Autor: Adriano Rezende

Apaixonado por cinema e televisão. Espectador assíduo. Cinéfilo assumido.
📷 Pixar / Divulgação

“Os Incríveis 2”, esperada animação da Disney/Pixar, será lançada no dia 28 de junho nos cinemas brasileiros. (📷 Pixar / Divulgação)

Lançado em 2004, Os Incríveis conquistou uma legião de fãs pelo mundo e se tornou uma das melhores e mais bem sucedidas animações de que se tem notícia.

Com um faturamento de US$ 633 milhões ao redor do mundo, o filme é a maior abertura de uma animação na história.

Depois de muita espera, os fãs mal podem esperar para conferir a sequência da animação, que está marcada para chegar aos cinemas em 28 de junho…e a ansiedade só aumenta.

Os Incríveis 2 terá um enfoque maior na personagem Helena Pêra, a Mulher Elástica, que irá lutar contra o crime enquanto seu marido, Beto Pêra, o Sr. Incrível, ficará em casa, atarefado e cuidando das crianças desta vez.

O filme será uma sequência direta, e continuará exatamente de onde o primeiro longa-metragem parou.

Foi lançado recentemente um novo teaser promocional para o filme, com a divertida participação de Samuel L. Jackson. No vídeo, o ator “brinca” fazendo uma referência ao universo de Os Vingadores. Com certeza a nova ação promocional serviu para mexer ainda mais com a ansiedade da galera.

Assista ao teaser no seguinte link: https://www.facebook.com/DisneyMoviesBrasil/videos/1889372927750966/

Canção é a versão em português da música “I Can Only Imagine”, que inspirou o filme previsto para chegar aos cinemas no dia 31 de maio. (📷 Divulgação) 

A espera acabou. Estreou no canal oficial da Diante do Trono no Youtube o videoclipe da canção Eu Só Posso Imaginar, versão em português da música I Can Only Imagine, que é tema do longa-metragem que estreia em grande circuito no dia 31 de maio e tem sessões de pré-estreia nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27, pela Paris Filmes.

Dirigido por Alex Passos, o videoclipe foi gravado no Bouganville Farm, em Caeté/MG. Os cenários de clima familiar do interior, oferecidos pelo local, compõem o vídeo ao serem mesclados com cenas do filme. Alex, que já dirigiu outros trabalhos da Diante do Trono, replicou espaços que relembram o longa aproximando o videoclipe do que será visto nos cinemas. “O clima de equipe, de paixão, de amor pela arte, amor por Deus, pelo cinema, pela música, é algo que vai ser notado no resultado deste projeto.”,ressaltou Alex, que trabalhou ao lado de Marko Costa, diretor de fotografia, e Janaína Aguiar que coordenou a produção.

Ana Paula Valadão, vocalista e líder do ministério de louvor com mais de 20 anos de carreira, comentou em suas redes sociais a alegria de assistir ao vídeo que faz parte da campanha de lançamento do longa-metragem e conta a história por trás da canção tão famosa: “Que privilégio fazer parte de um projeto que com certeza vai transformar vidas, famílias, assim como essa canção faz desde o início, porque está na função que ela carrega! Nasceu dessa restauração de identidade e relacionamento Pai & Filho na vida do Bart Millard do MercyMe e vai continuar carregando esse poder de cura pelo amor e perdão”, citando o autor e banda que gravam a música pela primeira vez em 1999.

Assista ao videoclipe:

A delegação vai participar de sessões e debates nas aberturas do evento em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. O Festival Varilux acontece entre os dias 07 e 20 de junho, em 86 cidades brasileiras. (📷 Divulgação)

Nove atores e diretores desembarcam no Brasil para participar da edição deste ano do Festival Varilux de Cinema Francês. Enquanto Salvador recebe parte da delegação, São Paulo e Rio de Janeiro contarão com todos os talentos. Nas três cidades, além de participarem das noites de aberturas do evento, apresentarão seus filmes em algumas sessões e realizarão debates sobre as obras, além de participarem de encontros com a imprensa.

Um dos confirmados é o ator e diretor Jérémie Rénier, protagonista do filme O Amante Duplo (L’amant Double), de François Ozon, em que vive papel duplo de um psiquiatra, num romance erótico com a bela Marine Vacth. Ele também é diretor de Carnívoras (Carnivores), um drama sobre a relação conflituosa de duas irmãs atrizes, ao lado de seu irmão Yannick Rénier, que também virá ao país. Aos dois se juntará uma das protagonistas do filme Zita Hanrot, ganhadora de um César como atriz revelação em 2016.

Para representar a comédia O Poder de Diane (Diane a les Épaules), em que uma mulher concorda em gerar o filho de um casal de amigos homossexuais, abordando com humor e ternura a temática dos novos modelos familiares, virão o diretor Fabien Gorgeart e a atriz Clotilde Hesme (Chocolate). Ela, também premiada com o César de melhor atriz revelação em 2012, inspirou a personagem Diane, criada por Gorgeart, que dirige pela primeira vez um longa-metragem.

Outra dupla presente nesta edição é o diretor Nabil Ayouch e a atriz Maryam Touzani, do filme Primavera em Casablanca (Razzia), que trata de intolerância e aceitação das diferenças. O longa chegou a ser pré-selecionado como representante do Marrocos ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018.

O escritor Marc Dugain, cujo primeiro romance La Chambre de Officiers foi coroado em 1998 com mais de 20 prêmios literários, virá com o diretor apresentar seu longa histórico Troca de Rainhas (L’échange des Princesses). Ambientado em 1721, o longa conta a história da troca de princesas entre França e Espanha para manter a paz entre os dois reinos e traz no elenco os emblemáticos atores franceses Lambert Wilson e Olivier Gourmet.

