Todos sabem como o cinema influencia e muito quando se trata de política, cultura, dinheiro e até mesmo Guerras.

Alguns anos antes do início oficial da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente, na década de 30, era normal você ver filmes fazendo propagandas ideológicas, ataques à outras nações e coisas piores.

Sabendo disso, escrevi este artigo falando um pouco do cinema na época da Segunda Guerra.

O nazismo no Cinema

 

Foto por: Alamy

Leni Riefenstahl foi não só uma figura importante pra influência feminina no Cinema, como também uma grande propagadora do Partido Nazista e de sua ideologia de superioridade Ariana.

Com filmes como “Triunfo Da Vontade” (1935), “A Vitória da Fé” (1933) e “Olympia” (1938), que são uns dos maiores sucessos dela, onde exaltavam a figura de Hitler, a superioridade alemã e de sua raça Ariana, foram também o que fez ela participar da história do cinema, revolucionando, com técnicas novas de enquadramento, ângulos de câmera, iluminação e nus.

Leni Riefenstahl não era partidária do nazismo, até sonhava em ser atriz de Hollywood, não conseguindo tornou-se cineasta do regime de Hitler. Leni assinou filmes antissemitas como “Judeu Suss”.

Foi feito um documentário em 1992, que se chama Leni Riefenstahl, A Deusa Imperfeita, onde conta a história pessoal e de carreira da grande cineasta.

Hollywood e sua influência na Guerra

Antes da guerra, também na década de 30, Hollywood realizava filmes anti-nazismo. O estúdio de cinema que mais se engajou foi a Warner Bros. Além da Warner, a United Artists também alertava sobre o perigo iminente que o nazismo poderia causar ao mundo.

Foto por: Warner Home Video

Acreditava-se na época numa grande perda de mercado de cinema na Europa, caso a Warner lançasse seus filmes de guerra anti-nazismo no velho continente. Os irmãos Warner insistiram e lançaram o  filme “Sargento York” (1939). O Filme era protagonizado pelo ator Garry Cooper, um pacifista que abria mão do pacifismo para matar e salvar outras vidas.

Nessa época, os filmes de guerra dos EUA contaram com a colaboração de vários refugiados do regime de Hitler, como Fritz Lang, Otto Preminger, Robert Siodmark, Douglas Sirk, Michael Curtiz, Fred Zinneman e Billy Wilder, todos alemães e austríacos. Os refugiados em Hollywood iniciaram um trabalho super importante, de conscientização sobre a horrível guerra que iniciara na Europa.

Em 1938, ocorrera uma série de ataques por parte dos nazistas sobre sinagogas e lojas de judeus situadas na Alemanha, fato conhecido como a “Noite dos Cristais”; perante essa notícia, Charles Chaplin ridicularizou Hitler através do filme “O Grande Ditador” de 1940.

O filme “O Grande Ditador” além de ser censurado em vários países, inclusive aqui no Brasil, o filme também deixou Hitler bem furioso, numa fase em que EUA e Alemanha ainda mantinham relações diplomáticas.

União Soviética no Cinema

Claro que os soviéticos não poderiam ficar de fora, já que sua ideologia dependia tanto de propaganda como a do Regime Alemão.

Mas no âmbito do Cinema, a Rússia teve vários cineastas soviéticos que influenciou muito no Cinema. Entre os mais conhecidos estão Sergei Eisenstein, Dziga Vertov e Andrei Tarkovski.

Filmes como “O Encouraçado Potemkin” (1925), Alexander Nevsky (1938), Três Músicas Para Lenin (1934) e Lenin Em Outubro (1937) foram de suma importância pra divulgação marxista-leninista pro mundo.

Diferente dos cineastas alemãs ou americanos, os soviéticos criavam mais documentários do que filmes comuns. Mesmo o mundo do cinema já sendo enorme, a Rússia focou sua propaganda mais em outras áreas e isso ficaria pra outro artigo, em outro site, provavelmente.

Redator, Social Media, Designer, Baterista e apaixonado por cinema. Meu hobby é aprender coisas novas e gosto de fazer um pouco de tudo.
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