da HBO!

 

Westworld (2016- )

Apesar de conter apenas uma temporada, a série conquistou milhares de fãs ao redor do mundo numa trama de ficção-western complexa e que vai fazer a sua cabeça explodir. Baseado num filme dos anos 70 de mesmo nome, Westworld conta a história de um parque futurista que simula um mundo o velho-oeste americano. Lá, os convidados pagam uma imensa soma em dinheiro para viverem uma total imersão na época. Eles podem fazer de tudo, matar, desbravar lugares escondidos, caçar recompensas e até cometer crimes. Essa simulação se dá através de robôs movidos por uma inteligencia artificial, que após cada simulação tem sua programação apagada para recomeçar uma nova história. Mas o que aconteceria se os robôs começassem a desenvolver a consciência?

A segunda temporada da série é uma das estreias mais aguardadas do canal, e irá estrear ainda esse ano!

Silicon Valley (2014- )

A série conta a história de seis programadores que buscam o sucesso no vale do silício. O programador Richard desenvolve um algorítimo inovador para a compressão de arquivos e isso o coloca numa encruzilhada: vender a tecnologia por um valor imenso para uma empresa, ou fundar seu próprio negócio? De uma forma ácida a série mostra como é a vida dentro do maior parque de inovação tecnológica do mundo e como é a rotina dos programadores, profissão que nem sempre temos noção do que é e de como funciona.

Six Feet Under (2001 – 2005)

Um dos maiores sucessos do canal, a história gira em torno da família Fisher, que após a morte do patriarca se vê obrigada a se juntar para tocar o negócio familiar: uma funerária. Falando abertamente e de uma forma não convencional a morte, a série traça um paralelo ao destino final de todos nós com os dilemas e desafios enfrentados pelos Fisher, envolvendo traição, homossexualidade, relação interiores, problemas emocionais, filosofia e religião.

Veep (2012- )

Estrelando a Julia Louis-Dreyfus, conta a história de Selina Meyer, uma antiga senadora que se vê totalmente despreparada ao assumir a vice presidência dos EUA. Quando o presidente atual entra em uma condição de saúde preocupante, Selina e sua equipe precisam encarar o fato que ela pode vir a assumir o cargo e começam a lidar com dezenas de questões políticas.

A série, apesar de ser uma comédia dá um banho em quase todas as séries sobre política em exibição. Julia é uma excelente atriz e a cada episódio o expectador se vê mais envolvido com ela e as situações no mínimo cômicas que a personagem enfrenta.

True Blood (2008 – 2014)

Do mesmo criador de Six Feet Under, a série adapta os livros de Charlaine Harris (The Sookie Stackhouse Chronicles) e conta a história de Sookie uma garçonete telepata que vive na pequena cidade de Bon Temps, em um mundo onde os vampiros lutam pelo seu lugar e sua igualdade aos seres humanos. Um dia, a cidade recebe seu primeiro vampiro, Bill Compton, e Sookie, sem conseguir ler a mente do sanguessuga fica muito curiosa a seu respeito o que a leva em uma relação de altos e baixos num universo onde as criaturas da noite estão cada vez mais entre os humanos.

A série se manteve do início ao fim, acertando em cheio no gótico-sulista, no gore e no tom ácido que ela sempre adotou. Recheada de sexo, suor e sangue, True Blood deixou saudades quando acabou.

OZ (1997 – 2003)

Mostrando toda a rotina do sistema carcerário da prisão Oswald, conhecida publicamente como OZ. Abordando de forma realista temas inerentes a vida dos presos, como o sexo, as drogas, a privação de direitos básicos e a violência a série chocou o mundo durante sua exibição e fez história mundial.

True Detective (2014- )

Criada pelo Nic Pizzolatto, a antologia tem como base crimes obscuros e únicos e sua resolução (ou não) pelos detetives encarregados de cada caso. A primeira temporada foi recorde de audiência e premiações, contando a história de Rust e Martin, dois detetives que vivem uma caçada de 17 anos a um serial killer com tendências ritualísticas na Louisiana.

Devido ao grande sucesso da primeira temporada, as expectativas para a segunda foram altas, e quando ela foi lançada a inevitável comparação quase fez a série ser cancelada. Apesar disso a segunda temporada é muito boa, e muito diferente da primeira, contando a história de três detetives de agências governamentais diferentes que se juntam em um assassinato em uma cidade corrupta, fechada e manipulada por um gangster.

A terceira temporada foi confirmada e terá sua estréia em 2019.

