Autor: Gabriel Lira

A Paramount anunciou hoje que o remake do clássico de terror “Cemitério Maldito” chegará aos cinemas antes da data prevista.

Antes agendado para o dia 19 de Abril de 2019, o longa chega agora no dia 5 de abril. O filme será dirigido por Dennis Widmyer e Kevin Kolsch, responsáveis pelo filme “Starry Eyes”, de 2014.

Na trama, o médico Louis Creed muda com a mulher e dois filhos pequenos para uma casa de campo em Ludlow, Maine. Em frente à casa passa uma rodovia movimentada e, atrás, há um cemitério de animais. Por meio do velho Crandall, seu vizinho, Creed descobre também perto dali um antigo cemitério indígena, que tem o poder de mandar de volta à vida os corpos enterrados nele. Quando seu filhinho Gage morre atropelado, Creed resolve enterrá-lo no cemitério indígena e esperar por sua ressurreição.

Após deixar oficialmente a franquia Transformers, o diretor e produtor Michael Bay tem se encontrado com executivos da Warner responsáveis pela área de filmes da DC Comics para discutir sobre o filme solo do Lobo. De acordo com o site The Wrap, Bay deu dicas ao roteirista do filme Jason Fuchs sobre elementos que podem ser encaixados no longa.

Segundo as informações, o estúdio quer muito que Michael Bay dirija o filme, e está disposto a fazer alterações em qualquer área da produção para que o diretor aceite participar do projeto.

O filme do Lobo está em desenvolvimento desde 2009, e já passou por diversas mãos que recusaram o projeto. Rumores chegaram até a dizer que o filme tinha sido cancelado, mas aparentemente isso não acontecerá tão cedo.

Sem dúvidas a vida é a maior questão com a qual o ser humano já se deparou. Como ela surgiu ? Quais os motivos de nossa estadia no Planeta Terra ? O que acontece quando ela acaba, e tudo o que resta de uma pessoa são memórias ?

Provavelmente essas perguntas nunca serão respondidas, o que torna a caminhada dos terráqueos ainda mais desesperadora e sem sentido. Com mais de 7 bilhões de seres humanos habitando o pequeno planeta azul,pessoas vêm e vão, sem serem lembradas por nada do que fizeram.

Mesmo que o Dr. Manhattan considere o homem mais inteligente da Terra tão inofensivo quanto o cupim mais inteligente, alguns entram para a história, atravessam séculos, e simbolizam o que há de melhor e pior nessa sociedade inteligente. Sejam eles líderes políticos, ditadores, artistas, esportistas ou até monstros assassinos; eles fizeram o suficiente para terem seus nomes lembrados mesmo após suas mortes, e alguns tão importante que são até citados em livros estudantis atualmente. Talvez essa fama nem tenha sido o objetivo principal destas pessoas, mas de qualquer forma, a conquistaram.

Tanto no livro de John Green, ou no filme dirigido por Josh BooneA Culpa é das Estrelas retrata uma história mais triste e comum do que dois jovens se apaixonando. Augustus Waters, no filme interpretado pelo astro em ascensão Ansel Elgort, é apenas mais um no grupo de jovens com câncer, sem esperança ou um futuro muito longo.

Percebeu ? Apenas mais um. Só mais um número, uma estatística. Assim como 22 milhões de desempregados, dos quais ninguém sabe o nome ou sequer se importa, que serão esquecidos pelo tempo. É aí que Augustus começa a sua paranoia. Ele quer ser lembrado, quer fazer algo de importante que ficará eternizado. Isso de cara irrita a protagonista Hazel Grace, que vê no garoto um estilo marrento e um sonho praticamente impossível, tendo em vista as suas condições atuais.

Se você conhece a história, já sabe para onde ela partirá. Os dois adolescentes com câncer começam uma amizade que aos poucos se torna em uma paixão, viajam juntos, descobrem experiências novas juntos e Augustus começa a ‘desencanar’ da ideia de entrar para a história.

Essa não é o foco principal da trama criado por John Green, mas um dos fatores que a deixa interessante, o desenvolvimento de Augusutus e a percepção de que, sim, ele está sendo importante, mas não em níveis históricos. Ele está sendo importante para as pessoas que se importam com ele.

Talvez quando você, leitor, chegar à morte, não tenha o velório transmitido na TV ou o país inteiro chorando por sua falta, mas sim seus familiares, as pessoas que dão valor à você. Assim como o Sr. Waters, que parte sem nem mesmo mudar o eixo histórico, mas dando uma grande reviravolta na vida de quem sempre esteve por perto.

No fim, isso é o que importa. 

Os dias para a estreia de Vingadores : Guerra Infinita estão se aproximando, e a empolgação do público só aumenta. A história promete juntar todos os heróis apresentados até hoje no Universo Marvel do cinema contra o vilão Thanos.

O diretor Joe Russo em entrevista á Empire, comentou sobre o peso do vilão e o comparou ao antagonista de Star Wars.

“Darth Vader foi o vilão mais notável da minha infância e esperamos ter feito o Darth Vader da nova geração. Torcemos para que ele tenha aquela complexidade, causando medo nas pessoas, mas também as levando nessa jornada com ele. Francamente, Vingadores 3 é o filme dele.”

Vingadores : Guerra Infinita estreia no dia 26 de Abril.

