Crítica| Bohemian Rhapsody

Com a estreia nacional no dia 01 de novembro, Bohemian Rhapsody, baseado na biografia da banda Queen, conta a história por trás dos bastidores sobre a relação de convívio entre os quatro integrantes formado pelo baterista Roger Taylor (Ben Hardy), vocalista Freddie Mercury (Rami Malek), guitarrista Brian May (Gwilym Lee) e o baixista John Deacon (Joseph Mazzello) e aos fatos depois do ingresso de Mercury no grupo, levando-os ao estrelato e reconhecimento mundial.

A direção passou por vários diretores entre eles Bryan Singer, porém, quem finalizou o projeto foi Dexter Fletcher que afirmou ser um retrato digno voltado ao Queen sendo que fugiu desse comprometimento destacando apenas o vocalista, seja na vida pessoal ou nos palcos, mas, acolhida abertamente pelo público. Um merecimento digno são os próprios Brian May Roger Taylor terem participado das produções do filme, trazendo mais riqueza.

NEW YORK, NY – OCTOBER 30: Brian May and Roger Taylor of Queen attend “Bohemian Rhapsody” New York premiere at The Paris Theatre on October 30, 2018 in New York City. (Photo by John Lamparski/WireImage)

O roteiro estava nas mãos de Anthony McCarten e Justin Haythe, o qual poderia ter sido melhor no desenrolar dos acontecimentos. Quando você está tentando entender uma cena em questão, tem uma passagem muito rápida fazendo ter um decaimento no tempo, podendo não existir um padrão na cronologia da obra.

O figurino e cenário foram bem elaborados, remetendo aos anos 80 de uma forma extravagante e com diversos estilos, em várias cenas de festas é evidente isso sendo destacado, a leveza que um estilo era visto de várias maneiras, o poder de persuasão, são esses detalhes que deixam o filme mais encantador.

No geral, o elenco surpreendeu minhas expectativas, tomando conta dos personagens de uma forma segura, tendo a ilustre participação de Myke Myers interpretando Ray Foster “o carinha que não coloca esperança na banda”. O destaque do making off da música We Will Rock You teve uma forma divertida e coletiva, dando aquele gostinho de “quero ver mais isso” e o que acontece na produção de Bohemian Rhapsody, muito bem apresentada com aquele ar engraçado que eles utilizaram os instrumentos para experimentos e técnicas.

Um ponto evidente a ser analisado é a performance artística do ator Rami Malek, que interpretou Freddie Mercury. Como foi escolha de Malek apenas dublar a voz do cantor ele apenas investiu nos comportamentos do personagem – particularmente foi o mais sensato já que a voz do cantor é devidamente única e era á que os fãs realmente estavam esperando desde os trailers- no geral sua atuação foi explosiva, por exemplo, na hora de extrair o melhor das músicas buscando até a “perfeição” que era esse o objetivo até nos movimentos de palco, a interação ao público gigante que a banda adquiriu e principalmente a modulação na hora de dublar, que se mantém um artifício enfim, as peculiaridades adotadas por Mercury foram presentes.

Um dos objetivos do projeto era homenagear Freddie pelo seu papel no mundo da música acarretando seus sucessos e sem regras impostas no seu trabalho, tanto é que o Queen não segue padrões. Retratando sua homossexualidade de uma forma diferente da temática, mostra sua vida fora dos palcos, sua meta de fazer a banda chegar a um patamar elevado, a relação com Mary (Lucy Boynton) que desde os pequenos shows via o talento brilhante de Mercury e confissões na trama desse relacionamento se complicando entre ospersonagens, porém, não foi aprofundado no filme e é até interessante destacar sobre num determinado ponto, quando descobriu sua doença e logo após foi fazer o show que os levariam ao “infinito e além“.

O ato final da banda no show Live Aid -1985 (ele é real recomendo assistir porque, é de ficar arrepiado) é o ponto primordial, quem é fã com certeza irá cantar junto, se emocionar e aplaudir de pé uma composição de performance tão conquistadora e majestosa, um vocalista incrível, um guitarrista que arrebenta, um baixista comandante e um baterista dedicado á explosões, não têm como ficar deplorável o trabalho.

É possível sentir a preciosidade gigante em que a trilha sonora retrata desde a abertura clássica da 20th Century Fox com solos de guitarra arrepiando o público, ela foi bem planejada e se encaixou com a narração do filme trazendo as músicas de mais sucesso do Queen como Somebody to Love, We Will Rock You, o poderoso Who Wants to Live Forever e em partes de fundo Under Pressure -o que poderia ter maior entonação. Um ponto positivo logicamente ao filme são as músicas que nos remetem a momentos extraordinários, proporcionando sentimentos de euforia e poder, ou seja, em nenhum momento a trilha nos decepciona.

Bohemian Rhapsody faz uma homenagem a uma das maiores bandas dos anos 80, que trouxe o rock ao seu ápice com muita perseverança e uma das vozes mais lindas que todos mundialmente temos o prazer de ouvir, seja em tempos bons ou ruins Queen sempre será amado pelos seus fãs e mostra novamente Freddie Mercury brilhando nesse show cinematográfico.

Trilha Sonora:

bohemian rhapsody, Brian May, Freddie Mercury, John Deacon, Mary Austin, Queen, roger taylor


Babi Kulik Momberg

Menina violoncelista e pianista, se formando na música clássica, saindo da zona de conforto e explorando o mundo através da sétima arte.

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