Autor: Gabriel Neves

Isso é realmente necessário?

O ator T.J. Miller (Deadpool, Silicon Valley) está sendo acusado de estupro e agressão por uma mulher que ainda prefere se manter anônima. O caso teria ocorrido há 16 anos, como informou o jornal “The Daily Beast” nesta terça feira (19).

De acordo com a reportagem, os fatos ocorreram na Universidade George Washington, onde o ator estudava e onde a suposta vítima tinha aulas.

Em entrevista ao site “The Daily Beast”, a suposta vítima conta em detalhes a violência que que alega ter sofrido na época que estudava com o comediante.

“Ele tentou diversas coisas sem me perguntar antes e nunca me perguntou se eu estava bem”

“Nós estávamos ficando e, logo no começo, ele colocou suas mãos em meu pescoço e o apertou. Eu não conseguia respirar. Eu estava verdadeiramente assustada e completamente surpresa”

Miller e sua esposa, a atriz Kate Gorney, negaram a acusação de agressão em uma publicação no Instagram e acusaram a suposta vítima de ter começado a espalhar boatos depois de ambos se casaram.

Kate & T.J. Miller’s statement: We met this woman over a decade ago while studying together in college, she attempted to break us up back then by plotting for over a year before making contradictory claims and accusations.  She attempted to discredit both of our voices and use us against one another by trying to portray Kate to be a continuous abuse victim of T.J. (further efforts to hurt the two of us). She was asked to leave our university comedy group because of worrisome and disturbing behavior, which angered her immensely, she then became fixated on our relationship, and began telling people around campus “I’m going to destroy them” & “I’m going to ruin him.” We are confident that a full consideration of accounts from and since that time will shed light and clarity on the true nature of not only this person’s character, but also on the real facts of the matter. (See the e-mails referenced). We stand together in stating this is nothing more than an unfortunate resurgence of her lies designed to wreak havoc on two happily married people in the public eye. She began again to circulate rumors online once our relationship became public. Sadly she is now using the current climate to bandwagon and launch these false accusations again. It is unfortunate that she is choosing this route as it undermines the important movement to make women feel safe coming forward about legitimate claims against real known predators. We stand together and will not allow this person to take advantage of a serious movement toward gender equality by allowing her to use this moment to muddy the water with an unrelated personal agenda. We feel we all have an obligation now more than ever to prevent people from using reporters to spin lies into headlines, and focus instead on what is real. We both champion and continue to stand up for people everywhere who have truly suffered injustice seeking to have justice brought into their lives. – Kate & T.J. Miller

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Ele também foi acusado de mandar um e-mail transfóbico para uma crítica cinematográfica após uma resenha ruim de um de seus filmes mais recentes, “Emoji: O filme” (2017).

No e-mail publicado pela crítica, o autor a chama de “um homem esquisito e terrível” e diz que sua “busca pela identidade transgênera nada mais é que uma oportunidade para se distinguir como alguém especial”.

O ator é também conhecido por se envolver em causas feministas e por prometer lutar contra a candidatura do atual presidente, Donald Trump. Muitos movimentos já se prestaram contra o comediante.

Todos sabem como o cinema influencia e muito quando se trata de política, cultura, dinheiro e até mesmo Guerras.

Alguns anos antes do início oficial da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente, na década de 30, era normal você ver filmes fazendo propagandas ideológicas, ataques à outras nações e coisas piores.

Sabendo disso, escrevi este artigo falando um pouco do cinema na época da Segunda Guerra.

O nazismo no Cinema

 

Foto por: Alamy

Leni Riefenstahl foi não só uma figura importante pra influência feminina no Cinema, como também uma grande propagadora do Partido Nazista e de sua ideologia de superioridade Ariana.

Com filmes como “Triunfo Da Vontade” (1935), “A Vitória da Fé” (1933) e “Olympia” (1938), que são uns dos maiores sucessos dela, onde exaltavam a figura de Hitler, a superioridade alemã e de sua raça Ariana, foram também o que fez ela participar da história do cinema, revolucionando, com técnicas novas de enquadramento, ângulos de câmera, iluminação e nus.

Leni Riefenstahl não era partidária do nazismo, até sonhava em ser atriz de Hollywood, não conseguindo tornou-se cineasta do regime de Hitler. Leni assinou filmes antissemitas como “Judeu Suss”.

Foi feito um documentário em 1992, que se chama Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, onde conta a história pessoal e de carreira da grande cineasta.

Hollywood e sua influência na Guerra

Antes da guerra, também na década de 30, Hollywood realizava filmes anti-nazismo. O estúdio de cinema que mais se engajou foi a Warner Bros. Além da Warner, a United Artists também alertava sobre o perigo iminente que o nazismo poderia causar ao mundo.

Foto por: Warner Home Video

Acreditava-se na época numa grande perda de mercado de cinema na Europa, caso a Warner lançasse seus filmes de guerra anti-nazismo no velho continente. Os irmãos Warner insistiram e lançaram o  filme “Sargento York” (1939). O Filme era protagonizado pelo ator Garry Cooper, um pacifista que abria mão do pacifismo para matar e salvar outras vidas.

Nessa época, os filmes de guerra dos EUA contaram com a colaboração de vários refugiados do regime de Hitler, como Fritz Lang, Otto Preminger, Robert Siodmark, Douglas Sirk, Michael Curtiz, Fred Zinneman e Billy Wilder, todos alemães e austríacos. Os refugiados em Hollywood iniciaram um trabalho super importante, de conscientização sobre a horrível guerra que iniciara na Europa.

Em 1938, ocorrera uma série de ataques por parte dos nazistas sobre sinagogas e lojas de judeus situadas na Alemanha, fato conhecido como a “Noite dos Cristais”; perante essa notícia, Charles Chaplin ridicularizou Hitler através do filme “O Grande Ditador” de 1940.

O filme “O Grande Ditador” além de ser censurado em vários países, inclusive aqui no Brasil, o filme também deixou Hitler bem furioso, numa fase em que EUA e Alemanha ainda mantinham relações diplomáticas.

União Soviética no Cinema

Claro que os soviéticos não poderiam ficar de fora, já que sua ideologia dependia tanto de propaganda como a do Regime Alemão.

Mas no âmbito do Cinema, a Rússia teve vários cineastas soviéticos que influenciou muito no Cinema. Entre os mais conhecidos estão Sergei Eisenstein, Dziga Vertov e Andrei Tarkovski.

Filmes como “O Encouraçado Potemkin” (1925), Alexander Nevsky (1938), Três Músicas Para Lenin (1934) e Lenin Em Outubro (1937) foram de suma importância pra divulgação marxista-leninista pro mundo.

Diferente dos cineastas alemãs ou americanos, os soviéticos criavam mais documentários do que filmes comuns. Mesmo o mundo do cinema já sendo enorme, a Rússia focou sua propaganda mais em outras áreas e isso ficaria pra outro artigo, em outro site, provavelmente.