Crítica | Oito mulheres e um segredo – Dinamicidade e diversão

Com estreia prevista para o dia 07 de Junho, o novo longa metragem de direção de Gary Ross, mesmo diretor Jogos Vorazes, é um dos grandes destaques de estreias de 2018. Dando uma espécie de seguimento ao filme Onze homens e um Segredo, o trabalho se propõe a contar a história de Debbie Ocean (Sandra Bullock), que é irmã do personagem Danny Ocean, interpretado por George Clooney  no primeiro filme. 

Com um movimento de câmera extremamente dinâmico, o filme dificilmente se torna cansativo para o telespectador, introduzindo continuamente as personagens, e promovendo progressivamente o desenrolar da trama, sem se delongar em uma única temática ou se prender a algum arco narrativo. Ainda que o desenvolvimento do roteiro não traga uma inventividade inovadora, é bem construída a narrativa cinematográfica, e tirando alguns meros deslizes no mesmo, tudo termina bem amarrado no final.

O grande ponto de destaque, que por sinal foi trabalhado em exaustão pela equipe publicitária do filme, foi o elenco. Contando com nomes renomados do cinema americano, como Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, dentre outros, o filme conseguiu atrair uma grande número de pessoas para as telas de cinema, colocando-o em uma boa posição de bilheteria nas estreias americanas. 

Ainda que inevitavelmente o trabalho tenha abusado dos clichês para a estruturação de uma identidade feminina em alguns momentos, o filme não foi pretensioso, não se propondo a condensar e reproduzir de forma padrão uma concepção única de feminilidade, e justamente por levar a temática com uma leveza bem característica da obra, acabou passando de forma sutil por esse ponto.

Divertido, leve, e carregado de uma estética que se referiu continuamente a indumentária feminina, e a indústria de luxo existente por trás de grandes eventos, como o tradicional baile do Metropolitan Museum of Art, o filme consegue agregar uma idealização do senso comum, e ainda assim abarcar uma certa individualidade nas personagens, fazendo dessa uma obra super acessível ao público de modo geral. 


William Diniz

Um jovem estudante do cinema e de toda a sua complexidade, que se debruça diariamente diante daquilo que mais ama, e se entrega com eloquência a 7ª Arte. Aprendiz de cineasta, amante de uma profusão de diretores e pseudo cinéfilo.

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