Um dos jovens atores mais elogiados atualmente na França, Finnegan Oldfield (seu trabalho pôde ser conferido no Varilux de 2016 com Os Cowboys) também teve seu nome confirmado. Ele apresentará Marvin, novo longa de Anne Fontaine, no qual vive um jovem gay que sofre opressão, especialmente por seu pai, e foge de sua pequena cidade para poder encontrar sua verdadeira identidade. Já em Paris, Finnegan contracena com Isabelle Huppert que interpreta ela mesma no filme.

O Festival Varilux de Cinema Francês 2018 acontece entre 7 e 20 de junho, em cerca de 86 cidades brasileiras, apresentando 20 produções da recente cinematografia francesa, além do clássico Z, de Costa-Gavras, em cópia restaurada.

Produzido pela Bonfilm, o evento tem patrocínio principal da Essilor/Varilux, Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO:

Festival Varilux de Cinema Francês 2018

Data: 7 a 20 de junho em 86 cidades brasileiras (informações sujeitas a alteração):

Águas Claras (DF), Ananindeua (PA), Aparecida de Goiânia (GO), Aracaju (SE), Araçatuba (SP), Araguaína (TO), Arapiraca (AL), Araraquara (SP), Arcoverde (PE), Balneário Camboriú (SC), Barreiras (BA), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Boa Vista (RR), Botucatu (SP), Brasília (DF), Búzios (RJ), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Caruaru (PE), Cascavel (PR), Caxias do Sul (RS), Caxambu (MG), Chapecó (SC), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Foz do Iguaçu (PR), Goiânia (GO), Guarulhos (SP), Gurupi (TO), Iguatu (CE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Jataí (GO), João Pessoa (PB), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Marabá (PA), Maringá (PR), Mossoró (RN), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Nova Iguaçu (RJ), Ouro Preto (MG), Palmas (TO), Paraty (RJ), Paranavaí (PR), Parnaíba (PI), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Petrolina (PE), Poconé (MT), Ponta Grossa (PR), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Pouso Alegre (MG), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Rondonópolis (MT), Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santos (SP), São Carlos (SP), São João de Meriti (RJ), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Socorro (SE), Teresina (PI), Uruguaiana (RS), Vila Velha (ES), Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).

Crítica | Tully

“Tully”, novo filme dos criadores de “Juno”, explora as dores e as delícias da maternidade. (📷 Diamond Films / Divulgação)

A roteirista Diablo Cody e o diretor Jason Reitman formam uma dupla e tanto. Quando há uma reunião entre esses dois, há de se esperar algo no mínimo curioso.

São frutos desta parceria os ótimos Juno (Oscar de Melhor Roteiro Original em 2008), e Jovens Adultos (filme que foi mal nas bilheterias, mas está longe de ser ruim).

A coisa fica ainda melhor com a adição da talentosa Charlize Theron (também presente em Jovens Adultos). Aqui, mais uma vez o espectador tem a chance de ver a bela dando uma “pausa” em projetos grandiosos e de orçamentos multimilionários, e emprestando seu brilho a algo mais modesto e fora do circuito dos blockbusters.

Tully, novo lançamento da Diamond Films, que estreia no dia 24 de maio, em circuito nacional, apresenta um enredo simples, trivial: Marlo (Theron) é mãe de duas crianças e aguarda o seu terceiro filho. Quando o bebê nasce, Marlo se vê exausta e precisa trabalhar sua relutância em aceitar a ajuda da babá Tully (Mackenzie Davis).

Num primeiro momento, o filme, com uma trama tão simplória e comum, pode passar a impressão de bobo, e não ser levado a sério, e é justamente aí que reside toda a sua competência e força.

Tully já monopoliza a atenção logo na primeira cena: uma linda tomada acompanhada pela música Ride Into The Sun, da banda The Velvet Underground, que mostra um momento de cumplicidade entre Marlo e um de seus filhos.

A trilha sonora, aliás, é um dos destaques da película: as músicas se encaixam perfeitamente nas cenas do filme, e dão a impressão de terem sido compostas especialmente para este projeto.

O roteiro de Cody é de extrema inteligência, e consegue manter a atenção e o interesse da plateia na maior parte do tempo. A habilidade da roteirista em trabalhar a estrutura de cenas cotidianas, de forma a torná-las atraentes, é o ponto positivo da mesma, e talvez um dos segredos de seu estilo de sucesso.

Como complemento, os diálogos são repletos de tiradas cômicas, e trazem leveza através de sucessivas piadas que, apesar da profusão constante, não são cansativas.

Na pele de Marlo, Charlize Theron (Monter – Desejo Assassino, Mad Max – Estrada da Fúria) apresenta um relato sincero da maternidade. Tudo está presente: o esgotamento físico e emocional, as inseguranças, e os medos. Charlize, sempre muito talentosa e dona de uma técnica quase impecável, rouba a cena e faz o público acreditar que de fato é uma mãe em crise.

Notável também o trabalho de Mackenzie Davis como a personagem-título. Davis (Blade Runner 2049) é graciosa e dinâmica na tela, a antagonista perfeita de Theron.

Muito mais do que “babá” e “patroa”, Tully e Marlo desenvolvem uma relação de amizade, cumplicidade e apoio mútuo. Num primeiro momento, Tully parece ser a heroína de Marlo, mas conforme o filme avança, percebe-se a importância de ambas e o que parece ser uma relação unilateral, passa a ser abertamente recíproca.

Quebrando um pouco a hegemonia agradável do filme, a porção final traz uma duvidosa surpresa, que deixa algumas pontinhas soltas e também algumas questões no ar, o que gera uma pequena confusão no entendimento do longa-metragem. Mesmo assim, nada tão sério que ameace a totalidade do projeto.

No geral, Tully é divertido, gracioso e competente e tem a marca registrada de Diablo Cody e Jason Reitman: a trivialidade vista com lentes de aumento e uma porção generosa de ironia. O cinema “indie” agradece!

