Crítica | Honeymoon

A lua de mel é provavelmente o primeiro momento que duas pessoas encaram o fato de que estão casadas e podem finalmente se curtir e estar juntas. É o esperado início de ouro de todo casamento, são aqueles dias de paz que precedem toda uma vida juntos, e quanto melhor a lua de mel, maior as expectativas para a vida a dois. E quando a lua de mel começa a dar errado?

Honeymoon conta a história de Paul (Harry Treadaway) e Bea (Rosie Leslie) em lua de mel na cabana de caça da família dela, num lago bem distante da cidade. Após um início maravilhoso, Paul encontra a esposa no meio da floresta a noite, vagando nua e desorientada. Nos dias se que seguem Bea começa a se mostrar distante e estranha. O marido, muito preocupado  começa a pressionar a esposa na tentativa de descobrir o que aconteceu e aos poucos ele vai desconfiando que alguma muito horrível aconteceu com a esposa na noite que ele a achou na floresta.

No primeiro momento o filme constrói o casal para o espectador e eles são a coisa mais linda do mundo, e ao decorrer do filme conforme tudo vai indo por água a baixo, o espectador também se sente no meio dessa ruptura. A relação do casal e a ameaça que espreita pelas janelas são mostrada através de um clima sombrio, pegajoso e natural.

Honeymoon é um filme extremamente simples, e isso é seu maior acerto. Ele se apoia nas atuações sensacionais e assustadoras de seus protagonistas. Os atores estão tão dentro de seus papéis que é completamente possível esquecer quaisquer trabalhos que eles fizeram anteriormente.

Trazendo o melhor estilo das produções independentes de terror, Honeymoon é um filme macabro, que explora a fragilidade de uma relação conjugal quando ela se choca com algo que uma das partes não consegue compreender. É impossível não se colocar no lugar dos protagonistas durante todo o filme.

Honeymoon não é um filme de terror como todos os outros, é um filme que muito tempo depois de assistir vai continuar na sua cabeça. De forma sugestiva e subjetiva, ele entrega um roteiro cheio de enigmas que quem vai desvendar é o expectador, é o tipo de filme que não entrega nada de bandeja, te prendendo, instigando e te deixando totalmente arrepiado.

O filme está disponível na Netflix!

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Pedro Azevedo

Escritor, estudante de jornalismo, redator chefe do @conversaurbana e colunista do blog @parperfeito. Louco por livros.