E o que todos vinham especulando ao longo das últimas semanas finalmente foi confirmado. A The Walt Disney Company anunciou na manhã de hoje (14) que pagou cerca de U$54 bilhões para possuir propriedades da 21st Century Fox, incluindo a Fox Film, Fox Searchlight, Fox 2000, os estúdios de TV e os contratos com TV a cabo internacionais.

Com isso, a Disney planeja aumentar o catálogo de conteúdos para seu serviço de streaming que será lançado em 2019, já que agora é dona de franquias como Avatar, X-Men, Os Simpsons, The Americans, Deadpool, Quarteto Fantástico entre outros. Além disso, também foram adquiridos os canais Fox Sports e as partes da Fox no Hulu.

A compra também possibilita crossovers entre personagens da Marvel que antes estavam em estúdios diferentes, como os X-Men, que agora podem interagir livremente com personagens dos Vingadores no cinema.

Adaptações para o cinema de livros bem sucedidos é uma moda recorrente em Hollywood desde os primórdios da indústria cinematográfica. Todos os anos vemos dezenas de novas produções aparecendo, se popularizando e caindo no esquecimento. Separamos as cinco adaptações mais esperadas para 2018 :

Aniquilação

Um grupo de quatro mulheres é enviado para a Área X, um lugar incompreensível e isolado do restante do mundo há décadas, onde a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Elas fazem parte da décima segunda expedição ao local, cujos objetivos são explorar o terreno desconhecido, tomar nota de todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem. Uma missão mortal, visto que todas as expedições anteriores tiveram resultados assustadores, como suicídios em massa, tiroteios descontrolados e casos de mudança de personalidade súbita seguidos de morte por câncer. O filme estreia dia 22 de fevereiro.

Maze Runner : A Cura Mortal

Última parte da trilogia iniciada nos cinemas em 2014, acompanhará o protagonista Thomaz (Dylan O’brien) a procura da cura para uma doença chamada “Fulgor”, ao mesmo tempo que precisasse decidir se confia ou não nas promessas da organização C.R.U.E.L. O filme estreia dia 25 de Janeiro.

Cinquenta Tons de Liberdade

Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Estreia dia 8 de fevereiro.

Simon VS A agenda Homo Sapiens

Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. O filme estreia em Março de 2018.

Jogador Número 1

Num futuro distópico, em 2044, Wade Watts, como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. No jogo, seus usuários devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico, baseado na cultura do final do século XX, para conquistar um prêmio de valor inestimável. Para vencê-lo, porém, Watts terá de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir. Dirigido pelo lendário Steven Spielberg, o filme estreia dia 29 de Março.

E as polêmicas envolvendo Liga da Justiça não acabam. Após a saída do diretor Zack Snyder e todo o caos dentro da Warner Bros., o filme se tornou uma coisa totalmente diferente da imaginada anteriormente, com diversos cortes e refilmagens para agradar ao grande público.

Dessa vez, o diretor de fotografia do longa, Fabian Wagner, confirmou uma grande expectativa dos fãs, o uniforme negro do Superman, referência aos quadrinhos em que volta a vida : “Nós filmamos algumas cenas. É um traje muito bacana. Infelizmente, não o vimos no corte final”

“Zack toma o seu tempo para contar as histórias, e sempre gostei disso em seus filmes. Existem algumas cenas que gostaria muito de ver e que acabaram sendo cortadas”.

Devido a tudo que o filme poderia ter sido, fãs criaram uma petição online requisitando a versão original de Snyder, sem interferências do estúdio e de Joss Whedon, diretor contratado após sua saída devido à uma tragédia pessoal.

Servindo como uma espécie de “termômetro” para o Oscar, o Critic’s Choice Awards, que premia os melhores da TV e Cinema divulgou hoje a lista de indicados nas categorias.

Guillermo Del Toro surpreende com 14 indicações ao seu filme A Forma da Água. Outro que se destaca é Logan, último de Hugh Jackman como o Wolverine, que recebeu indicações por atores secundários. Confira :

CINEMA

Melhor Filme:

  • Doentes de Amor
  • Me Chame Pelo Seu Nome
  • O Destino de Uma Nação
  • Dunkirk
  • Projeto Flórida
  • Corra!
  • Lady Bird
  • A Forma da Água
  • Três Anúncios Para um Crime

Melhor Ator

  • Timothée Chalamet – Me Chame Pelo Seu Nome
  • James Franco – The Disaster Artist
  • Jake Gyllenhaal – O Que Te Faz Mais Forte
  • Tom Hanks – The Post
  • Daniel Kaluuya – Corra!
  • Daniel Day-Lewis – Trama Fantasma
  • Gary Oldman – O Destino de Uma Nação

Melhor Atriz

  • Jessica Chastain – A Grande Jogada
  • Sally Hawkins – A Forma da Água
  • Frances McDormand – Três Anúncios Para um Crime
  • Margot Robbie – I, Tonya
  • Saoirse Ronan – Lady Bird
  • Meryl Streep – The Post

Melhor Ator Coadjuvante

  • Willem Dafoe – Projeto Flórida
  • Armie Hammer – Me Chame Pelo Seu Nome
  • Richard Jenkins – A Forma da Água
  • Sam Rockwell – Três Anúncios Para um Crime
  • Patrick Stewart – Logan
  • Michael Stuhlbarg – Me Chame Pelo Seu Nome

