Crítica | Escobar – A Traição

Sinopse: No começo dos anos 1980, a jornalista colombiana Virginia Vallejo começa um tumultuado caso de amor com o mais poderoso e temido traficante de drogas do mundo – Pablo Escobar.

Com estréia prevista para o dia 16 de Agosto, o longa que conta com nomes como Javier Bardem, (Mãe!, Onde os fracos não tem vez, Vicky Cristina Barcelona), e Penélope Cruz, (Volver, Bandidas, Assassinato no Expresso do Oriente), que inclusive formam um casal fora das telas, se propõe a desenvolver a narrativa sobre a vida do famoso traficante, mas dessa vez, diferentemente de outras obras, sob a perspectiva externa, advinda da jornalista Virgínia Vallejo. O trabalho tem como base o livro, Loving Pablo, Hating Escobar, da escritora de mesmo nome da personagem. 

Ao longo dos últimos anos, tem crescido perceptivelmente a quantidade de obras que falam sobre a vida de Pablo Escobar, e justamente por isso que a escolha de tal temática poderia facilmente ser entendida como mais uma tentativa em um mar de repetições. No entanto, a introdução da análise externa, e o condicionamento da narrativa ao poder, ainda que não constantemente presente da personagem, acabaram por contribuir para o enriquecimento da história, e também para o desenrolar visual estético de todas as cenas, que criaram uma reverberação dual, entre os dois principais personagens.

Com referências constantes aos anos 80, o filme acaba conquistando também através do figurino, e os relatos da personagem, sempre carregados de minúcias tão honestas, acabam envolvendo o público de forma ainda mais intimista com a história, colocando o telespectador não só como observador da vida do emblemático Pablo, mas também desenvolvendo no mesmo a capacidade de julgamento e de esclarecimento quanto a personalidade e as atitudes do mesmo.
Por um momento é considerado a existência de uma certa romantização daquele estilo de vida, contudo, com o desenrolar do trabalho, é pouco a pouco desconstruída essa ideia, justamente através do surgimento dos pontos máximos de conflito na história. 

As atuações são impecáveis, mas isso já se esperava com um elenco de tal porte, entretanto a trilha sonora deixa a desejar, e tendo em vista a montagem que foi realizada, tal ferramente poderia incrementar consideravelmente o efeito de determinadas cenas no público. 

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Além disso tudo, com pitadas de uma violência bem gráfica, e com um tom de humor muito característico, o filme consegue ser cativante, sedutor, e ainda assim violento, construindo uma mistura completamente atrativa para o público voltado para esse tipo de gênero, além de expandir ainda mais as possibilidades de identificação e/ou satisfação no final. Definitivamente, vale a assistir! 


William Diniz

Um jovem estudante do cinema e de toda a sua complexidade, que se debruça diariamente diante daquilo que mais ama, e se entrega com eloquência a 7ª Arte. Aprendiz de cineasta, amante de uma profusão de diretores e pseudo cinéfilo.

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