Assista ao trailer:

📷 Sony Pictures / Divulgação

Novo lançamento da Sony Pictures, “Paulo, Apóstolo de Cristo” se baseia na história do apóstolo que ao longo de sua trajetória passou de perseguidor a perseguido. (📷 Sony Pictures / Divulgação) 

O cristianismo sempre inspirou a indústria do cinema. As mais diversas figuras bíblicas já tiveram suas histórias contadas, seja em abordagens tradicionais ou até mesmo em algumas não convencionais (caso de Noé de Darren Aronofsky).

Desta vez, o foco cai sobre a história de Paulo, um dos apóstolos de Jesus Cristo, no novo filme da Sony Pictures que estreia nesta quinta-feira, dia 03 de maio, em circuito nacional.

Com direção do quase desconhecido do grande público Andrew Hyatt (Cheia de Graça), o longa-metragem tem em seu elenco principal os atores Jim Caviezel (A Paixão de Cristo), e James Faulkner (Atômica).

O filme se passa durante o reinado de terror do imperador romano Nero. No auge de sua loucura, Nero promove sangrentas batalhas em arenas, ateia fogo em metade da cidade, e persegue ferozmente os seguidores de Cristo, dentre os quais está Paulo (Faulkner), líder de sua comunidade, e feito prisioneiro, acusado de conspiração e traição.

Fugindo dos soldados romanos e escondidos no meio da cidade, os cristãos mandam ao encontro de Paulo seu companheiro, o também apóstolo Lucas (Caviezel), enquanto precisam decidir entre ficar em Roma ou partir. Divididos e confusos, eles precisam de respostas, e esperam encontrá-las junto à Paulo, através de Lucas.

📷 Sony Pictures / Divulgação

Com a ajuda de um facilitador infiltrado na guarda romana, Lucas consegue acesso à Paulo no cárcere, e entre conversas e impressões, Lucas começa a documentar as “memórias” de Paulo, que dentre outras coisas, explicam como ele passou de carrasco, que caçava e punia os seguidores de Cristo, a pregador e entusiasta do mesmo Cristo, após um fato atribuído por Paulo como um milagre, em meio ao deserto. Tais impressões e memórias fariam parte mais tarde do livro Atos dos Apóstolos, um dos mais importantes da Bíblia Sagrada.

As memórias de Paulo são descritas através de flashbacks, que esclarecem de forma didática a transformação do apóstolo. Também é de grande valia a dramaticidade imposta na interpretação de James Faulkner, como Paulo. O ator impõe pesar e sofrimento através de suas expressões, o que resulta em uma competente composição do personagem. Enquanto isso, Jim Caviezel  apresenta uma atuação consistente e linear, e em alguns momentos fica impossível não lembrar de seu papel em “A Paixão de Cristo”, onde interpretou o próprio Jesus, no polêmico e comentado filme dirigido por Mel Gibson em 2004.

Correndo em paralelo, há o drama vivido pelo prefeito romano “Maurício” (Olivier Martinez), que vê sua filha definhar devido a uma doença misteriosa, que não dá trégua mesmo com todos os sacrifícios realizados por ele e sua esposa aos deuses antigos. 

O desenvolvimento de Paulo, Apóstolo de Cristo se alterna entre diálogos explicativos e belas cenas contemplativas, evidenciadas através do slow motion, aliado a closes de câmera e trilha sonora marcante, que dá a intensidade necessária ao tom do filme.

📷 Sony Pictures / Divulgação

Mesmo com alguns pontos positivos, a direção de Hyatt não convence muito, e com uma qualidade técnica esforçada, somada a um roteiro simples e uma direção inconstante, o que sobra de tudo isso é uma acalentadora mensagem de resiliência e altruísmo, que parece querer se esquivar do clichê, mesmo que seja utilizando a velha metáfora do triunfo do bem sobre o mal.

Evidenciando a questão da perseguição religiosa, o longa tenta impor contemporaneidade, e despertar reflexão ao delicado assunto, através de uma mensagem no final da exibição.

Num apanhado geral, Paulo, Apóstolo de Cristo vale como mensagem positiva que faz pensar, mas tecnicamente não apresenta elementos que possam fazer com que seja considerado algo fora do comum.

Assista ao trailer:

Desde sua concepção pelos irmãos Lumiére em 1895, o cinema sempre teve como objetivo transportar a plateia para dentro de suas histórias.

O tempo foi passando, e junto vieram algumas inovações: passando pelo pioneirismo em efeitos visuais de George Mélies, a partir de 1896; em 1906 foi apresentado o primeiro “longa-metragem” (70 minutos); a primeira exibição de um filme em três dimensões, em 1922 (mudo e em preto e banco), e o mundo conheceu a “Era do Som”, que foi inaugurada em 1927.

Em 1952, o efeito tridimensional voltou aos holofotes, mas a “moda” durou pouco, somente até 1954. Com o desinteresse dos espectadores, a tecnologia ficou adormecida, voltando algumas vezes com o passar dos anos.

Encurtando a história, com a entrada do novo milênio as possibilidades cinematográficas aumentaram, com a criação da alta definição, e a volta (por enquanto definitiva) do 3D, que ganhou seu momento de glória com Avatar (James Cameron).

Com o 3D na crista da onda, e a alta definição nas mãos, a indústria sempre buscou por novas tecnologias, que dessem uma maior sensação de imersão aos filmes, até se chegar na junção de todas essas modernidades e, então, “voilá”: os apreciadores da sétima arte alcançaram a tecnologia 4DX.

Voltando à atualidade, na noite desta quarta-feira (25/04), a rede UCI Cinemas inaugurou no Shopping Anália Franco, em São Paulo, a primeira sala 4DX com o efeito neve. E o filme escolhido para esse marco não poderia ser outro: Vingadores – Guerra Infinita, em uma pré-estreia para lá de especial.