Sex and the City (1998 – 2004)

A premiada série fez história nos anos 90, ao colocar homens e mulheres no mesmo patamar sexual. Carrie Bradshaw é uma jornalista que escreve uma coluna de sexo num importante jornal de New York. Nele, ela relata as aventuras sexuais e amorosas dela e de suas amigas, mostrando a forma como homens e mulheres se relacionam através do sexo, do amor e da amizade.

Sex and The City é uma das séries mais famosas de todos os tempos e teve duas continuações em filme.

The Sopranos (1999 – 2007)

Uma das séries mais importantes de todos os tempos, Sopranos foi uma das produções que marcou o início da nova era das série de televisão. Onde não havia lados, bons ou maus, certo e errado. A série conta a história do mafioso Tony Soprano, que após um ataque de pânico procura ajuda profissional para lidar com todas as áreas de sua vida que parecem colidir.

Considerada por alguns a série mais bem escrita de todos os tempos, The Sopranos foi premiada, adaptada para livros, jogos e músicas e figura no top 5 das maiores séries de todos os tempos.

Game Of Thrones (2011- )

GoT é a série mais assistida de todos o tempos, a maior série de televisão já feita e todo o hype em cima dela não é a toa. Contando a história de Westeros, uma terra medieval governada por casas, somos apresentados a família Stark, protetora e governante do norte. Após a morte de da Mão do rei, o governador geral do reino, o rei Robert Baratheon pede a Eddard Stark que vá a capital servir como nova mão. Eddard desconfia que seu antecessor foi assassinado pela família da rainha e aceita o convite, começando a investigar a misteriosa morte. Essa sinopse é extremamente pequena comparada a tudo que acontece na série e o que ela é.

Game of Thrones tem feito história numa produção cinematográfica arrebatadora e sua última temporada promete quebrar televisões, matar a internet e levar seus expetadores a loucura.

As séries podem ser assistidas na HBO GO, o serviço de streaming do canal que você pode acessar por aqui.

Essa semana, em um comunicado oficial nas redes sociais, Anne Rice, autora de best-sellers como Entrevista com o Vampiro e A Rainha dos Condenados anunciou que o roteirista e diretor Bryan Fuller irá ser o showrunner da série The Vampire Chronicles, que irá adaptar a série de livros de mesmo nome da autora.

Após sair da direção da série American Gods e deixar a série um pouco sem rumo, Fuller irá se comprometer em pegar outra adaptação quase tão intensa e complexa quanto a do livro de Neil Gaiman.

Poucos detalhes sobre The Vampire Chronicles foram divulgados, o que se sabe é que Anne Rice e seu filho Christopher estão desenvolvendo a série junto a Paramount, e após uma longa negociação sobre direitos autorais a escritora terá total controle criativo sobre a série e produção.

As Crônicas Vampirescas são uma série de 14 livros publicados entre 1976 e 2017. Os livros conta a história da raça dos vampiros, tendo como protagonista o icônico Vampiro Lestat. Houveram duas adaptações envolvendo os livros, a primeira foi o filme ”Entrevista com o Vampiro” de 1994 que se tornou um clássico. A segunda, e não bem sucedida foi a adaptação de ”A Rainha dos Condenados”, que Rice alega não ter nenhum envolvimento.

Mais nenhum detalhe foi divulgado a respeito da vindoura série de TV, e segundo Anne mais informações serão divulgadas esse ano e é possível que a série estreie em 2019. 

A lua de mel é provavelmente o primeiro momento que duas pessoas encaram o fato de que estão casadas e podem finalmente se curtir e estar juntas. É o esperado início de ouro de todo casamento, são aqueles dias de paz que precedem toda uma vida juntos, e quanto melhor a lua de mel, maior as expectativas para a vida a dois. E quando a lua de mel começa a dar errado?

Honeymoon conta a história de Paul (Harry Treadaway) e Bea (Rosie Leslie) em lua de mel na cabana de caça da família dela, num lago bem distante da cidade. Após um início maravilhoso, Paul encontra a esposa no meio da floresta a noite, vagando nua e desorientada. Nos dias se que seguem Bea começa a se mostrar distante e estranha. O marido, muito preocupado  começa a pressionar a esposa na tentativa de descobrir o que aconteceu e aos poucos ele vai desconfiando que alguma muito horrível aconteceu com a esposa na noite que ele a achou na floresta.

No primeiro momento o filme constrói o casal para o espectador e eles são a coisa mais linda do mundo, e ao decorrer do filme conforme tudo vai indo por água a baixo, o espectador também se sente no meio dessa ruptura. A relação do casal e a ameaça que espreita pelas janelas são mostrada através de um clima sombrio, pegajoso e natural.

Honeymoon é um filme extremamente simples, e isso é seu maior acerto. Ele se apoia nas atuações sensacionais e assustadoras de seus protagonistas. Os atores estão tão dentro de seus papéis que é completamente possível esquecer quaisquer trabalhos que eles fizeram anteriormente.