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Mary J. Blige – Mudbound
  • Hong Chau – Pequena Grande Vida
  • Tiffany Haddish – Girls Trip
  • Holly Hunter – Doentes de Amor
  • Allison Janney – I, Tonya
  • Laurie Metcalf – Lady Bird
  • Octavia Spencer – A Forma da Água

Melhor Ator/ Atriz Jovem

  • Mckenna Grace – Gifted
  • Dafnee Keen – Logan
  • Brooklynn Prince – Projeto Florida
  • Millicent Simmonds – Sem Fôlego
  • Jacob Tremblay – Extraordinário

Melhor Elenco

  • Dunkirk
  • Lady Bird
  • Mudbound
  • The Post
  • Três Anúncios Para um Crime

Melhor Diretor

  • Guillermo del Toro – A Forma da Água
  • Greta Gerwig – Lady Bird
  • Martin McDonagh – Três Anúncios Para um Crime
  • Christopher Nolan – Dunkirk
  • Luca Guadagnino – Me Chame Pelo Seu Nome
  • Jordan Peele – Corra!
  • Steven Spielberg – The Post

Melhor Roteiro Original

  • A Forma da Água
  • Lady Bird
  • Doentes de Amor
  • The Post
  • Três Anúncios Para um Crime
  • Corra!

Melhor Roteiro Adaptado

  • Me Chame Pelo Seu Nome
  • The Disaster Artist
  • Mudbound
  • A Grande Jogada
  • Extraordinário

Melhor Fotografia

  • Blade Runner 2049
  • Dunkirk
  • A Forma da Água
  • Mudbound
  • Me Chame Pelo Seu Nome

Melhor Design de Produção

  • A Forma da Água
  • Assassinato no Expresso do Oriente
  • Dunkirk
  • Blade Runner 2049
  • A Bela e a Fera
  • Trama Fantasma

Melhor Edição

  • The Post
  • Em Ritmo de Fuga
  • Dunkirk
  • Blade Runner 2049
  • A Forma da Água

Melhor Design de Figurino

  • Blade Runner 2049
  • Trama Fantasma
  • A Bela e a Fera
  • Mulher-Maravilha
  • A Forma da Água

Melhor Cabelo e Maquiagem

  • A Bela e a Fera
  • O Destino de Uma Nação
  • I, Tonya
  • A Forma da Água
  • Extraordinário

Melhores Efeitos Visuais

  • Blade Runner 2049
  • Dunkirk
  • A Forma da Água
  • Thor: Ragnarok
  • Planeta dos Macacos: a Guerra
  • Mulher-Maravilha

Melhor Animação

  • The Breadwinner
  • Viva – A Vida é uma Festa
  • Meu Malvado Favorito 3
  • LEGO Batman: o Filme
  • Loving Vincent

Melhor Filme de Ação

  • Em Ritmo de Fuga
  • Logan
  • Thor: Ragnarok
  • Planeta dos Macacos: a Guerra
  • Mulher-Maravilha

Melhor Comédia

  • Doentes de Amor
  • The Disaster Artist
  • Girls Trip
  • I, Tonya
  • Lady Bird

Melhor Ator em Comédia

  • Steve Carell – A Guerra dos Sexos
  • James Franco – The Disaster Artist
  • Chris Hemsworth – Thor: Ragnarok
  • Kumail Nanjiani – Doentes de Amor
  • Adam Sandler – Os Meyerowitz – Família Não se Escolhe

Melhor Atriz em Comédia

  • Tiffany Haddish – Girls Trip
  • Zoe Kazan – Doentes de Amor
  • Margot Robbie – I, Tonya
  • Saoirse Ronan – Lady Bird
  • Emma Stone – A Guerra dos Sexos

Melhor Filme de Ficção Científica ou Terror

  • Blade Runner 2049
  • Corra!
  • It: A Coisa
  • A Forma da Água

Melhor Filme em Língua Estrangeira

  • BPM (Beats Per Minute)
  • Uma Mulher Fantástica
  • First They Killed My Father
  • In The Fade
  • The Square
  • Thelma

Melhor Música

  • Evermore – A Bela e a Fera
  • Mystery of Love – Me Chame Pelo Seu Nome
  • Remember Me – Viva: A Vida é uma Festa
  • Stand Up for Something – Marshall
  • This is Me – O Rei do Show

Melhor Trilha Sonora

  • A Forma da Água – Alexandre Desplat
  • Trama Fantasma – Jonny Greenwood
  • O Destino de Uma Nação – Dario Marianelli
  • Blade Runner 2049 – Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer
  • The Post – John Williams
  • Dunkirk – Hans Zimmer

TV

Melhor Série de Drama

  • American Gods
  • The Crown
  • Game of Thrones
  • The Handmaid’s Tale
  • Stranger Things
  • This is Us

Melhor Ator em Série de Drama

  • Sterling K. Brown – This Is Us
  • Paul Giamatti – Billions
  • Freddie Highmore – Bates Motel
  • Ian McShane – American Gods
  • Bob Odenkirk – Better Call Saul
  • Liev Schreiber – Ray Donovan

Melhor Atriz em Série de Drama

  • Caitriona Balfe – Outlander
  • Christine Baranski – The Good Fight
  • Claire Foy – The Crown
  • Tatiana Maslany – Orphan Black
  • Elisabeth Moss – The Handmaid’s Tale
  • Robin Wright – House of Cards

