Crítica | Mamma Mia – Here We Go Again

Sinopse: Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70 a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamos, parceria com as amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, ela se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

Com estréia no Brasil para o dia 02 de Agosto, Mamma Mia já conta com um público cativo que se deliciou no primeiro filme com as canções clássicas da banda Abba, e com um elenco de peso que passou por nomes como Amanda Seyfried e Meryl Streep, no entanto, naturalmente a obra é lançada na intenção de conseguir um público maior, ainda que a correlação entre essa e a primeira sejam essencialmente crucial para entender o desenvolver de determinadas tramas, ou ao menos para desenvolver uma maior empatia e compreensão das personagens. 

Nesse aspecto, é preciso ser claro, o novo filme se apoiou e muito no carisma do primeiro enredo para tentar galgar com eficácia um certo envolvimento, ainda que tal condição seja questionável, já que com a saída de Meryl Streep, e foco no enredo na versão mais nova de sua personagem, interpretada por Lily James, que teoricamente divide suas aparições com uma versão mais madura e igualmente insegura da Sophie, foi consideravelmente difícil proporcionar o mesmo envolvimento do público. Dito isso, não foi raro os momentos em que se apoiaram em personagens secundários mas que carregavam, desde o filme anterior, um certo apego, sobretudo por suas personas tão caricatas, como no caso de Tanya e Rose, interpretadas respectivamente por Julie Walters e Christine Bransky.

De tom leve, com atmosfera bem semelhante ao primeiro, a maior diferença na estética desse filme surge através das referências constantes aos anos 70/80, que inundam a tela e os números musicais quando se propõem a desenrolar o desenvolvimento da vida de uma Donna mais jovem, na tentativa de construir a partir de inúmeros paralelos, uma equiparação entre os processos de crescimento da mesma quando em comparação com a sua filha. 

Quanto ao novo elenco, que surge justamente pra promover essas “versões mais jovens” dos personagens antigos, é preciso parabeniza-los. Os novos atores que assumiram os papeis das figuras ja tão bem conhecidas de Hollywood, Pierce Brosnan, Colin Firth, e Stellan Skarsgard, foram muitíssimos bem sucedidos em suas interpretações, e entregaram seus números com eficácia e com um charme essencialmente atraente. 

O que falha é a escolha de deixar alguns pontos em abertos, como o possível motivo da morte de Donna, ou sobre todas as modificações que aconteceram no intervalo de tempo entre um filme e outro. Claro, a linguagem cinematográfica corrobora para que não exista obrigatoriedade da exposição temporal necessariamente, mas para um trabalho que conseguiu conquistar um público tão apaixonado, tentar se manter próximo do desenrolar temporal dos fatos acaba se tornando muito mais que um mero capricho, e sim uma espécie de responsabilidade. 

Pra finalizar, a participação da indescritível Cher serve pra coroar o trabalho, e associada a uma aparição da igualmente única Meryl Streep, a finalização do filme se desenrolar com maestria, trazendo novamente ao telespectador aquela sensação que somente musicais conseguem gerar.  


William Diniz

Um jovem estudante do cinema e de toda a sua complexidade, que se debruça diariamente diante daquilo que mais ama, e se entrega com eloquência a 7ª Arte. Aprendiz de cineasta, amante de uma profusão de diretores e pseudo cinéfilo.

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