Entenda como são feitas as trilhas sonoras

Música é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante ao som, e assim se tivermos curiosidades para pesquisar a história da sétima arte podemos saber que uma se encontra perfeitamente com a outra.  A música constitui um dos mais poderosos elementos dramáticos da produção audiovisual, ocupando uma posição privilegiada na trilha sonora cinematográfica. Se o cinema é a “sétima arte”, a música é a primeira segundo o mesmo Ricciotto Canudo (teórico e crítico do cinema). As composições para o cinema começaram no século XIX, principalmente na época do cinema mudo, quando os únicos sons produzidos eram os acordes tocados por um pianista ou pelos instrumentistas de uma orquestra. Em 1931 Charlie Chaplin foi um dos diretores britânicos que reconheceu a falta de trilha sonora nos filmes, tanto é que passou a fazer composições orquestrais para acompanhamento e isso se tornou histórico, pois o público começou a interagir muito mais do que antes com os sentimentos ao cinema. Logo após o reconhecimento de Chaplin a trilha sonora foi também reconhecida pelos demais e priorizada como parte do mundo cinematográfico, pois com ela as emoções viriam a tona.  Não há só uma única definição para o surgimento de orquestras na área cinematográfica, uns dizem que é algo utilitário e outros a afirmam como um meio de expressão particular, com qualidades e normas estéticas intrínsecas. A trilha sonora não é, assim, secundária a nenhum outro elemento da produção, direção de arte, roteiro, etc. Essa área da produção gera muito detalhe e captações das cenas, o clima da narrativa que está sendo passada e que irão dar uma sequência, esses fatores vão contribuir para a expressão emocional do público. Quando ela tende a uma qualidade original é necessário ter equilíbrio na cena, ao som e no dialogo dos personagens, por isso o diretor sempre deve acompanhar essa parte porque cada ideia que ele obtêm vai contribuir para a orquestra.  As composições não vêm do nada, e sim de inspirações alheias, e vão criando trechos e novas partes até que se obtenha o resultado final. Vale ressaltar que o compositor que vemos o nome estampado em alguma premiação, sites e nos créditos finais, são pessoas que contribuíram uma parte, por exemplo, John Williams muito conhecido por fazer a trilha sonora de Star Wars, Jurassic Park, Indiana Jones, etc. Ele não compõe sozinho, vai ser apenas o líder contribuidor, pois a orquestra irá trabalhar em conjunto, um vai dar sua opinião de criação e isso é comum ser coletivo, o que é muito bacana expressar as ideias até que se ache uma música tema e as demais.

 Como funciona a orquestra

Geralmente os maestros já tem sua orquestra, que é de 40 á 60 músicos em grupos de naipes (naipe é o nome dado aos grupos de instrumentos) sempre são passados por um teste primeiro para ver a qualificação que esse músico atinge, ou seja, a formação é igualar das demais orquestras como de câmaras, festivais, etc.. O compositor juntamente com o diretor irão expor suas ideias de como imaginam as composições para a obra, durante as gravações pode mudar ou modificar as cenas, mas a trilha ainda continua sempre repassando e reavaliando, até que tenha o resultado gratificante para ambos. 

A voz

A voz, representada pela palavra falada, o texto verbal, está presente nos diálogos, na voice over  (narração) e eventualmente também no walla.  Seguindo o padrão clássico do cinema, o diálogo é o principal, ou o mais importante dos elementos da trilha sonora. Se o ser humano ouvir vozes no meio de outros sons que o rodeiam (sopro do vento, música, veículos), são essas vozes que captam e concentram logo a sua atenção. Depois, em rigor, se as conhecer e souber quem está a falar e o que dizem, poderá então interessar-se pelo resto.

Silêncio

John Cage já afirmara que “nenhum som teme o silêncio que o extingue, e nenhum silêncio existe que não esteja pregnante de som” assegura que o silêncio soa quando este interrompe o som ou se segue a ele, reverberando com o tecido daquilo que soava. “Quando o silêncio precede o som, a antecipação nervosa o torna mais vibrante”. O silêncio pode ter também no universo audiovisual um valor sintático – onde é empregado como elemento separador entre dois eventos sonoros e indica que “em seguida, começará algo completamente diferente”; um valor naturalista – onde está de acordo com um valor dramático – geralmente usado para criar efeitos emocionais, como por exemplo, de suspense, tensão, perigo, angústia, medo, solidão, introspecção, etc.. Em meia trilha sonora: o cinema e seus sons a tantos sons, o silêncio encontra seu espaço na trilha sonora cinematográfica e também é um elemento importante.

Algumas trilhas sonoras:

 Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban

Buckbeak’s Flight

Compositor: John Williams Uma das maiores composições da trilha sonora do terceiro filme agregando uma melodia forte como os fãs pottehead dizem “Faça qualquer coisa escutando essa música que o resultado vai ser bom”.

Cena

Maze Runner: Prova de Fogo

Theme, End Credits

Compositor: John Paesano Nos créditos finais sempre vai se passar em minutos algumas ou todas as músicas que durante vimos nos filmes de principio sempre o tema e logo depois as outras- o tema pode ter modificações nos créditos e ao invés de instrumentos optam por coral .

La La Land

Summer Montage/ Madeline

Compositor: Justin Hurwitz O filme gira em torno do famoso Jazz, então é improviso que ouvimos sendo os próprios músicos criando, posso ressaltar que durante o período barroco os grandes compositores como Bach e Vivaldi trouxeram essa parte de diversos gêneros musicais mesmo que mais tarde o Jazz realmente nasceu em New Orleans, gerando tendências.

Spirit – O Corcel Indomável

Run Free

Compositor: Hans Zimmer Até nas animações tem essa riqueza, e como já escrito a cena tem que se equilibrar, e muita das vezes prestamos atenção no dialogo e esquecemos de ter uma percepção maior na música de fundo. Então para finalizar, reflito que a música é um instrumento de vida, pois o que precisamos para enfrentar nossos nevoeiros é de uma extraordinária trilha sonora, minhas últimas palavras para vocês são: entender o potencial narrativo que os elementos sonoros podem proporcionar para um filme é também um dever do realizador cinematográfico. A força expressiva que o som proporciona para uma obra audiovisual é hoje incontestável. E além de movimentar todo um abrangente mercado profissional, se consolida como uma nova área de pesquisa e estudos de cinema. Aprecie as trilhas sonoras!

Baah Momberg

Menina violoncelista e pianista, se formando na música clássica , saindo da zona de conforto e explorando o mundo.

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