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama

  • Bobby Cannavale – Mr. Robot
  • Asia Kate Dillon – Billions
  • Peter Dinklage – Game of Thrones
  • David Harbour – Stranger Things
  • Delroy Lindo – The Good Fight
  • Michael McKean – Better Call

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama

  • Gillian Anderson – American Gods
  • Emilia Clarke – Game of Thrones
  • Ann Dowd – The Handmaid’s Tale
  • Cush Jumbo – The Good Fight
  • Margo Martindale – Sneaky Pete
  • Chrissy Metz – This Is Us

Melhor Série de Comédia

  • The Big Bang Theory
  • Black-ish
  • GLOW
  • The Marvelous Mrs. Maisel
  • Modern Family
  • Patriot

Melhor Ator em Série de Comédia

  • Anthony Anderson – Black-ish
  • Aziz Ansari – Master of None
  • Hank Azaria – Brockmire
  • Ted Danson – The Good Place
  • Thomas Middleditch – Silicon Valley
  • Randall Park – Fresh Off the Boat

Melhor Atriz em Série de Comédia

  • Kristen Bell – The Good Place
  • Alison Brie – GLOW
  • Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Sutton Foster – Younger
  • Ellie Kemper – Unbreakable Kimmy Schmidt
  • Constance Wu – Fresh Off the Boat

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia

  • Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt
  • Walton Goggins – Vice Principals
  • Sean Hayes – Will & Grace
  • Marc Maron – GLOW
  • Kumail Nanjiani – Silicon Valley
  • Ed O’Neill – Modern Family

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia

  • Mayim Bialik – The Big Bang Theory
  • Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel
  • Betty Gilpin – GLOW
  • Jenifer Lewis – Black-ish
  • Alessandra Mastronardi – Master of None
  • Rita Moreno – One Day at a Time

Melhor Minissérie ou Série Limitada

  • American Vandal
  • Big Little Lies
  • Fargo
  • Feud: Bette and Joan
  • Godless
  • The Long Road Home

Melhor Filme Para a TV

  • Flint
  • I Am Elizabeth Smart
  • The Immortal Life of Henrietta Lacks
  • Sherlock: The Lying Detective
  • The Wizard of Lies

Melhor Ator de Filme para a TV ou Minissérie

  • Jeff Daniels – Godless
  • Robert De Niro – The Wizard of Lies
  • Ewan McGregor – Fargo
  • Jack O’Connell – Godless
  • Evan Peters – American Horror Story: Cult
  • Bill Pullman – The Sinne
  • Jimmy Tatro – American Vandal

Melhor Atriz de Filme para a TV ou minissérie

  • Jessica Biel – The Sinner
  • Alana Boden – I Am Elizabeth Smart
  • Carrie Coon – Fargo
  • Nicole Kidman – Big Little Lies
  • Jessica Lange – Feud: Bette and Joan
  • Reese Witherspoon – Big Little Lies

Melhor Ator Coadjuvante em Filme para a TV ou minissérie

  • Johnny Flynn – Genius
  • Benito Martinez – American Crime
  • Alfred Molina – Feud: Bette and Joan
  • Alexander Skarsgård – Big Little Lies
  • David Thewlis – Fargo
  • Stanley Tucci – Feud: Bette and Joan

Melhor Atriz Coadjuvante de Filme para a TV ou Minissérie

  • Judy Davis – Feud: Bette and Joan
  • Laura Dern – Big Little Lies
  • Jackie Hoffman – Feud: Bette and Joan
  • Regina King – American Crime
  • Michelle Pfeiffer – The Wizard of Lies
  • Mary Elizabeth Winstead – Fargo

Melhor Talk Show

  • Ellen
  • Harry
  • Jimmy Kimmel Live!
  • The Late Late Show with James Corden
  • The Tonight Show Starring Jimmy Fallon
  • Watch What Happens Live with Andy Cohen

Melhor Série Animada

  • Archer
  • Bob’s Burgers
  • BoJack Horseman
  • Danger & Eggs
  • Rick and Morty
  • The Simpsons

Melhor Reality Show de Competição

  • America’s Got Talent
  • Chopped
  • Dancing with the Stars
  • Project Runway
  • RuPaul’s Drag Race
  • The Voice

Melhor Apresentador (a) de Reality Show

  • Ted Allen – Chopped
  • Tyra Banks – America’s Got Talent
  • Tom Bergeron – Dancing with the Stars
  • Cat Deeley – So You Think You Can Dance
  • Joanna and Chip Gaines – Fixer Upper
  • RuPaul – RuPaul’s Drag Race

Vamos direto ao ponto : A DC está tentando virar a nova Marvel nos cinemas. Isso se tornou muito claro nos últimos filmes da editora com os estúdios da Warner Bros. Mas vamos do começo.

2013, após o fim da excepcional trilogia do Batman dirigido por Christopher Nolan e uma tentativa mau sucedida de levar o Lanterna Verde às telas, o amado e odiado Zack Snyder toma as rédeas de um novo projeto e apresenta ao mundo sua versão mais melancólica e cabisbaixa do Superman, com Homem de Aço; um filme que assim como o diretor, divide opiniões. Mas mesmo entre as acusações de que o personagem não é daquele jeito, que deveria existir mais cor para simbolizar a esperança tanto falada e etc, não se pode negar que este é um filme diferente, e acima de tudo, original.

