Crítica | Alfie – O Sedutor

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O inglês Alfie é um motorista de limusine solteirão, nas ruas de Nova York, que jamais perde as oportunidades. Noite após noite está com mulheres diferentes, porém sempre fugindo de compromissos. É o típico mulherengo. Sedutor e inglês, com toda sua beleza, charme e carisma são suas maiores armas, sempre arrancando olhares quando passa com sua lambreta. Mas apesar de elegante e bem vestido, com uma boa conversa e um sorriso conquistador, deixa sempre claro suas mais sórdidas intenções. Vive cada dia como se fosse o último, a ponto de muitas vezes ter atitudes irracionais. Mas nem tudo é um mar de rosas e, mesmo com toda a sua imaturidade, passa a refletir se essa é a vida que ele espera para seu futuro. E começa então a passar por uma série de dilemas morais, questionando suas escolhas e pessoas ao seu redor. Porque, claro, nada é para sempre.

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Um filme de Charles Shyer, que não é nenhum iniciante na área de comédias românticas, que já tem em seu currículo: “O Pai da Noiva”, “Presente de Grego” dentre outros. Protagonizado pelo nosso querido Jude Law, num papel que caiu como uma luva para ele, que leva o filme praticamente nas costas. Mas não se pode desmerecer as participações de Sienna Miller e Susan Sarandon, que dão um show de atuação, mesmo que as vezes nos levem a uma inevitável previsibilidade. Um fato muito interessante do filme, é que diversas vezes, Alfie quebra a quarta parede é fala com o espectado, o que da um brilho a mais para o filme.

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Charles não mede esforços na ótima produção, incrível montagem, e no humor leve e elegante. Sendo a refilmagem de um longa de 1966, interpretado por Michael Kane, as duas produções tem seus méritos. O resultado foi um filme simpático e, mesmo não agradando a todos, quem vê as entrelinhas e tenta entender as mensagens que ele tem a passar acaba gostando, apesar das falhas.

O filme começa bem sutil, mas no decorrer vai ficando com um tom cada vez mas dramático. São situações e mais situações que podem levar o espectador a oscilações entre risos e lágrimas. São eventos cada vez mais trágicos na vida de Alfie, motivados por suas péssimas escolhas que acabam lhe trazendo as devidas consequências. O filme nos faz refletir junto com o personagem e pensar em muitas coisas, apesar da linha de objetivos criada pelo mesmo ser até um pouco confusa. Talvez por essa razão muitos não gostam dos rumos que a história vai tomando.

Em minha opinião Alfie não é um filme ruim, mas, sim, incompreendido. Com uma ótima trilha sonora, composta por músicas inéditas criadas pelo astro Mick Jagger, menção para a música que encerra o filme “Old Habits Die Hard”, com uma letra feita especialmente para o filme, mostrando toda uma reflexão é sentimento, que o filme vai tentando nos passar, a fotografia é de fazer brilhar os olhos, pois vai sempre se adaptando ao sentimentos do nosso protagonista. De um lindo dia ensolarado, pode passar para uma grande e chuvosa nuvem negra. Sempre dizem que os homens amadurecem mais tarde que as mulheres. E Alfie esta aí para provar isso, e também que nada pode parar o tempo. Os anos passam e as vezes, talvez, tentamos preencher lacunas que não podem ser preenchidas com nossas loucuras e entretenimentos. Todos, um dia, teremos que amadurecer.

O filme foi um fracasso de bilheteria, faturando apenas um total $35.15 milhões de dólares mundialmente, um pouco mais da metade de seu orçamento de $60 milhões de dólares.

Confira abaixo a música feita por Mick Jagger (SPOILER ALERT):