É inerente a qualquer filme a capacidade de contar ou recontar uma história. De modificar e enaltecê-la. Dunkirk é isso. É transformar uma evacuação de guerra em vitória. O aparente covarde em destemido. É recontar, mas também é reviver.

Imerso nos primórdios da Segunda Guerra Mundial, o diretor Christoper Nolan retrata uma das principais batalhas que impediram o avanço das tropas nazistas e alteraram o curso da história, através, é claro, de atuações, enquadramentos e trilhas sonoras de tirarem o fôlego.

Cena do filme ‘Durkirk’, de Christoper Nolan. Foto de Melinda Sue Gordon/Warner Bros.

Dividindo a trama cronologicamente e em três níveis: praia, mar e ar, em ‘Dunkirk’, Nolan surpreende a nós, espectadores, mais uma vez. Na praia com o jovem soldado Tommy que com a ajuda de vários colegas busca incessantemente retirar-se de combate. No mar com o aguerrido marinheiro Sr. Dawson e sua pequena tripulação que bravamente vai ao resgate dos soldados. E por ultimo, mas não menos importante, no ar com os pilotos Farrier e Collins que se dispõem a proteger os soldados encurralados na praia. A fragmentação cronológica, assim como a edição, devidamente apreciada em uma sala de cinema contribui para imergir o espectador no decorrer dessa batalha épica. Ao passo que mostra o diretor – nadando contra a maré – a importância, quase que esquecida, de fazer filmes para serem assistidos no bom e velho cinema.

Ao final nos deparamos com a derrota. Com o término de uma batalha que significou, acima de tudo, resistência. De soldados e civis que lutaram, implacavelmente, para defender a humanidade.

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