É evidente que como um filme com drama e romance, muitos de nós já pensamos duas vezes antes de passar um tempo assistindo um filme desses gêneros, no entanto, caro leitor, tenho certeza que você se surpreendeu assim como eu me surpreendi ao ver que não se tratava de algo clichê.

Primeiro que a falta de linearidade no modelo que estamos acostumados, com começo, meio e fim é totalmente desconstruída e dá espaço a outra forma de organizar os fatos. Quem de nós não amou o fato de começar pelo fim, ir para o meio, voltar para o final, chegar ao começo e repetir tudo de novo, sem que nosso entendimento fosse comprometido? É fantástico como ficamos presos no enredo tão organizado que nos leva para todos os tempos da história, conectando tudo e o melhor disso é que tudo faz sentido.

Aliado a uma linearidade atípica, temos um elemento que por muitos passa despercebido. O Narrador. Apesar disso, meus amigos, Ele é uma peça chave, dita o tom obscuro em nossas mentes, nos faz sentir um pesar quando sua voz grave nos direciona para a ferida do nosso querido Tom. É um observador, que como um velho amigo e cansado, nos conta mais uma história que não é bem como pensávamos.

Fomos encantados pela mudança de humor e cores, rápida e com um aviso simples, a contagem dos dias. É um mecanismo que logo fica marcado inconscientemente e nos molda e prepara para o que está por vir. Mas não se engane, isso acontece tanto para os acontecimentos felizes e quanto para os tristes e foi justamente isso que te programou para saber a mensagem que vinha a seguir mas não como um spoiler, apenas um aviso: ‘Te cuida, teu sentimento deve ser assim agora’

O mágico acontece quando a mistura entre drama, romance, comédia e realidade são dosados e jogados na nossa cara, o que não nos faz ficar presos em um só momento e também, abandonar o pensamento de que o clichê está por vir. Intercalar momentos de alegria, dança, beijos calorosos e uma bad terrível, sem que o público sinta o contraste negativamente, é encantador e faz parte da magia do filme. Quem não sentiu no coração a cena Expectativa x Realidade? É sutil na transmissão, e forte na ideia. A trilha sonora é variada e se adequa com cada momento, e….qual filme encantador não tem isso?

Especificamente para este filme existem, em minha humilde opinião, mais dois elementos que tornam tudo “mágico” e são agentes diretos no nosso entendimento e emoção. Primeiro, por não ser a figura feminina que sofre de amores pelo rapaz e que toma um tapa na cara da Vida, e isso é algo que vemos no início, quando o Narrador se importa em avisar que essa é uma história de um rapaz que encontra uma garota, mas que não é uma história de amor. O Segundo elemento é a empatia, presente a todo o momento e que afeta, querendo ou não a todos que assistem. Quem de vocês não afirmou que era o Tom na vida? Quem de vocês não afirmou que era a Summer na vida? Pois bem, esta identificação torna o filme tocante por que diz respeito a nós e nossas relações na vida quer quando você foi o Tom, quer quando você foi a Summer e nos permite julgar cada um, nunca chegando à uma conclusão; Ou chegando a uma: que a vida é feita de momentos, não de eternidades.

Se você tem algo destacar sobre o que torna esse filme tão sensacional, deixe nos comentários!