Crítica | Terror nacional em “O Rastro”

Filme dirigido por J. C. Feyer, de 2017, contando com Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes, Cláudia Abreu, Domingos Montagner e Jonas Bloch no elenco. A trama se desenvolve em torno do desaparecimento de uma paciente, ainda criança, após o processo de transferência do hospital. Como o lugar já era antigo e não apresentava mais condições de funcionamento, João Rocha (Cardoso), um médico construindo sua carreira na medicina, é nomeado como encarregado para o processo da mudança dos pacientes desse hospital no Rio de Janeiro para outro em melhores condições e funcionamento. Esta determinação não é bem aceita pelos médicos residentes, muito menos pelo diretor do hospital, Heitor (Bloch). A todo o momento se tem a desconfiança de que algo esteja sendo tramado para impedir que haja a transferência e o fechamento do local, mas o roteiro é muito bem fechado e ficamos apenas com as nossas ideias sem entender muito bem o que, de fato, acontece ali. Isso faz com que fiquemos vidrados no filme e até um pouco incomodados em querer desvendar logo o mistério.

Quando toda a transferência é concluída e João percebe a falta de uma paciente começa sua busca por ela, encontrando pistas de que ela não teria apenas fugido do hospital. Não demora muito e ele começa a perceber que esse pode não ter sido um fato isolado, investigando por conta própria todos os outros sumiços sem explicação que aconteceram durante anos. A saúde mental de João também sofre um declínio neste processo, afetando também sua esposa Leila (Leal), que espera seu primeiro filho. A impressão de que temos é que o casal não possui amigos nem familiares próximos que poderia apoiar, de alguma forma, neste momento. Tanto Leila quanto João se fecham apenas com os amigos relacionados ao hospital, ficando presos e manipulados por eles.

Quanto mais João descobre sobre o que acontece no hospital e quais pessoas estão envolvidas seus delírios aumentam, fazendo com que ele fique descontrolado e obcecado pela verdade. Os acontecimentos que se desenvolvem em paralelo a esses eventos nos mostram, de maneira desesperada e angustiante, todo o fechamento do caso. Mas devo ressaltar que ao chegar no final do filme a sensação de decepção por ser um fim tão pobre, mesmo que conclusivo, nos faz lamentar. Poderiam ter desenvolvido mais, talvez não tivessem mais tempo ou mais orçamento, porém faltou algo. Isso não anula o fato de ser um bom filme, vale a pena assistir, mas não espere muito em ver como a coisa toda acaba.

Trailer:

Cinema Nacional, Cláudia Abreu, J. C. Feyer, Jonas Bloch, Leandra Leal, Natália Guedes, O Rastro, Rafael Cardoso, Suspense, Terror


Júlia Tezza

Amante da literatura e da sétima arte.

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