Titãs: série agrada fãs da dc, mas deixa a desejar ao publico geral

Foi com muita alegria que comecei a acompanhar titas, que esteirou dia 12 de outubro pelo streaming DC, e chega ao netflix agora dia 11 de janeiro. O primeiro episodio foi como um soco no estomago, até a música de abertura me agradou, alias, diria que é impossível não a amar:
https://www.youtube.com/watch?v=BP_x16VWnZc

Aos poucos os personagens são introduzidos, Ravena, Robin, Estelar e Mutano, ao vivo e em cores. Cada episodio visa contar um pouco da historia de cada um deles, e a ansiedade é para ver o quarteto finalmente juntos.

A partir desse ponto, infelizmente as coisas desandam completamente. A começar pela personagem da Ravena, que é uma grande decepção. O seu traço frágil, não é nada parecido com os traços originais do quadrinho, mesmo sabendo que se tratava de uma adaptação, é difícil entender as motivações (ou a falta de) da personagem, tudo que acontece na sua trama é lento, e os laços soam forçados com uso excessivo de drama, o que é estranho, pois Teagan Croft, que da vida a personagem, faz parte do enredo central da serie.

Outro que entra para a lista de herói não tão bem desenvolvidos é o Mutano, interpretado pelo Ryan Potter.
Talvez a falta de orçamento explique as poucas opções de utilização do personagem. Que ouso dizer, chega a ser tratado com um certo desdém, sempre em volta de uma piadinha ruim. Fica obvio que nem a produção se orgulha, já que sua historia central é muito limitada.


Mas Se o roteiro falha em deixar uma parte do elenco interessante, acerta em cheio com os outros dois. Robin e Estelar são a alma aqui.
Dentro desse núcleo tudo funciona! As cenas de lutas são dinâmicas, os diálogos frenéticos, e tudo isso resulta em um laço afetivo que soa natural e carismático.


Com o elenco fixo devidamente apresentados e inseridos na trama conjunta, deveríamos agora partir para ação. Certo? Mas não é bem, o que acontece. Donna Troyn, Jason Todd, e até um homem lata são brevemente historia dentro da serie. A sensação que me dava a cada novo episodio, era de estar sendo ”enrolada”, e me questionei mais de uma vez, porque a escolha de ter 11 no total, pois a construção dos acontecimentos parece ficar sem propósito por muitas vezes.


Em um ritmo arrastado, o ”1×11 – Dick Grayson” chega, e a espera para a grande conclusão por mais uma vez, me decepcionou. Estranhamente, parece que tudo aconteceu ”sem grandes pretensões” e desenvolvimento de roteiro. Mas com muito fã service incluindo (não é mesmo Batman?). A sensação ao terminar a serie é de que faltava alguma coisa e foi difícil de engolir.

Em suma, mesmo tendo seus momentos e sendo grandiosa em alguns aspectos (cenas de lutas muito bem coreografadas, figurinos e trilha sonora), o longa dificilmente vai agradar quem não é tão fã desse universo. O que nós faz ficar na tela, é a nostalgia de ver os nossos tão amados personagens em ação, na esperança de que sua historia finalmente faça jus.
Mas como essa é a primeira temporada, e já temos uma segunda confirmada pela frente, acredito que ainda podemos recuperar e corrigir os pontos negativos. Material para isso não falta, não é mesmo? Pois a cena pós credito revela muito sobre o destino da qual os produtores pretendem caminhar.

Grandes destaques:
Rapina e Columba
: eu assistiria tranquilamente um spin off só deles. Com uma direção magestrosa somos sugados pra dentro do confuso e intimo do casal, é impossível não ter grande empatia e se emocionar. Hank e Dawn, contem comigo para tudo!

Estelar: antes mesmo da atriz Anna Diop surgir como a personagem, muita polemica girou em torno da sua etinia. Infelizmente casos preconceituosos como esses ainda são comuns, e queria deixar claro que repudio cada um deles. Deixando toda essa polemica de lado, gostaria de frisar o excelente trabalho que foi feito aqui. A atuação e o jeitão badass da personagem, foi um grande acerto.

Robin: fugindo de tudo do que a gente já viu retratado nos cinemas/series de tv, o personagem finalmente tem o tom que lhe faz jus. Sem deixar o clássico morrer (veja por exemplo, o seu uniforme) esse Dick Grayson vive em um tom mais sombrio, mais violento. Tudo leva a crer que o personagem irá se inclinar mais para o asa noturna…



Nostalgia: só de pensar que o nome da mãe da Ravana é Azarath, que robin apresenta o bastão do mal e até o asilo arkhan tem um pilot. Fica nítido para mim, que o sentimento nostálgico é um protagonista. Essa jogada funcionou muito bem.
Ah, fãs de quadrinhos.. esse é o momento É TÃO de vocês.



Dani Califórnia

Estudou produção audiovisual e fotografia. O pai era um tira e a mãe uma hippie. É obcecada por paletas de cores e assiste qualquer filme se tiver a Amy Adams no elenco. É um vyado com y e a maior fã de pagode anos 90 desse brasil.

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