No início da sessão, foi exibido um teaser explicativo das “sensações” disponíveis: movimentação das cadeiras, água, névoa, vibração, aroma, vento e a esperada neve. A expectativa estava alta e a demonstração do teaser com os efeitos postos em prática, provocou variadas reações: risadas, sustos, e até gritinhos. Pronto: a plateia estava devidamente apresentada aos efeitos.

Como seria a desenvoltura das novidades ao longo das 2h36m de exibição de Vingadores: Guerra Infinita? Logo se saberia.

📷 UCI Cinemas / Divulgação

A tecnologia funciona bem. A imersão foi introduzida através dos mais variados efeitos sensoriais: a cada batalha travada na tela, os espectadores sentiam como se estivessem inseridos no cenário à frente. 

Vibrações nas poltronas, nas mais variadas intensidades, eram sentidas a cada ameaça que se aproximasse, ou até mesmo a cada pesado passo dos personagens. Golpes eram desferidos na tela, e pequenas lufadas de ar eram sentidas próximas aos ouvidos, como se cada soco, ou cada instrumento utilizado em combate, passasse a centímetros das pessoas. E os golpes certeiros e ferimentos eram sentidos também, através de alguns movimentos no encosto das poltronas, como se fossem massageadores sincronizados.

A parte do ambiente também não decepcionou: a cada cena na chuva ou em locais molhados, pequenos jatos de água eram borrifados à frente das pessoas. Cada ventania era sentida com intensidades diferentes também, desde uma brisa passageira aos ventos mais moderados dentro da sala. E cada explosão ou brilho intenso advindo da película, era acompanhado no ambiente por orquestrados feixes de luzes brilhantes na lateral da sala.

A gravidade também foi deliciosamente explorada: a cada cena que mostrasse viagens espaciais ou decolagens e aterrissagens das naves na tela, se tinha como companhia o movimento feito pelas poltronas em variadas direções: para cima, para baixo, e para os lados também, criando uma agradável sensação.

Mesmo com todo esse leque sensorial explorado, algumas melhorias poderiam ser feitas. Foram prometidos aromas exalados durante a sessão, e de fato houve. Porém era sempre o mesmo, independente do que estivesse sendo mostrado na tela. O barulho emitido por alguns dispositivos de efeito na sala, algumas vezes eram altos e desconexos com o filme, o que atrapalhava um pouco a imersão. E por fim, a tão esperada neve se resumiu a alguns flocos despejados na frente da tela, quando se esperava um preenchimento total do ambiente. 

Isso atrapalhou a proposta da sessão? É claro que não! De fato as pessoas se sentiram “dentro” do filme. E a promessa de imersão foi cumprida com êxito, deixando todos satisfeitos. Aliás, mais uma sensação juntou-se às outras: o gostinho de “quero mais”.

Novo lançamento da Paris Filmes, “Somente o Mar Sabe” é baseado em competição marítima real. 

O mar sempre foi objeto de fascínio por parte do homem. A prova disso é a forma como as aventuras marítimas ganharam, e ganham ainda hoje, destaque na cultura de forma geral, desde os primórdios da arte e da disseminação cultural.

Seja nas páginas de um livro, ou no roteiro de um bom filme, os oceanos sempre inspiraram variadas aventuras. Das mais básicas às mais fantasiosas e bem elaboradas, e por consequência, foram “desbravados” para o entretenimento dos mais diversos públicos.

No cinema, existem grandes sucessos do gênero, como o estrondoso Titanic, a divertida franquia da Disney, Piratas do Caribe, e o lúdico As Aventuras de Pi, somente para citar alguns pouquíssimos exemplos. Apesar de propostas distintas entre si, todos têm como objeto de exploração a adoração pelos mares profundos e cheios de mistérios. Somente o Mar Sabe chega para, ao seu modo, engrossar esse coro. Produzido pela BBC Films e pela Blueprint Pictures e distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem estreia na próxima quinta-feira, 26 de abril, em circuito nacional.

📷 Studiocanal / Dean Rogers

Com direção do cineasta britânico James Marsh (A Teoria de Tudo), o filme conta com um elenco encabeçado pelos astros Colin Firth (O Discurso do Rei), e Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel), ambos grandes atores, já premiados com o Oscar. Também estão no elenco David Thewlis (Fargo, a série, e Mulher-Maravilha) e Ken Stott (trilogia O Hobbit).

Baseado em acontecimentos reais, o longa conta a história de Donald Crowhurst (Firth), empresário com algumas dificuldades no ramo financeiro, e navegante amador, que em 1968 decide participar da Golden Globe Race, uma espécie de “corrida marítima”, que consiste em dar a volta ao mundo a bordo de um barco, sem paradas. Ansiando conquistar o primeiro prêmio e salvar seus negócios, Donald busca patrocínio para construir seu próprio barco, e “embarca” de cabeça em uma jornada repleta de perigos e incertezas, deixando em terra firme sua esposa Clare (Weisz), e seus três filhos.

Diferente de outras produções que retratam aventuras marítimas, esta não apresenta a “estética hollywoodiana”, tão presente no gênero e responsável por povoar o imaginário coletivo dos amantes do cinema. Aqui não existem monstros marinhos assustadores, ondas gigantes, tampouco acontecimentos extraordinários. O filme é totalmente baseado na realidade comum. Tal observação se deve ao fato de o longa retratar um acontecimento verídico, real, e levando isso em consideração, faz muito bem em manter os “pés no chão”.

O que se vê na tela é um homem “normal”, inexperiente e inseguro, com o sonho de conquistar fama e dinheiro, e dar uma vida melhor para sua família. Não existe mais ninguém a bordo, e como companhia, Donald tem seus medos, a pressão imposta por seus patrocinadores, e sua humanidade, e precisa lidar sobretudo consigo mesmo durante sua aventura solitária.

📷 Studiocanal / Dean Rogers

Colin Firth empresta sua competência usual, mas entrega uma atuação mediana, linear e sem surpresas. Ancorada à uma narrativa arrastada e demasiadamente sóbria.