Os anos se passaram e a Warner viu a principal concorrente no mercado de heróis arrecadar bilhões com seus filmes e praticamente criar um padrão estrutural nos roteiros de todos seus longas, que até hoje os deixam super atrativos para o grande público. E com muito ‘atraso’, o estúdio mais uma vez chama Zack Snyder para acabar com o tempo perdido e colocar a DC Comics de volta no jogo. Mas não se podia simplesmente fazer um universo compartilhado igual ao da Marvel, precisava-se de algo novo, que separasse uma da outra. Então, de maneira corajosa e louvável, Snyder une os três maiores heróis da empresa e os colca em meio a um ambiente caótico, sombrio, com consequências reais. O que aconteceria se um alien super poderoso vivesse entre nós ? As pessoas iriam aprovar ? O governo o usaria como arma ? E assim surge o (mais uma vez) polêmico Batman V Superman.

A proposta era boa e interessante, e parecia que os rumos do universo DC no cinema já estavam traçados nos seus próprios padrões existencialistas e sombrios. Mas, por diversos motivos, o longa não foi bem aceito nem pela crítica, muto menos pelo grande público. Talvez o tom pesado, sem alívios cômicos e uma trama que vai e vem com pequenas e grandes revelações tenha afastado a massa consumidora que vai ao cinema para ver explosões e histórias simples. Talvez. Mas a verdade é que foi sim algo marcante e surpreendente, positiva e negativamente, tanto que um ano depois ainda estamos discutindo-o, e ninguém nem sequer lembra-se de Guerra Civil, daquele mesmo 2016, e que também colocava heróis para brigar. E não seria surpresa se daqui há dez anos ainda discutissemos a existência de seres super poderosos na terra, além do, é claro, ”Salve Martha”.

Após ter Batman v Superman detonado, a Warner correu para tentar agradar todo mundo com Esquadrão Suicida, que passou por diversas refilmagens, teve cenas excluídas, e mudou drasticamente de tom para agradar à todos. E acabou não agradando ninguém.

Ok, e agora, o que fazer ? Se arriscar não deu certo, e mudar de última hora também não, que tal começarmos com um plano seguro já em mente? Então, em 2017, chega aos cinemas Mulher-Maravilha, que poderia muito bem ser um filme da Marvel. Trama simples, paleta de cores vivas, protagonista de fácil aceitação do público (pelo menos uma), e ação desenfreada. Só se percebe que é um filme da DC Comics pela trilha sonora marcante e as já tradicionais cenas em slow motion. Mas era necessário. Se um time vem de três derrotas seguidas, é preciso trocar alguns jogadores e mudar o estilo de jogo. A Warner fez isso para recuperar a confiança que havia perdido, e deu certo para seus propósitos, afinal, seu principal filme com seus principais personagens estava chegando, e pra isso precisava de toda aceitação possível, vinda de todos os lados.

Cá estamos no mês de lançamento de Liga da Justiça, que já é um sucesso comercial absoluto. Filme este que passou por diversos problema em sua produção, com a saída do diretor Zack Snyder na finalização, devido à problemas pessoais. Foi aí que entrou um velho conhecido dos fãs de filmes de heróis : Joss Whedon, diretor de Vingadores e Vingadores 2, assumiu a pós produção do longa, e foi o responsável pelo jeito do filme que você assistiu nos cinemas. A participação de Joss é notável de diversas formas, mas quando é possível distinguir quais partes do filme se responsabilizam a qual diretor, algo está errado. Como de costume na Warner, diversas cenas do trailer simplesmente sumiram do resultado final, e a película foi ‘enxugada’ para se tornar mais aceitável, essa palavrinha que andou perturbando os executivos da Warner.

Liga da Justiça não é um filme ruim, mas dá a impressão de que poderia ser algo a mais, e é mais triste ainda saber que talvez esse algo a mais exista, e tenha sido tirado do filme após a saída de Snyder. É grandioso, mas infelizmente faz parte do cinema fast-food, você consome rápido, é saboroso, mas não é o essencial. Ainda é um filme da DC Comics, mas aos poucos essa classificação vai perdendo o sentido. Agora, como diferenciar Marvel e DC, se as duas possuem filmes simples, sem grandes coisas à acrescentar ao espectador e que em breve serão esquecidos e trocados por outras produções ?

Mas, ainda há esperança. Assim como Mulher-Maravilha foi um divisor de águas, este talvez também seja. Não se pode arriscar em um filme tão importante assim, pelo menos é o que pensa o pessoal que cuida da grana da Warner. Talvez, com a confiança agora totalmente recuperada, vejamos os filmes voltarem a serem autorais, originais e únicos. Essa é a esperança do Aquaman dirigido por James Wan e que estreia em 2018, pois o próprio diretor é conhecido por esses mesmos adjetivos.

Talvez, o universo totalmente compartilhado não seja a melhor opção para a DC, e os filmes sem saiam melhor individualmente, não como parte de algo melhor. Talvez.

Andrew Clement Serkis era um ator de teatro que tinha feito papéis em filmes pequenos, até o dia em que o diretor Peter Jackson o convidou para a produção que mudaria não só sua carreira, mas também a indústria Hollywodiana em geral. Andy apareceu pela primeira vez como Gollum, um ser desprezível de O Senhor dos Anéis consumido pelo poder do Anel, assim deixando de lado sua humanidade. O personagem foi feita com a ajuda da tecnologia de captura de movimentos, que logo em seguida se propagaria pelos filmes blockbusters como uma extrema novidade, e que atualmente o público já considera algo comum.

