O Homem Aranha com certeza é o personagem de histórias em quadrinhos mais carismático que existe. Ganhou muita notoriedade no universo cinematográfico com a trilogia de Sam Raimi (os dois primeiros filmes excelentes e o terceiro apenas regular) e depois com dois filmes de Marc Webb (na minha opinião descartáveis). Contudo, ainda faltava sua aparição no universo cinematográfico Marvel, culminando na grandiosa Guerra Infinita
Depois do acordo entre Sony (detentora dos direitos do personagem) e o Marvel Studios, pudemos sentir um pouquinho do que seria este novo Aranha, no filme Capitão America – Guerra Civil. E eis que surge Homem Aranha – De Volta ao Lar.
Neste filme, que acontece logo após a guerra civil, o diretor Jon Watts não perde tempo com história de origem. Peter Parker já foi picado, tio Ben já morreu, tudo está situado. Afinal recontar seria cansativo e pouco construtivo.
Tom Holland está ótimo como Peter/Spider e ele com certeza é a melhor interpretação do personagem no cinema. É jovem, engraçado, preocupado com questões morais, e essa soma de fatores deixa o Homem Aranha muito mais fresco na memória do público. Era preciso tirar o gosto ruim dos filmes de Marc Webb.
Na trama ele está estagiando com o Homem de Ferro (Robert Downey Jr. faz o mais do mesmo aqui, e é sempre legal), passando por conflitos escolares, tentando ajudar a população. Porém uma grande ameaça aparece e isto colocará a prova sua determinação e seu poder. Michael Keaton interpreta o vião Abutre, um cara que tem suas motivações para usar violência e marcar seu terriório, e como em poucos filmes do gênero o vilão não quer dominar o mundo (gostei muito disso).
O visual do filme segue o padrão Marvel (e nem poderia ser diferente). As cenas de ação são bem realizadas, a edição dita um tom correto sem acelerar demais o desenvolvimento, as explosões estão presentes, e você consegue enxergar tudo que está em cena, graças ao trabalho de fotografia bem executado. Nada inovador quando comparamos com os outros trabalhos do estúdio. Com certeza a parte mais legal do visual gráfico é o uniforme do Homem Aranha. Você vai sair da sala do cinema querendo um, com certeza. Apesar da trilha sonora ser do Michael Giacchino, não há nenhum grande momento para grudar na sua cabeça.
Homem Aranha – De volta ao lar é divertido, bem executado, apresenta o novo Cabeça de Teia de maneira um pouco mais profunda no universo cinematográfico Marvel com a ótima presença de Tom Holland. Mas é uma história seguindo o caminho Marvel de sempre, sem ousadia no roteiro, mantendo a mesma fórmula que está se tornando saturada. Precisamos urgentemente de Vingadores – Guerra Infinita para encerrar este ciclo e quem sabe começar outro um pouco mais corajoso.
Por parte do Amigão da Vizinhança, vamos aguardar o próximo filme e que ele seja muito mais elaborado em trama, porque em carisma, o estoque já está bem cheio (ainda bem).
Formado em produção audiovisual, fotógrafo, e me arrisco fazendo uns videoclipes musicais. Amante de cinema, defensor do cinema nacional e apreciador de uma cerveja gelada. Não gosto de fazer lista de diretores favoritos e sim de filmes: Trilogia do Anel, Cidade de Deus, Forrest Gump, O Rei Leão, O Menino e o Mundo... e por aí vai.
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