A bela Rachel Weisz entrega mais um belo trabalho, como de costume, e apesar da sobriedade da trama, consegue demonstrar seu talento. Clare é o leme da família, sensata e “pé no chão”, e graças ao trabalho da atriz, o espectador se depara com mais emoção em terra firme, enquanto Clare tenta manter a família protegida do impacto causado pela ausência do marido.

Acompanhando o ritmo arrastado da narrativa, a fotografia é básica e sem muitos momentos de destaque, diferente da trilha sonora, sobreposta através de acordes pertinentes e bastante agradáveis aos ouvidos da plateia. Trilha esta composta pelo islandês Jóhann Jóhannsson, morto no início do ano, e responsável também pelas trilhas de A Chegada e A Teoria de Tudo.

Talvez a carta na manga de Somente o Mar Sabe esteja em sua porção final, onde todo o ritmo calmo e cadente do roteiro é “quebrado” através de um final inesperado, mas não surpreendente e que provoca uma sutil melhora no filme como um todo, mesmo que seja em seus minutos finais.

Como já dito, a produção trata basicamente de um homem comum, enfrentando, além do mar, seus mais diversos conflitos pessoais. Porém nada de novo, nem inovador nesta seara.

Assista ao trailer: 

Quem decidir assistir ao filme Uma Dobra No Tempo, que estreia nesta quinta-feira, 29 de março, em circuito nacional, precisa estar ciente de que é necessário entrar na temática proposta para poder se divertir, sem muitas exigências.

Essa que é a mais nova empreitada da Disney é uma adaptação do primeiro de seis livros escritos por Madeleine L’engle, que envolvem fantasia e ficção científica. No Brasil, a DarkSide® Books, editora que aposta no escuro, publicou uma maravilhosa edição HQ da obra e a HarperCollins Brasil publicou também o romance.

O enredo gira em torno da garota Meg (interpretada por Storm Reid) e de seu irmão, Charles Wallace (interpretado por Deric McCabe) que precisam sair em resgate do pai, um cientista (interpretado por Chris Pine) que subitamente desaparece, depois de se ver às voltas com pesquisas sobre possíveis viagens temporais.

No resgate, as crianças contarão com a ajuda do amigo, Calvin (interpretado por Levi Miller)e sobretudo de três excêntricas e misteriosas mulheres, que são uma espécie da representação de “agentes do tempo”. São elas: a divertida “Senhora Quequeé” (Reese Witherspon “cômica e graciosa”), a “Senhora Quem”, que “fala” através de “citações famosas” (interpretada por Mindy Kaling) e a “Senhora Qual” (Oprah Winfrey…aqui assumidamente blasé).

Mr. Alex Murry (Chris Pine). 📷 Disney / Divulgação

Formado o grupo de resgate, o longa-metragem didaticamente se propõe a “viajar” através de belos e lúdicos cenários proporcionados pelo CGI e por efeitos visuais que cumprem bem o seu propósito dentro do contexto do roteiro.

Mesmo através de um véu de infância e fantasia, a diretora Ava DuVernay (Selma – Uma Luta Pela Igualdade) se utiliza de algumas metáforas, e pincela algumas sutis, mas notáveis abordagens em mazelas sociais como o bullying e a busca pela auto aceitação, temas bastante comuns no universo dos adolescentes.

Storm Reid (Meg Murry) e Levi Miller (Calvin). 📷 Disney / Divulgação

Os atores mirins Storm Reid e Deric McCabe, que dão vida aos irmãos Meg e Charles, se esforçam em seus papéis, e entregam atuações condizentes à temática do filme, o que proporciona momentos com resquícios de emoção na medida.

Como já dito, Uma Dobra No Tempo não exige muito do espectador, somente a capacidade de se entregar a uma aventura que investe em diversão e fantasia, mas sem pretensões grandiosas.

Enfim, Uma Dose no Tempo é um passatempo para se curtir em família.

Assista ao trailer:

 

Guillermo del Toro é um daqueles cineastas que possuem uma identidade própria, e quase sempre marcante…e isso é evidente em seu novo filme.
“A Forma da Água” tem a “assinatura” do diretor: é artístico…fantasioso…lúdico e misterioso.
Porém…mesmo sendo um grande filme, não está isento de possíveis falhas…mesmo que pequenas.
O longa se assemelha a um prisma…com lados distintos.

Sally Hawkins e Octavia Spencer como Eliza e Zelda

É visualmente lindo. Envolve o espectador através de uma fotografia muito bem trabalhada em tons de azul esverdeado.
A trilha sonora compõe maravilhosamente o ambiente fantástico que a trama descreve.
Em alguns momentos, é impossível não se lembrar de “O Labirinto do Fauno”, consagrado trabalho do diretor…ou ainda encontrar semelhanças com o gracioso”O Fabuloso destino de Amelie Poulain”.
Sally Hawkins está maravilhosa como a faxineira Eliza, que é muda e se apaixona pela criatura encontrada em um rio da América do Sul, e aprisionada em um laboratório no auge da guerra fria.
A atriz entrega uma interpretação sensível e que diz muito…sem ao menos usar palavras faladas. A emoção transborda em seus gestos e seu olhar.
A “criatura” do filme…também se mostra um belo e competente trabalho de caracterização. A interpretação do ser fantástico ficou a cargo de Doug Jones, antigo colaborador do cineasta.
Junte a tudo isso cenas envolventes, delicadas,e bem feitas…que em alguns momentos fazem a plateia esquecer a noção de tempo/espaço.
Como já foi dito…visualmente lindo. Artístico e sensível.