Andy continuou no papel de Gollum/Smeagol até o terceiro filme da franquia, e segundo o próprio já disse em entrevistas, achava que aquele seria seu único papel com captura de movimentos, e já tinha planos de participar de séries de TV e outros filmes. Mas logo após todo o sucesso da trilogia O Senhor dos Anéis, o diretor Peter Jackson o convidou para trabalhar com ele novamente. E novamente com captura de movimentos. Dessa vez, para um dos personagens mais icônicos de todos os tempos e que praticamente faz parte da própria história do cinema, o gorila King Kong. O filme do gigante não teve tanto sucesso quanto os outros três filmes anteriores do diretor, e logo após a produção, Andy se afastou do mundo da captura de movimentos, até o filme que o tornaria tão icônico quanto o Gollum.

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Em O Senhor dos Anéis, 2001, fazendo o motion capture do Gollum

Em 2010, começou a produção da nova versão de Planeta dos Macacos, com Andy escolhido para ser o protagonista, o macaco com inteligência quase humana, Caesar. O primeiro filme dos remakes foi quase tão importante para o avanço da tecnologia de CGI quanto o primeiro Senhor dos Anéis. O público, que já tinha se encantado com o universo fantástico de Avatar em 2009 por James Cameron, teve a confirmação de que era possível transformar um ser humano em qualquer outra coisa com uma precisão absurda, e Andy Serkis se tornou a cara dessa ”revolução tecnológica”. Antes desses dois citados, quais outros filmes você conhecia que tinha protagonistas e grande parte do elenco formado apenas por captura de movimentos e computação gráfica ? Poucos.

2014, Matt Reeves assume a franquia dos primatas, e realmente dá um choque no espectador, mas positivamente. Se antes os efeitos já eram excelentes, aqui eles se tornaram absurdamente bons. O diretor apresenta um filme muito diferente do primeiro, mais violento, mais aprofundado nas relações dos macacos após ”tomarem” os Estados Unidos para sua própria sociedade símia. Caesar adquiriu mais personalidade, mais expressividade, e a computação ajudou muito nisso, obviamente, mas talvez estejamos esquecendo que apesar do computador transformar os macacos, existe um ator raro, capaz de dar humanidade à um macaco, e fazer o espectador simpatizar com ele. Isso não é pra qualquer um.

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Chegamos em 2017, Reeves de novo na direção, traz o enceramento do arco de Cesar, que já virou um personagem icônico e muito popular, simplesmente caiu no gosto do público, que o acompanhou desde quando era um filhote até se tornar chefe de família e um líder respeitadíssimo pelo seu povo. Sua primeira aparição em Planeta dos Macacos : A Guerra, é simplesmente linda, nesse que já se tornou um dos melhores filmes do ano, mas isso fica pra outro texto.

A questão é que é impossível negar o talento de Andy Serkis. Ele está sim no nível de Leonardo DiCaprio, Cassey Affleck, ou qualquer outro ator que já ganhou um Oscar, mas por que a academia nunca o reconheceu nem mesmo com uma indicação ? A desculpa de que quem faz todo o trabalho é a tecnologia e que o ator só fica por trás de uma máscara para ser animada depois não cola mais. É um trabalho 50 a 50, e um só funciona bem se o outro também for bom. Quando perguntado antes, Andy desviava de assunto e tentava nã o criar polêmicas, mas agora ele, e todo mundo que é fã de cinema de qualidade, pede por um prêmio de melhor ator ao homem que se tornou símbolo de um novo jeito de fazer cinema. Em uma entrevista coletiva essa semana em São Paulo, o ator falou o seguinte :

”É preconceito e ignorância não reconhecer os atores que trabalham com motion pictures. Os membros mais antigos da academia se recusam a aceitar. Atuar é o que acontece no set, com outros atores. Basta ver as cenas de bastidores. Se eu me maquiasse as pessoas aceitariam melhor, mas como coloco o macacão, não consideram. É frustante”

Então, se por acaso, Andy não tiver nenhuma indicação de melhor ator ao Oscar ou Globo de Ouro, já poderemos concluir que existe muita gente ‘conservadora’ dentro das academias de cinema. É um novo tempo, e uma nova maneira de fazer as coisas, mas uma ótima atuação continua sendo uma ótima atuação.

Em uma entrevista ao Collider, o diretor Dennis Vileuneve afirmou que a primeira versão que apresentou ao estúdio de Blade Runner 2049 tinha aproximadamente 4 horas de duração, mas o estúdio o forçou a diminuir para tornar o filme mais agradável ao grande público :

A versão inicial que eu entreguei tinha 3h50 ou 4 horas de duração. Então negociamos e eu trabalhei duro com meu editor, acho que a versão que chegará aos cinemas terá em torno de 2h30”, contou o diretor.

“Um dos elementos que queríamos manter do filme original era a trilha sonora. Era muito importante para mim que a trilha desse filme fosse diretamente inspirada pela original, de Vangelis. Há certas coisas que estão no DNA de Blade Runner, e não quero mexer nisso”

Blade Runner 2049 estreia no Brasil em 31 de agosto.

