Crítica | A Livraria

Sensível e inspirador! (📷CINEARTFILMES)

Longa dirigido por Isabel Coixet, inspirado na obra literária de Penelope Fitzgerald, The Bookshop, que tenta trazer uma das leituras possíveis dessa narrativa. De modo realista, o enredo é trabalhado para se deixar uma mensagem não muito positiva ao final, mas faz com que haja a necessidade do questionamento sobre as atitudes humanas.

Florence Green (Emily Mortimer) é uma mulher que se mudou para uma pacata cidade no litoral da Inglaterra em meados dos anos 50, com a intenção de unir seu amor pela literatura com sua fonte de renda, abrindo uma livraria. Para isso, ela escolheu um antigo espaço, há muito abandonado, organizando-o para que ficasse o mais aconchegante possível para seus futuros clientes. Mas os moradores da cidade não entenderam muito bem por que alguém teria essa intenção quanto à uma livraria, já que a maioria não tinha o hábito da leitura, tão pouco fazia questão de perder tempo com isso. Entre elas, Violet Gamart (Patricia Clarkson), que detinha grande fortuna e poder perante a cidade, não simpatizou com Florence (Mortimer), ficando determinada a fazer tudo o que estivesse ao seu alcace para que a livraria fosse um fracasso, fazendo com que a proprietária voltasse de onde veio e a cidade não deixasse de ser como era.

Nos momentos que mostram a interação entre os habitantes nota-se que a principal preocupação, e medo de algo novo surgir, é a possibilidade de aquisição do conhecimento. Afinal, os livros possuem um papel fundamental nesse processo do pensar e questionar, o que seria ruim para certas pessoas conhecidas por sua boa índone e caráter. Parece que a burrice e a mediocridade das pessoas, com algumas raras exceções, não pode ser mudada, do contrário, ninguém mais saberia como viver ali.

Florence (Mortimer) faz alguns poucos amigos, um deles é o senhor Edmund Brundish (Bill Nighy), quem também nutre sincero apreço pela literatura, o que contribui para a união de ambos, em um primeiro momento como amigos, mas que desperta um sentimento além, o qual não se desenvolve por conta de uma série de fatos posteriores.

Como toda adaptação de obra literária o filme pode conter vários problemas, desde a parte do enredo, com escessos ou faltas, até o desempenho dos próprios personagens, os quais podem não satisfazer os leitores assíduos. No geral, é um bom filme, cumpre com o que se propõe e da mesma forma que o livro pode não agradar a todos.

 

 

Assista ao trailer:

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Júlia Tezza

Amante da literatura e da sétima arte.

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