Eliza e a “criatura” : Amor Incomum

Por outro lado…o roteiro tem alguns furos. Eles são pequenos, mas acaba sendo impossível não perceber.
O principal, talvez seja o desenvolvimento da relação entre Eliza e a criatura. Criatura esta que num primeiro momento se mostra agressiva com qualquer humano que se aproxime, mas se rende de primeira aos encantos silenciosos de Eliza, que a conquista presenteando-a com ovos (??!), em cenas recorrentes e destacadas.
O que se percebe é uma certa urgência em fazer da criatura e de Eliza cúmplices. Sem um trabalho maior de “aproximação”…sem maiores explicações.
O tom cômico fica por conta de Octavia Spencer, que interpreta Zelda…amiga de Eliza.
O tom ameaçador fica por conta de Michael Shannon, como o vilão “Strickland”…caricato demais em alguns momentos.
Pinceladas de erotismo também se fazem presentes…e deixam a interpretação de serem pertinentes ou não, a cargo da plateia.
No geral é um bom filme…mas muito se falou…muito se elogiou…e talvez tenha sido uma obra superestimada.
Mas não por isso irá escapar da alcunha de filme “cult”…ou “clássico”, em um futuro próximo.

 

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Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer)

“Me Chame Pelo Seu Nome” (Call me By Your Name), já chamava a atenção por aqui antes mesmo de estrear oficialmente nos cinemas.
Fenômeno parecido se deu mundo afora…e por onde já passou, o longa foi conquistando público e ganhando notoriedade.
Em uma simples análise…não é dificil entender o porquê.
Dirigido pelo cineasta italiano Luca Guadagnino e baseado no romance homônimo de André Aciman…o que se vê é um belo e sensível filme.
A história se passa em 1983. Elio é um garoto que passa mais um bucólico verão na casa de campo de seus pais na Itália.
Seu pai é um especialista em cultura grego-romana…e recebe o acadêmico Oliver para ajudá-lo em uma pesquisa.
A chegada de Oliver muda lentamente a rotina do local…e mexe principalmente com o mundo de Elio, que a partir daí viverá uma jornada de autodescoberta, através de um tórrido romance com Oliver.


Rotular o filme de “romance gay” é limitá-lo, uma porque trata sobre muito mais do que isso. Além do mais, os personagens Elio e Oliver são, aparentemente bissexuais na trama.
Aqui o foco é acima de tudo a humanidade dos personagens.
Apesar de ter sido ignorado em premiações como o “Globo de Ouro”, o filme segue como uma aposta sólida para o Oscar, segundo alguns especialistas (será?).
Dentre outros aspectos positivos, se destaca a atuação de Timothée Chalamet, como o jovem Elio. Simplesmente maravilhoso.
A fotografia é muito bonita. Solar e pontual…e ajuda na construção do longa.
Desviando dos clichês com maestria, “Me Chame Pelo Seu Nome” evita rótulos, evita o dramalhão e desfila com leveza.
Não existem julgamentos…não existe “certo” ou “errado”.Existem somente duas pessoas que se encontraram…e isso fica ainda mais evidente no diálogo entre Elio e seu pai, que fecha a história. Uma conversa madura e emocionante, como todas as conversas desse tipo deveriam ser.
Um belo filme, um belo trabalho, que mostra esmero até mesmo nos créditos finais…que são acompanhados de uma contemplativa e delicada cena.
Certamente irá chamar ainda muita atenção.

 

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Com 50 anos recém completados em junho, Nicole Kidman já enfrentou altos e baixos em sua carreira, mas uma coisa nunca deixou de acompanhar a atriz: a elegância e classe que imprime nos mais diversos papéis.

Apesar de ser considerada australiana, nasceu em Honolulu, no Havaí, onde sua família vivia na época, e quando Nicole completou três anos, se mudou com a família para Sydney, onde cresceu e começou a realizar seus primeiros trabalhos como atriz.

No início dos anos 90, começou a ganhar notoriedade por seus trabalhos, e continuou em franca ascensão, até alcançar o que muitos consideram o ponto alto de sua carreira: o suspense claustrofóbico”Os Outros” (2001), o musical “Moulin Rouge”, de Baz Luhrmann (2001), onde possivelmente Nicole estivesse no auge de sua beleza, seguido do papel de destaque em “As Horas” (2002), que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz.

Com um rosto delicado e uma beleza clássica, a atriz sempre injetou uma elegância notável no cinema contemporâneo. Logo depois de “As Horas”, Nicole participou ainda de alguns filmes que chamaram a atenção, como “Cold Mountain” (2003), “Australia” (2008), e “Nine” (2009).

Ao longo dos anos, sua carreira passou por altos e baixos, além de algumas escolhas duvidosas de papéis por parte da atriz, mas Nicole certamente deixou sua marca na sétima arte…e segue na ativa…onde aguardamos que a dama nos surpreenda com algum grande novo destaque…

Nicole como a cortesã Satine, em “Moulin Rouge”.

Enquanto isso, que tal matar a saudade com esta performance da atriz em Moulin Rouge?

“Aliados” se passa em 1942…época da ascensão do nazismo que culminaria na segunda guerra.
Os espiões Max (Brad Pitt) e Marianne (Marion Cotillard) estão juntos em uma missão em Casablanca, no Marrocos, onde o objetivo é eliminar um embaixador nazista que chegará à cidade.
Apesar de não se conhecerem, precisam fingir ser um casal para não levantar suspeitas e garantir o êxito da missão. Porém, acabam se apaixonando. Decidem viver juntos…e logo estarão divididos em lados opostos de suas convicções e ideais.
Sim. É clichê. É usual ver este caminho neste tipo de filme. E quando um clichê se mostra de forma tão direta, tem no mínimo a obrigação de ter pontos positivos.