Durante seu painel na San Diego Comic Con (22), a Warner Bros. divulgou uma linha do tempo com os eventos ocorridos entre o filme original de Ridley Scott em 1982 (que se passava em 2019) e a continuação que estreia esse ano por Dennis Vileneuve. POSSÍVEIS SPOILLERS.  Confira :

  • 2019: Deckard escapa
  • 2020: Um novo modelo de replicante
  • 2022: Um blecaute acontece na costa oeste dos EUA
  • 2023: A proibição de replicantes tem início. Aqueles que podem se escondem.
  • 2025: O crescimento da Wallace Corp ajuda a resolver o problema da falta de comida
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Blade Runner 2049 estreia dia 5 de Outubro nos cinemas brasileiros e tem como protagonista o ator Ryan Gosling, além da volta de Harrison Ford.

Dunkirk é o novo filme de Christopher Nolan, um dos diretores mais importantes de sua geração, responsável por A Origem (2010), Interestellar (2014) e a Trilogia Cavaleiro das Trevas. O longa é baseado numa história real que aconteceu durante a segunda guerra mundial, onde jovens soldados conseguiram evacuar 40 mil pessoas da cidade de Dunkirk.

O filme teve aprovação de 98% no agregador de críticas Rotten Tomatoes, o que é mais que excelente. Os críticos destacam novos elementos na forma de Nolan construir a narrativa e a facilidade da obra em emocionar os espectadores, leia algumas :

“O rápido e angustiante ‘Dunkirk’ revela seu cineasta em seu pico mais ágil, flexível e simples”. – Dana Stevens, Slate

Nolan criou um filme ajustado, arrebatador, profundamente envolvente e inesquecível, que se posiciona como um dos melhores filmes de guerra da década”. – Richard Roeper, Chicago Sun-Times

“Sensacional em cada sentido da palavra, ele mira tanto o coração como a cabeça, para ser exato, mas chega lá através do sistema nervoso central”. – Alonso Duralde, TheWrap

“‘Dunkirk’ nos entrega um dose afiada e curta da estranheza e do horror da guerra, nos derrubando bem no meio da briga”. – Dave Calhoun, Time Out

“‘Dunkirk’ pode ser a primeira ficção baseada em fatos históricos de Nolan, mas é o seu último em uma longa linha de quebras-cabeças de sobrevivência, criado para emocionar e provocar a reação nos cineastas de todos os tipos que após mais de um século reagindo com ‘eca!’, agora reagem com ‘uau!’”. – Michael Phillips, Chicago Tribune

“O thriller de guerra de nos tirar dos nervos é o filme cuja inteira carreira de Christopher Nolan tem sido construída, de formas que talvez nem ele tenha percebido”. – Bilge Ebiri, Village Voice

Dunkirk estreia no dia 27 de Julho, e no elenco conta com o cantor Harry Styles Mark Rylance (‘Ponte dos Espiões‘), Kenneth Branagh (‘Operação Valquíria‘) e Tom Hardy (‘O Regresso‘).

Temos batido na mesma tecla desde que Batman V Superman estreou e foi detonado pela crítica, mas é necessário continuar falando sobre isso. A DC/Warner tentou fazer com um filme o que o pessoal da Marvel levou 11 anos e muitos erros para concretizar : um universo compartilhado. Mesmo sendo fã da empresa, é inegável que o filme que coloca os três maiores heróis já criados falhou feio. Não que seja preciso copiar os passos da rival para ter sucesso com o novo jeito de franquias que a própria criou, mas justamente por isso, a DC acabou se apressando e ‘testando’ o que tem num momento em que não se pode vacilar muito no mercado de super-heróis pois você se tornará esquecido (vide Quarteto Fantástico de 2015).

Muita gente reclamou dizendo que Capitão América : Guerra Civil deveria encerrar o universo Marvel dos cinemas, ou pelo menos ser depois que todos os outros heróis já estivessem estabelecidos para dar mais volume ao confronto, mas a mesma coisa aconteceu em Batman V Superman. O mais plausível seria começar com O Homem de Aço, em seguida um filme solo do Batman e outro da Mulher-Maravilha para enfim juntá-los em um único filme e colocá-los para se combater, lançando a Liga da Justiça como o quinto filme do estúdio, onde o público já teria uma empatia MUITO maior com todos os personagens. Mas não adianta ficar lamentando o passado ou supondo o que deveria ser feito, o foco agora é o futuro. E o futuro é incerto.

Vamos ignorar Esquadrão Suicida e falar do que realmente pode somar para a DC. Com certeza o filme mais esperado dessa nova leva (e também o mais misterioso) é o do nosso querido Batman.

Vamos recapitular a história :

Todos foram à loucura quando Ben Affleck assumiu o cargo de diretor e roteirista do filme, além de ser o protagonista. Afinal, ele é um vencedor de Oscar, tem uma visão diferente e ele próprio vai atuar o que dirigiu, não vai querer passar vergonha, e disse que o filme só sairá do papel quando estivesse perfeito. E por esse motivo  abandonou o cargo de diretor. Ele disse publicamente que foi por causa da enorme responsabilidade que o herói carrega, mas com certeza ele já tava de saco cheio dessa merda e se o filme fosse no mínimo razoável já ia espalhar na cara dele. Isso mesmo, se for razoável será ruim. Isso se deve ao grande hype criado e a oportunidade de ver uma nova versão do herói nos cinemas depois de anos. Pode-se dizer que a culpa é dos fãs (mas é mesmo), porém não só deles. Tendo o Batman como maior símbolo nos cinemas, errando em seus filmes anteriores e perdendo a confiança do grande público, a Warner precisa usar tudo o que tem de melhor no filme do Homem-Morcego.

