Martín e Mariana moram em prédios vizinhos quase com as paredes coladas. Eles formam o casal perfeito, separados apenas por um problema: ainda não se conhecem.
Esse romance argentino dirigido por Gustavo Taretto é sobre a solidão e a dependência da tecnologia que nos acomete. 
A narrativa do filme é muito interessante, ora rápida assim como as imagens que a ilustram, ora lenta e atordoada como toda situação que não parece ter fim.
Argentina e Espanha (países no qual o longa foi rodado) são os cenários. Países recheados de prédios, construções desordenadas, pessoas indo e voltando, céu cinza. E é nesse contexto que a história de Martín, um cara solitário e confinado na sua “caixa de sapato” (apartamento) e Mariana, uma mulher jovem que saiu de um relacionamento e que não sofre por isso, vão acabar se encontrando.
É impossível assistir Medianeras e não fazer uma breve semelhança com o filme 500 Dias com ela, por exemplo as estações do ano sendo visivelmente apresentadas na tela como se a partir daquilo surgisse algo novo, como os desenhos que viram cena real e o próprio romance em si. No caso do romance, a diferença é que no filme argentino não existe uma dependência por outra pessoa e sim a busca por alguém especial, inverso ao filme norte-americano.
A fotografia é muito bonita e dá para perceber que poucas cenas foram gravadas com câmera na mão. Esteticamente é um filme bem montado e muito bonito.
O roteiro detalhando e explicando toda e qualquer situação apesar de parecer cansativo, é funcional. O final é muito previsível. Inovador é como ele é apresentado.
Quem assistir Medianeras com certeza vai acabar se identificando em alguma situação do filme: seja a dependência pela tecnologia, seja a falta de tato com as relações humanas, a busca por alguém especial, a cidade que moramos sufocada por construções que não permite que enxerguemos algo do nosso lado. Belo filme!
Título: Medianeras
Ano: 2011
Direção: Gustavo Taretto
Roteiro: Gustavo Taretto
Duração: 95 minutos
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia/Drama
Formado em produção audiovisual, fotógrafo, e me arrisco fazendo uns videoclipes musicais. Amante de cinema, defensor do cinema nacional e apreciador de uma cerveja gelada. Não gosto de fazer lista de diretores favoritos e sim de filmes: Trilogia do Anel, Cidade de Deus, Forrest Gump, O Rei Leão, O Menino e o Mundo... e por aí vai.
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