 

Marion Cottilard como a espiã Marianne Beausejour

“Aliados” faz a lição de casa e entrega um clichê caprichado e muito bem feito. Apesar das pinceladas no roteiro que remetem à filmes como o próprio “Casablanca”, e Sr. e Sra. Smith, o longa de Robert Zemeckis consegue ser um híbrido atualizado de produções como estas. Uma espécie de versão 2.0. do “amor em meio à guerra”.
O filme tem qualidades: Uma reconstituição de época bem detalhada. Figurinos suntuosos e com classe. Cenas de ação pontuais e bem feitas.
Marion Cotillard é o retrato da elegância. Brad Pitt empresta sua cara de galã atemporal ao longa. Ambos são a alma do filme…e conseguem segurar a proposta até o final. Final que se apresenta brusco e seco. Um golpe bem dado…sem intenção nenhuma de ser delicado…e que fecha à altura.

 

Brad Pitt como o espião Max Vatan

No fim das contas…sim…pode-se dizer: “Aliados”, apesar de seus clichês…é um bom filme. Sem momentos de destaque que mereçam ser posteriormente lembrados…mas um bom filme.

Trailer:

 

Showman, polêmico, andrógino, revolucionário…o camaleão David Bowie teve muitas facetas ao longo de sua prolífica carreira, e uma delas foi a de ator, provando que música e cinema podem caminhar lado a lado.

O artista inglês se destacou como uma das figuras mais irreverentes do rock, mas ao longo de seus 44 anos de carreira explorou amplamente seu talento para a atuação. Sem dúvidas, no mundo do cinema, seu personagem mais marcante foi o duende rei Jareth, de LABIRINTO – A MAGIA DO TEMPO, mas Bowie já foi Poncio Pilatos no épico religioso A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO, de Martin Scorcese, já foi um vampiro em FOME DE VIVER, ao lado de Catherine Deneuve, foi também um alienígena em O HOMEM QUE CAIU NA TERRA, e “interpretou” a si mesmo em ZIGGY STARDUST AND THE SPIDERS FROM MARS, e EU, CHRISTIANE F., 13 ANOS – DROGADA E PROSTITUÍDA.

O “camaleão” David Bowie

CARREIRA DE DAVID BOWIE COMO ATOR:

  • Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1973)
  • O Homem que Caiu na Terra (1976)
  • Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída (1981)
  • Furyo – Em nome da Honra (1983)
  • Fome de Viver (1983)
  • Um Romance Muito Perigoso (1985)
  • Labirinto – A Magia do Tempo (1986)
  • Absolute Begginers (1986)
  • A Última Tentação de Cristo (1988)
  • Dream On (Temporada 02 – Episódios 01 e 02) (1991)
  • Twin Peaks – Os Últimos Dias de Laura Palmer (1992)
  • Basquiat – Traços de Uma Vida (1996)
  • Everybody Loves Sunshine (1999)
  • Zoolander (2001)
  • O Grande Truque (2006)
  • Arthur e os Minimoys (2006)
  • Reação Colateral (2008)
  • High School Band (2009)
  • The Love We Make (2011)
  • David Bowie is Happening Now (2014)
  • B-Movie : Lust & Sound in West Berlin 1979-1989 (2015)
  • Twin Peaks (Temporada 03 – episódios 14 e 15) (2017)

 

Labirinto – A Magia do Tempo

Com uma carreira extensa nas artes, tanto no campo da música como também no cinema, David Bowie fez jus ao apelido de “camaleão” e deixou um rico legado que jamais será esquecido.

O gênio nos deixou em 10 de janeiro de 2016, vítima de câncer de fígado, porém sua obra permanece viva…

 

Em “Tudo e Todas as Coisas”, Maddie (Amandla Stenberg), é uma adolescente que está prestes a fazer 18 anos. Portadora da síndrome de imunodeficiência combinada grave, a garota não pode ter nenhum contato com o mundo exterior, pois seu organismo não aguentaria contato com nenhum vírus ou bactéria.

Por conta disso, ela vive confinada em uma casa hermeticamente fechada e esterilizada, sob os cuidados de sua mãe, que é médica, e de sua enfermeira…tendo contato com o mundo somente através de cômodos com paredes de vidro. E é através dessas paredes que a Maddie vê seu mundo sacudir com a chegada de seu novo vizinho, Olly (Nick Robinson), por quem acabará se apaixonando.

Maddie (Amandla Stenberg) e sua mãe, Pauline (Anika Noni Rose)

 

O filme se enquadra, de uma forma mais sutil, no segmento das “tragédias adolescentes”, que tem entre seus expoentes os incensados “A Culpa é das Estrelas” e “Se eu Ficar”. O que se vê aqui é um trabalho delicado, sutil e gracioso…especialmente na primeira metade.

Ao conhecer a rotina de Maddie, a platéia se encanta de imediato e sente a leveza do filme, evidenciada por uma fotografia em tons pastéis e enquadramentos limpos e organizados.

A emoção é promissora…apenas uma questão de tempo…

Só que conforme o filme vai avançando, a promessa de arrancar algumas lágrimas com um arroubo emotivo se engessa…e tudo fica ali onde chegou: a leveza…a sutileza…e afins.

Ficamos esperando uma virada no roteiro que não acontece.

Aguardamos o nó na garganta…a lágrima rolando…e eles não vêm.

Tudo se torna gracioso demais…delicado demais…e vai cansando a narrativa aos pouquinhos…e o que se vê, são algumas situações até “bobas”. Todo o potencial emotivo fica estagnado…e quando o filme acaba, temos aquela sensação de que uma grande chance se perdeu.

No final das contas “Tudo e Todas as Coisas” é só mais um filmezinho adolescente bonitinho. Uma pena…

Trailer

Dirigido por Ymou Zhang (O Clã das Adagas Voadoras), “A Grande Muralha” pode ser analisado sob dois pontos de vista distintos: um despretensioso e visualmente belo filme para “passar o tempo”…ou uma alegoria risível, se a intenção for listar qualidades.