Matt Reeves, diretor dos novos Planeta dos Macacos e Cloverfield, entrou em negociações com a Warner para comandar o projeto, e a euforia voltou aos fãs. Rumores começaram a inundar a internet, dizendo que o cara ficou puto com os cortes criativos que a Warner colocou, e tava desistindo do projeto, mas ontem (24) a informação virou oficial, e sim, teremos Reeves na direção do filme. Só não se sabe pra quando. As filmagens devem começar no segundo semestre dese ano, mas sem data de lançamento marcada. Lembrando : o único problema resolvido até agora foi a questão do diretor. O roteiro deve continuar do jeito que fez Ben Affleck desistir do cargo : uma bosta. Ou razoável. Mas nesse caso significa a mesma coisa.

A Warner fazer um filme perfeito do Batman não é só uma obrigação ou um modo de concertar os erros, mas principalmente é uma maneira de respeitar os fãs e todos os envolvidos com as cagadas até agora e até lá. De brinde ainda veio um rumor de que haverá SIM um filme spin-off do Asa Noturna. Com isso a DC quer manter seu estilo sombrio, mas também balancear com personagens mais leves e voltados ao público adolescente – como o já confirmado filme das Sereias de Gotham, com a Arlequina, Hera Venenosa e Mulher-Gato.

O universo está se expandido, só resta tomar o controle necessário para ele não crescer demais e explodir para todos os lados. E que demore o tempo que precise, mas façam algo bom, pelo amor de Kal-El que morreu por nós.

Artigo retirado do site Nerdalizese.

Quando estreou em 24 de Março de 2016, Batman V Superman foi destruído pela crítica e grande parte do público preferiu não assistir ao filme, fazendo com que ele nem chegasse à marca de 1 Bilhão de dólares em bilheteria que quatro filmes da concorrente Marvel tem. Já não era a primeira vez que um filme de Zack Snyder dividia opiniões, simplesmente não havia um meio termo, somente os que amavam e os que odiavam.

Mas por que esse filme é tão falado até hoje ? Por que ele separa o público ? O que há de errado com ele ? Os erros apontados pela ”crítica especializada” destacavam uma falta de ritmo, acontecimentos sem explicações, desenvolvimento deixado para próximos filmes entre outras coisas. Mas, será que isso é realmente essencial em um filme sobre super-heróis, ou somente estamos acostumados com o modelo Marvel de produzir conteúdo ? Será que fomos “adestrados” de maneira errada, que só nos faz pensar que um lado da moeda é bom, e nem sequer tentar dar uma chance ao outro, com uma nova proposta ?

Uma frase que fez parte de diversas discussões durante esse tempo em que o filme estreou, foi dita pela famosa e injustiçada Martha Kent : “As pessoas odeiam o que elas não entendem”.

Diferente da maioria dos blockbusters atuais, Batman V Superman está escrito nas entrelinhas. Se o espectador não prestou atenção nos diálogos de Bruce Wayne com Alfred, da miragem de Clark Kent com seu pai Jonathan, ou nos discursos super-acelerados de Lex Luthor, com certeza ficou perdido no que o filme tenta dizer e se concentrou apenas nas impressionantes cenas de ação e porradaria.

Durante a maioria de suas falas, Lex Luthor sempre levava Superman em comparação à Jesus. Afinal, o desenvolvimento do Homem de Aço nos quadrinhos foi baseado na história bíblica da criança que nasceu no meio de animais e tentou trazer a paz ao mundo; basta apenas uma leve reflexão para encontrar diversas semelhanças.
O personagem interpretado por Jesse Eisenberg mostrava uma preocupação real e nos faz pensar em diversos momentos “e se?”. E se existisse um ser com poder pra fazer qualquer coisa que quiser, quando quiser ? E se ele resolvesse fazer algo de perigoso à sociedade ? E se ele fosse uma ameça, quem iria pará-lo ? Quem iria controlar alguém que tudo pode fazer ?

Como na história bíblica, Superman tem seus seguidores e os que pedem para que vá embora, para o mais longe que puder. Em Batman V Superman vemos um herói que pensa se o que faz é certo, se está realmente ajudando a humanidade; e de outro lado, um vigilante humano perturbado e preocupado com as ações de um alienígena que ao tentar salvar o planeta, destruiu uma cidade e matou milhares de pessoas, sem querer.

Muita gente reclamou que a batalha entre Batman e Superman durou pouco tempo – no total, oito minutos -, mas na verdade, ela ocorreu durante todo o filme, mas só não foi uma batalha que o grande público esperava : foi uma batalha de ideais.

Depois de todo o caos e todo barulho, Superman está morto, Batman está formando uma liga de seres super-poderosos para proteger o mundo de uma ameaça ainda maior que o Apocalipse, e Zack Snyder está com seus dias como diretor de filmes da DC Comics em risco. Será que fomos justos com eles ?

Será que já estamos prontos para filmes de super-heróis mais profundos, ou preferimos ficar na mesmice de sempre ? Será ?

Artigo retirado do site Nerdalizese