Com estréia no Brasil marcada pro dia 09/11 (nove de novembro), o novo filme de Stéphane Robelin, diretor de poucos trabalhos, sendo este o seu terceiro, é um conto sútil e leve sobre a experimentação de temas comuns a todos, como a velhice, a solidão, e o desenvolvimento das interações sociais na modernidade.

O filme é característico de uma linha muito observada no cinema francês, que se delimita basicamente na construção de uma linearidade simples, envolvida por uma perspectiva pessoal, e com um trato quase flutuante nas imagens, corroborando para uma percepção bem fluída e positiva do mesmo.

A história se transcorre tendo como base a vida do viúvo Pierre, um senhor de idade morador de Paris. Seu drama se desenvolve ao redor da sua família, constituída basicamente da sua filha e de seus dois netos. O idoso é saudosista com a vida, porque tem em sua mulher, que veio a falecer, a grande figura que concretizava sua felicidade, e é no amor que ele se apoia para encontrar mais beleza na existência. Essa condição da percepção de Pierre é melhor evidenciada quando através da internet, em um site de relacionamentos, o mesmo acaba trocando mensagens com inúmeras mulheres, sendo uma em especial, a sua querida.

Se a narrativa se delimitasse a essa condição até então evidenciada, provavelmente o filme acabaria sendo ainda mais simplificado, porque a trama teria o seu caminhar baseado na interação promovida pela internet, e no choque de gerações, contudo, Pierre acaba colocando no seu perfil de relacionamento, a foto do seu professor que lhe ensina a usar o computador, Alex. A trama se desenrola a partir daí, mesclando uma série de adventos que se decorrem, servindo para tratar não somente a percepção de Pierre sobre a vida e o amor, mas também para entreter o público em uma confusão familiar somada a uma tensão quase imperceptível num mix entre o saudosismo promovido pelo amor de outrora, e as inquietudes geradas pela vida e seus questionamentos.

Leve e despretensiosa, a obra é um convite cômico e sútil ao telespectador que é apaixonado pelo cinema, e pela sensação de conforto tão fortemente providenciada pela mesma.

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REVER GERAL
Roteiro
Fotografia
Direção
Atuação
Um jovem estudante do cinema e de toda a sua complexidade, que se debruça diariamente diante daquilo que mais ama, e se entrega com eloquência a 7ª Arte. Aprendiz de cineasta, amante de uma profusão de diretores e pseudo cinéfilo.