Tendo a grande Muralha da China como “locação”, o que vemos aqui é um atordoado Matt Damon que parece ter caído no meio de uma confusão meticulosamente orquestrada e ambiciosa. No papel de William, um mercenário do século XV em busca de pólvora, Damon, acompanhado de Pedro Pascal (Tovar), foge do ataque de uma criatura misteriosa, e acaba aos pés da muralha, onde se vê em meio a uma grande batalha de guerreiros chineses contra monstros que pretendem atravessar o monumento e invadir a cidade do outro lado.

Sendo uma espécie de co-produção entre China e EUA, o filme não consegue disfarçar sua estratégia comercial puramente mercadológica, onde o objetivo é alavancar a audiência de um público globalizado, pensado propositalmente.

Apesar disso, é impossível não notar o capricho do longa, evidenciado através de figurinos coloridos e luxuosos, técnicas curiosas de artilharia…e uma fotografia que se esforça todo o tempo para ser notada.

Em um determinado momento, até o mais exigente cinéfilo deixa de lado o olhar crítico, e embarca sem pudores em uma viagem frenética e visualmente impactante, que parece não se levar muito a sério.

Jing Tian como a comandante Lin Mei.

Quando se dá conta disso, o espectador abraça a idéia, e se deixa levar.

Deixando para trás a expectativa de acompanhar um filme “sério”, é possível sim, se divertir em meio às flechas, explosões, monstros digitalizados que são até competentes…e um CGI que grita por atenção.

Válido como um despretensioso passatempo…e somente isso.

Trailer:

Mesmo antes da estreia, o “revival” da nova temporada de “Will & Grace”, exibida pela NBC, já tem uma outra temporada confirmada.

Exibida originalmente entre 1998 e 2006, a sitcom retrata o hilário cotidiano de quatro amigos inseparáveis vivendo em Nova York, e ganhou nada mais do que 16 Emmys, tendo sido indicada 83 vezes (!!) em seus oito anos de duração.

Karen (Megan Mullally), Will (Eric McComarck), Grace (Debra Messing) e Jack (Sean Hayes) em foto promocional da primeira temporada exibida em 1998.

A série foi amplamente elogiada por ajudar a melhorar a opinião pública sobre a comunidade LGBT nos EUA, visto que dois dos personagens principais (Will e Jack), são homossexuais. Com cenas divertidas e algumas vezes emocionantes, o show conquistou o coração do público americano e ganhou muitos fãs mundo afora.

Sinopse

Para quem não conhece, “Will & Grace” mostra o cotidiano de Will, um advogado gay e sua melhor amiga Grace, uma design de interiores judia. Junto aos dois estão Karen, uma socialite milionária alcoólatra, e Jack, um atrapalhado aspirante a ator, também homossexual. O relacionamento entre os quatro provoca muitos momentos divertidos, e traz piadas da cultura gay e judaica.

O elenco principal em foto promocional da oitava e última temporada exibida em 2006.

O “revival” da série tem estreia marcada para o dia 28 de setembro, nos Estados Unidos.

Acompanhem o trailer:

“Vida” é competente, mas sem surpresas

Reunidos em uma estação espacial, seis astronautas de diferentes nacionalidades têm a função de estudar amostras coletadas no planeta Marte por um satélite. Dentre as amostras está uma pequenina forma de vida unicelular.

Despertada em laboratório, é celebrada como a primeira forma de vida extraterrestre coletada com sucesso para análise. O pequenino ser interage à sua maneira com reações que num primeiro momento se mostram inofensivas…e até “fofas”, o que logo faz com que ganhe status de “pet” espacial.

Batizado de “Calvin”, o ser se desenvolve rapidamente, ao mesmo tempo que muda seu comportamento…o que trará muitas surpresas.

A premissa é familiar, afinal o que não falta são filmes de sucesso nessa mesma linha, e justamente por isso, “Vida” tinha tudo para trazer frescor e novidade ao gênero…mas talvez tenha falhado nesse aspecto.

Jake Gylenhall como o doutor David Jordan

Um belo plano sequência de abertura situa o espectador junto ao longa, mas a calmaria espacial logo é abalada através do desenvolvimento rápido de “Calvin”.

A partir daí o filme assume o suspense como gênero, o que fragiliza um pouco o roteiro. Vertentes que poderiam ser mais exploradas acabam ficando de lado, como por exemplo a “humanidade” dos tripulantes, que acabam se tornando personagens rasos, sem muito conteúdo emocional. Temos por exemplo o personagem de Jake Gylenhall, que é um astronauta solitário prestes a quebrar o recorde de um humano vivendo no espaço, além de outras particularidades de cada personagem expostas e com potencial para serem desenvolvidas…mas isso acaba ficando cada vez menor ante a ascensão do estilo “gato e rato” que o filme pega para si.

Rebecca Ferguson como a doutora Miranda North

Porém…uma vez tendo assumido o papel de “filme de suspense”, até que o longa consegue se manter, prendendo o espectador de forma competente.

Com uma trilha sonora marcante e cenas um pouco clichês, mas eficientes, “Vida” em alguns momentos lembra “Gravidade”, além de outros sucessos semelhantes, tenta surpreender com um final inesperado, e se mantém dentro do lugar comum.

Não chega a ser um ótimo filme, mas também não é ruim.

A atriz espanhola Penélope Cruz é aquele tipo de mulher, que…se você der um carrinho de mão pra ela empurrar…ainda assim ela vai conseguir ser sexy.

Musa De Almodóvar e presença recorrente em produções americanas, a atriz de 43 anos é casada com o também astro espanhol Javier Bardem desde 2010, e povoa o imaginário do público através de personagens sempre marcantes e sensuais.                                                     

Seja na pele de uma dona de casa ou uma garota de programa, a atriz sempre chama a atenção do público e da mídia a cada novo filme.

Dentre suas personagens que abusam da sensualidade, está Carla, do filme Nine (um musical lançado em 2009 dirigido por Rob Marshall, que homenageia Fellinni). A performance de Penélope no longa está entre uma das melhores cenas:

Inesquecível!