Trazendo o melhor estilo das produções independentes de terror, Honeymoon é um filme macabro, que explora a fragilidade de uma relação conjugal quando ela se choca com algo que uma das partes não consegue compreender. É impossível não se colocar no lugar dos protagonistas durante todo o filme.

Honeymoon não é um filme de terror como todos os outros, é um filme que muito tempo depois de assistir vai continuar na sua cabeça. De forma sugestiva e subjetiva, ele entrega um roteiro cheio de enigmas que quem vai desvendar é o expectador, é o tipo de filme que não entrega nada de bandeja, te prendendo, instigando e te deixando totalmente arrepiado.

O filme está disponível na Netflix!

Crítica | As Bruxas de Salem

 

A inquisição americana sem dúvida foi um dos piores acontecimentos dos EUA. A histeria da caça às bruxas matou dezenas de pessoas inocentes. O filme As Bruxas de Salem é uma adaptação da peça de mesmo nome escrita por Arthur Miller, que também roteirizou o filme.

O filme conta a história de um grupo de jovens, lideradas por Abigail Williams (Winona Ryder), que ao serem pegas praticando atos ‘’profanos’’ na floresta são acusadas de bruxaria. Para se livrarem da responsabilidade elas começam uma onda de acusações contra diversos membros chave da cidade de Salem, alegando saber do envolvimento dessas pessoas com o diabo.

Abigail usa desse poder de manipulação para se vingar de John Proctor (Daniel Day-Lewis), um homem sensato e íntegro, que ao se arrepender de ter tido um caso com Abigail e ser flagrado por sua esposa Elizabeth, corta relações com a amante e se dedica inteiramente ao perdão da esposa.

Os personagens são intensos, profundos e extremamente perturbados. Winona Ryder e Daniel Day-Lewis lideram um elenco extraordinário, e ajudados por um roteiro extremamente poderoso, seus personagens se opõe e sobrepõe de diversas maneiras durante o filme.

Conforme o filme vai passando, a situação que os personagens se encontram vai ficando cada vez mais difícil, e o filme acerta em cheio em manter o espectador preso, agoniado e indignado com tudo aquilo. Por ser baseado numa peça o filme mantém tem um ritmo lento e constante, o que não prejudica seu desenvolvimento.

 

As Bruxas de Salem é um filme forte e profundo que levanta questões sobre crença, família, amor e vingança. A história tem o poder de inquietar, revoltar e emocionar de uma forma muito bem executada. Vale a pena ser assistido, discutido e pensado.

Crítica | Gaga: Five Foot Two

Documentários feitos por celebridades sobre suas vidas sempre existiram. De ”Na Cama com Madonna” a  ”Beyoncé: Life is But a Dream” temos diversos trabalhos que tem apenas um objeto: humanizar quem está sob o holofote.

Lady Gaga sempre foi uma artista muito controversa e que passou por diversas fases em sua carreira. Ela passou de cantora bizarra do pop para parcerias com Tony Bennett, depois uma participação em American Horror Story para seu último disco: Joanne. Nele Gaga traz uma simplicidade diferente de tudo que já fez e o questionamento ficou no ar. Quem é  Lady Gaga?

Original Netflix, o documentário Gaga: Five Foot Two vem para mostrar quem a cantora é hoje, suas dificuldades, processo de composição e gravação do álbum, a preparação para o show do intervalo do Super Bowl e mais do que tudo para ela reafirmar seu lugar no mundo, como mulher e como artista.

O discurso feminino é bem forte durante todo o documentário e juntamente com a importância que Gaga dá a sua família tornam o documentário bem firme em seu propósito.

A fotografia é um ponto a ser destacado, pois cada take é feito especialmente para o momento que estamos vendo, harmonizando nas cores e nas expressões de Gaga, que entre suas músicas e outras nos conduzem por uma interessante experiência pelo seu EU artista.

Amada e odiada, Lady Gaga conquistou seu espaço de forma espalhafatosa, e nesse documentário vemos como ela tenta se manter e lidar com toda a pressão de sua vida pessoal, profissional e ser ela mesma.

Ainda que cheio de exageros, melodrama e momentos caricatos Five Foot Two não é uma perda de tempo, pelo contrário é um mergulho dentro de uma das personalidades mais controversas do mundo da música.

Contém Spoilers!

Remakes são sempre perigosos as mudanças feitas podem alterar drasticamente a história dos originais. Semana passada estreou o tão esperado ”O Estranho que nós Amamos’’, que dirigido pela Sofia Coppola adapta o filme de 1971 estrelado pelo Clint Eastwood. O remake possui as marcas registradas de Sofia, e é uma boa adaptação que sofreu algumas mudanças que fariam muita diferença no resultado filme. Abaixou estão as maiores diferenças entre o remake e o filme original.

Miss Martha é mais humana

Talvez essa seja a mudança que mais fez diferença no filme pra mim, a Miss Martha do original, interpretada pela ótima Geraldine Page, era uma mulher sem coração, frustrada sexualmente e que vivia em uma relação incestuosa com seu falecido irmão. Ela dirigia a escola com mão de ferro e frieza indiscutível. Nicole Kidman fez um ótimo trabalho no papel, mas ela trouxe ao papel uma humanidade que caiu bem a Martha, uma mulher que quer proteger as meninas dos horrores do mundo real. O incesto e a frieza foram deixados de lado, mas a Miss Martha de Coppola ainda é uma personagem forte e memorável.

A Casa

A casa usada na versão de 2017 é a mesma usada por Beyoncé em diversos clipes. A Madewood Plantation House já foi usada em diversas produções. A mansão encarna perfeitamente o clima gótico sulista e opressor da história, o que contribuiu para a situação sufocante que as protagonistas se encontram. Diferente do filme original, onde a casa e a fazenda são apenas o cenário, a mansão usada do Coppola  ambientou a história de forma única.

Alicia

Alicia (Elle Fanning) é a versão de Carol (Jo Ann Harris) do novo filme. Desde o momento que o soldado pisa na mansão a garota tenta de todas as formas se atirar pra cima dele. No original, Carol era vingativa e possessiva com relação a McBurny. Elle Fanning traz uma atuação poderosa e ousada em sua Alicia que imprime super bem o teor da personagem, só que sem suas paranoias.

A cena da amputação

Sem dúvida o ápice do clássico é quando após uma confusão, Miss Martha decide amputar a perna de McBurny, e todas as garotas da casa a ajudam. No remake, a cena é cortada de forma brusca e o que era pra ser o ponto alto do filme se torna mais uma cena.

Ponto de vista

A versão de 1971 é contada pela perspectiva de John McBurny, então todos os acontecimentos o colocam numa posição de certa forma compreensível. No remake temos a história pelo ponto de vista das moradoras da mansão, onde podemos perceber (mais) que o soldado é aproveitador, chantagista e perigoso.

O estranho que nós amamos está em cartaz e traz no elenco Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Collin Farrell.

Adaptações literárias tendem a ser controversas, é sempre um desafio condensar um livro em um período de tempo tão curto. A pressão dos fãs, prazos do estúdio e problemas de agenda e custo são, além de um roteiro fiel na medida certa, pontos importantes para o sucesso ou fracasso de uma adaptação.

Stephen King é sem dúvida um dos maiores autores de todos os tempos e inúmeras de suas obras foram adaptadas para o cinema e para a TV e esse ano teremos dois lançamentos de peso baseados em livro do autor: A Torre Negra e IT – A Coisa.

Os livros

A Torre Negra é composta de oito livros, somando quase três mil páginas, o que é um pouco complicado de se colocar em apenas um filme. Segundo o diretor o filme terá elementos, personagens e acontecimentos de toda a saga mas será uma história única e nova.

A produção de A Torre Negra foi cercada de imprevistos, adiamentos e problemas nas filmagens e conforme o tempo foi passando uma grande dúvida ficou no ar: vai ser uma boa adaptação ou não? O próprio Stephen King aprovou o filme, mas disse não se aproxima de nada que ele escreveu nos livros, mas que a essência é a mesma.

É um tiro no escuro adaptar uma série tão grande e tão complexa dessa forma. O filme pode ser uma maravilhosa homenagem aos livros, trazendo para a tela o que fãs do mundo inteiro esperam a anos mas também pode ser uma bomba, que adapte de forma preguiçosa e desconexa uma história tão grande. Precisamos entender que não é fácil produzir oito filmes sem ter certeza de como será o retorno, mas fazer um só, com uma hora e meia de duração é mais perigoso ainda.

Nos resta esperar que o filme seja realmente bom e que homenageie a série de King de uma forma inesperada. Com um elenco de peso e um alto custo de produção é de se esperar que o filme não vá mal de bilheteria também.

A Torre Negra estreia dia 24 de agosto e conta a história de Roland (Idris Elba), o último pistoleiro de um mundo decadente, ele procura um lugar chamado A Torre Negra, que teoricamente é uma ponte entre todos os mundo existentes e nessa procura ele precisa perseguir um mago que é apenas chamado de O Homem de Preto (Matthew MacConaughey). Essa procura pode colocar em jogo o destino de todos os universos existentes.